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[AMADOR CWB] Ações sociais marcam feriado de Dia das Crianças dos clubes amadores

No último dia 12 de outubro o Brasil celebrou o Dia das Crianças, data de muita diversão, alegria e solidariedade. Esse foi o espírito levado por vários clubes amadores de Curitiba, que em meio a ausência de campeonatos oficiais seguem atuando através de eventos para as comunidades em que estão inseridos.

#AMADOR CWB

Por Vinicius do Prado

As celebrações iniciaram ainda na sexta (8) no estádio Ozório Claudino de Barros. Com a parceria de empresários e políticos da região, o Vila Sandra distribuiu aos pequenos guloseimas, livros e máscaras, além de contar com várias brincadeiras pedagógicas para entreter o público. “O evento foi pensado para desenvolver a responsabilidade social do Clube perante a sociedade. A princípio seria para atender apenas familiares de pessoas com deficiência, porém conseguimos estender para grande parte da comunidade, o que é de grande importância”, afirma o presidente do Vila Vilmar Suzin.

Mas a maior parte das ações ocorreu de fato na terça (12). No Bairro Alto, a torcida Raça Jovem voltou a realizar o evento anual após duas edições canceladas pela pandemia, distribuindo doces e brinquedos e propiciando a alegria da criançada com camas-elásticas, além da confraternização com outras torcidas organizadas da Suburbana – relação que vem se estreitando nos últimos anos.

A piazada da Vila São Pedro também teve um Dia das Crianças recheado de presentes, mas com uma logística diferente. Representantes do Urano montaram 450 kits com diversos tipos de doces e distribuíram na região: Vila São Pedro, Jardim Itamaraty, Jardim Gramados, Jardim Natal e Vila Palmeira. “No nosso planejamento inicial iríamos abrir o campo para a criançada do bairro, mas tivemos que cancelar porque alegaram que teria aglomeração e poderíamos receber multa pesada, até o estádio seria lacrado. Aí decidimos sair em carreata, confesso que foi um dos dias mais emocionantes da minha vida”, explica Leandro Gonzaga, integrante do Conselho Deliberativo e um dos organizadores da ação.

De Leandro para Leandro, no Operário Pilarzinho diretores e voluntários fizeram uma festa para mais de 450 crianças da região, com distribuição de brinquedos e lanches, cortes de cabelo gratuitos e realização de jogos e brincadeiras. “Há 20 anos atrás essas festas já aconteciam na vila, agora com planejamento pudemos trazer o evento pra dentro do clube, com uma estrutura que pudesse receber mais crianças”, relembra o Presidente do Pilarzinho Leandro Andrade.

E outro tricolor que acolheu a comunidade foi o Fortaleza. O evento foi organizado em parceria com a comunidade do Jardim Gabineto, Tia Gê, Torcida Jovem Forta, equipes de futebol 7 e comércios locais. O evento contou com guloseimas, brinquedos infláveis e cortes de cabelo, contando com cerca de 1400 presentes. “Nessa pandemia já havíamos feito doações de alimentos, e esse evento de Dia das Crianças veio pra fortalecer ainda mais essa união e a comunidade do Jardim Gabineto e o Fortaleza, o que é muito importante”, opina Luciano Carvalho, um dos muitos parceiros da iniciativa.

Importância dos eventos sociais em tempos de pandemia

Essas ações sociais são fundamentais para estreitar a relação entre o futebol amador e as comunidades em que os clubes estão localizados, principalmente no contexto atual de pandemia em que, há quase dois anos, não se tem o tradicional encontro aos sábados nos jogos dos campeonatos federados. “Com os eventos acabamos aproximando ainda mais o clube das pessoas e vice-versa. Além de criarmos raízes das crianças com o clube, reavivamos o sentimento dos pais que talvez por algum motivo se afastaram das arquibancadas ou aqueles que se quer iam ao Manecão, despertando esse interesse”, detalha Gonzaga.

Mas apesar das expectativas para a volta dos jogos com a vacinação, os clubes pretendem manter essa programação de eventos daqui pra frente. “Nossa intenção é fazermos várias ações desse tipo, até porque independente da pandemia o clube da Suburbana tem que ter esse cunho social, fazer algo pra comunidade”, declara Luciano.

E além de ajudar as crianças da comunidade no curto prazo, essas ações podem se refletir lá na frente. “É um orgulho apoiarmos a comunidade nessa assistência, e o impacto que gera no final é o crescimento da torcida e a formação e renovação das próximas gerações, tanto no clube quanto na cidadania”, arremata Leandro Andrade.

Afinal toda criança tem o direito de ser criança, e a combinação entre diversão e futebol é excelente para garantir essa condição.


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