PROPAGANDA

[AMADOR PG] Antes e depois da pausa: relembre como foi a temporada 2020


A temporada 2020 da Liga de Ponta Grossa está chegando ao fim. As semifinais do certame começam neste domingo (22), com o jogo de ida entre Carambeí e Ypiranga. Do outro lado do chaveamento, a primeira partida entre Olinda e Santa Paula/Unibox acontecerá somente no dia 29 de novembro. Com o campeonato chegando ao fim, a Equipe Drap fez um balanço de tudo o que ocorreu na competição ao longo deste ano e resgatou as principais histórias que marcaram esta edição do certame. 

#ESPECIAL

Por Allyson Santos

 

A aposta na categoria de base

Se o campeonato amador de Ponta Grossa carece de renovação em muitos aspectos, a temporada 2020 trouxe uma surpresa. A inscrição do União PG, feita às vésperas do início do certame, que deu oportunidade para muitos garotos demonstrarem futebol nos gramados municipais. A proposta da iniciativa foi comandada por Cléo Nascimento, que colocou em campo um escrete de categoria sub-20. Logo no primeiro ano dos garotos, o desempenho e os números conquistados no grupo B demonstram que a aposta ainda pode dar frutos, mesmo com um desempenho irregular. 

Logo na estreia, a equipe venceu o União/PG por 2 a 1 e demonstrou alguns valores individuais interessantes. O figurinha da partida foi o centroavante Fagundes, que anotou o gol da vitória do União e criou as principais oportunidades da equipe. Com um meio-campo leve e veloz, a responsabilidade da criação ficava nos pés dos meias Ferreira e Vande. O equilíbrio do time era Alex. O camisa 10, que teve passagem pelo futebol profissional, cadenciou o time e deu tranquilidade aos mais jovens. 

Antes da paralisação por conta da pandemia, os garotos estavam invictos. Foram duas vitórias e um empate, com seis gols marcados e quatro sofridos. Após a retomada do certame, já no segundo semestre, veio a instabilidade. A partir da quarta rodada, o União teve quatro derrotas seguidas e viu as chances de classificação escapar na última rodada, após um revés contra o D.E.R. por 3 a 1. O sexto lugar no grupo ficou aquém das expectativas, mas o projeto deve seguir forte na temporada 2021. 

Consolidação dos times de bairro

Além das equipes mais tradicionais, o charme da Liga de Ponta Grossa também está dentro dos bairros. Nesta temporada, três equipes do interior da cidade se destacaram e deram uma ótima demonstração de força para as próximas temporadas. Representando a região do Cará-Cará, a W3 foi uma das sensações da primeira fase no Grupo B. A classificação veio de forma tranquila para o time comandado por Diego Polese. Foram 29 gols marcados e apenas cinco sofridos. Com um futebol pautado na posse de bola o melhor ataque da primeira fase, o destaque da equipe foi o trio ofensivo formado por Vinicius, Lucas e Saulo. Com muita movimentação, o ataque do tricolor deu trabalho aos outros clubes e aplicou quatro goleadas. A qualidade na saída de bola na dupla de zaga e intensidade no meio-campo, comandada pelo volante Andrey, também foram fundamentais para a W3, que caiu logo nas quartas de final. Por uma série de problemas, o clube ainda não sabe se participará da próxima edição do certame.

Outro clube que vem mantendo a regularidade ao longo dos anos é o Vila Velha. Comandado por Junior Portela, a equipe que chegou nas semifinais em 2019 manteve a base e teve alguns destaques interessantes neste ano. O escrete da Vila Jamil teve como destaques pontuais nesta temporada, os atletas Sassaki e Eduardo, que fora os responsáveis pela construção no meio de campo. Mas a principal surpresa do ano foi o atacante Erick, que trouxe velocidade aos contragolpes do Vila e foi decisivo durante o mata-mata. O alviverde se classificou como a terceira força do grupo B somando três vitórias, dois empates e duas derrotas. O Vila Velha caiu para o Olinda nas quartas de final após uma disputa de pênaltis. Mesmo sem repetir o feito do ano anterior, o escrete se consolida para os anos seguintes e promete incomodar cada vez mais. 

A maior história de superação na temporada foi protagonizada pelo DER/Impacto. O alvinegro teve um início complicado. Até a pausa do certame, o escrete não havia vencido. Foram duas derrotas em três jogos, com oito gols sofridos. Mas a virada de chave veio após a retomada do certame durante a pandemia. O escrete do técnico Cleber Pedroso se consolidou defensivamente, com destaque para a dupla de zaga formada por Alan e Everton, e não perdeu nenhum jogo a partir da quarta rodada. A boa fase do atacante Diorlei na reta final também foi decisiva. O centroavante marcou duas vezes na vitória sobre o União PG, que selou a classificação alvinegra. No mata-mata, a equipe segurou um empate em 2 a 2 com o atual campeão Ypiranga no primeiro jogo, mas sucumbiu no jogo de volta. A equipe espera repetir a boa campanha em 2021.

