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[PEDRA LAPIDADA] Douglas Torete, do Uberlândia para o futebol alemão


Aos 19 anos, Douglas Torete desbrava o Velho Continente em busca do sonho de ser uma estrela do futebol. A história que ainda está sendo escrita teve início em Curitiba, quando o volante disputou as temporadas de 2017 e 2018 pelo Uberlândia na categoria Juvenil. Mais uma pedra lapidada nos campos da Suburbana.

#PEDRA LAPIDADA

Por Yuri Casari

Em toda a história do futebol amador de Curitiba há inúmeros exemplos de atletas que atuaram profissionalmente após passar pelos gramados do futebol amador. Recentemente, tivemos o zagueiro curitibano Thiago Cionek, que deu seus primeiros passos no futebol no Vila Hauer e em 2018 disputou a Copa do Mundo pela seleção da Polônia. Apesar do futebol estar “industrializado”, com os clubes profissionais captando talentos cada vez mais cedo, os campos de várzea seguem sendo reveladores de talentos que ainda almejam o sonho do profissionalismo. E em um mundo globalizado, a Europa, centro econômico do futebol hoje em dia, se torna um objetivo daqueles que buscam viver do trabalho com a bola.

O jovem Douglas Torete, de 19 anos, é mais um talento que o futebol amador de Curitiba viu em seus campos. Nascido em Palotina, o garoto veio adolescente com a mãe para a Capital, se destacou na disputa da categoria Juvenil da Suburbana pela equipe do Uberlândia e hoje tenta a sorte no futebol alemão. O volante está no Trebendorf, da quinta divisão, localizada em uma cidade de mesmo nome no lado oriental da Alemanha.


O atleta já havia tido uma breve passagem pelo futebol polonês. “Eu consegui vir ao futebol europeu através do meu irmão, que também é jogador. Ele recebeu uma oportunidade na Polônia, no Swidnica. E através de vídeo, DVD, que fiz no Uberlândia, ele acabou conseguindo me trazer para cá também. Não cheguei a jogar oficialmente por questão de lesão e documento”, detalha Douglas.

Ainda na Polônia, Douglas enfrentou a questão da pandemia do novo coronavírus, mas assim que as coisas começaram a se estabilizar, uma nova oportunidade surgiu para o jogador. “Aí veio o coronavírus, me recuperei das lesões, organizei os documentos e em um amistoso acabei fazendo um bom jogo, e o time aqui da Alemanha acabou me dando essa oportunidade. O treinador gostou do meu jeito de jogar e pediu para contar comigo no time”, disse Douglas, que tem como companheiros outros quatro brasileiros na equipe.

Além do Uberlândia, Douglas também teve passagens pela base do FC Cascavel e pelo Sub-19 do Nova Fátima. Mas foram as duas temporadas na Suburbana que permitiu ao meio campista seguir na carreira. “Jogar a Suburbana foi uma experiência boa. Peguei uma boa cancha, aprendi bastante coisa, tive um aprendizado legal ali. Na Suburbana o que me ajudou bastante foi a intensidade dos jogos. Você ganha um espírito aguerrido e que foi fundamental para mim aqui hoje”, afirma.

Embora a equipe do Trebendorf seja semiprofissional, Douglas está vivendo exclusivamente do futebol. Segundo o jogador, esta é uma realidade que ele acredita que dificilmente seria possível no Brasil. “No Brasil está muito complicado para lidar com o futebol. É um pouco difícil, tudo é questão de empresário para você conseguir jogar. Se fosse no Brasil eu certamente não estaria vivendo do futebol”, ressalta Douglas, que já traça os planos de futuro no futebol europeu. “Eu penso em crescer no futebol alemão, até pelos planos traçados pelo clube aqui. Pessoalmente, planejo ir para uma divisão maior e penso jogar por um bom tempo aqui. O futebol alemão é muito bom, assim como toda a estrutura dada aqui”, finaliza.

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