A queda de um gigante

Depois de muitos anos, o maior campeão da Liga de Ponta Grossa não está presente nas semifinais. Com um início irregular nas primeiras rodadas, o América já dava alguns sinais de que o ano seria complicado. Nas três primeiras rodadas, a equipe somou dois empates contra DER e Milan Santa Mônica.  A primeira vitória veio diante do Grêmio Esportivo, em uma goleada por 6 a 0. Vale lembrar que o vermelhinho da Nova Rússia perdeu alguns atletas importantes para a temporada 2020. O meia Pelezinho se transferiu para o Carambeí após oito temporadas no clube, enquanto o artilheiro Farinha tratava uma lesão grave no joelho. Por outro lado, alguns nomes multicampeões procuravam dar estrutura à equipe, como o meia Rodriguinho, o volante Ivan e os defensores Biro e Caco. 

A pausa no certame permitiu que o América corrigisse alguns erros. No pós-paralisação, o escrete do técnico Walter teve 100% de aproveitamento. As vitórias sobre União PG, W3, Vila Velha e Unidev consolidaram o vermelhinho ainda mais na briga pela taça. Nas quartas de final, a reedição da final de 2018 trouxe um desafio a mais para o vermelhinho. No jogo de ida contra o Carambeí, a equipe teve um jogador expulso no início do 2º tempo e foi derrotada por 4 a 1. Com uma missão difícil no segundo jogo, o América conseguiu vencer por 2 a 1. O resultado sacramentou uma eliminação precoce para o escrete da Nova Rússia, que terá de resgatar a boa fase para retornar ao topo da cidade.

Demonstração de força no Grupo A

As quatro equipes que vão disputar as semifinais do certame são todas do Grupo A. Ao fim da primeira fase, Ypiranga, Olinda, Carambeí e Santa Paula/Unibox destoaram muito do restante da chave e ainda seguem na luta pelo título. Além dos quatro escretes classificados, outra equipe que merece destaque é o Nutrivaz. A equipe laranjinha somou 13 pontos e viu a vaga para a segunda fase escapar na última rodada, após a goleada do Santa Paula sobre o SPD juniors. A diferença de pontos do quinto colocado para o sexto foi de sete pontos. 

Mesmo sem conseguir a classificação, o Nutrivaz evoluiu muito após a retomada do certame. Antes da pausa por conta da Covid-19, o escrete demorou três rodadas para vencer a primeira partida. O primeiro triunfo só veio na quarta rodada, em uma goleada por 8 a 1 sobre o Galdinos. Com a volta dos jogos, o time comandado por Crevo Lara não perdeu nenhum jogo até o fim da primeira fase e encerrou sua participação como o segundo melhor ataque do grupo, ao lado do Santinha, com 26 gols. O duelo decisivo para carimbar a classificação foi contra o Santa Paula/Unibox, quando o Nutrivaz dependia só de si e empatou em 1 a 1. O principal destaque da equipe era o camisa sete Mário. O artilheiro teve uma lesão grave na reta final da participação laranjinha.

Em busca de recuperação

Entre as equipes que tiveram um desempenho abaixo do esperado está o Galdinos Futebol Clube. O time aurinegro estreou no grupo A sofrendo duas goleadas contra Santa Paula e Carambeí. O escrete ainda demonstrou uma sobrevida na terceira rodada, ao vencer o Ajax por 5 a 3, mas não foi suficiente para recuperar o astral dos atletas. Mesmo perdendo todos os jogos seguintes, o time gerenciado por Anderson Galdino, que também atua como atacante na equipe, teve alguns destaques individuais. O principal deles foi o jovem meio-campista Mayke, um dos principais nomes do setor ofensivo. A equipe encerrou o certame na penúltima posição do grupo A com a terceira pior defesa do campeonato, sofrendo 28 gols.  

Representando a região do Jardim Maracanã, o Ajax também deixou a desejar nesta temporada. A primeira participação alvirrubra na Liga de PG teve altos e baixos. Na primeira parte do certame, a equipe foi bem. Liderado pelo experiente atacante Pato e por outros jogadores experientes, o Ajax teve duas derrotas e duas vitórias nas quatro primeiras rodadas. Após a retomada, o time do técnico Baianinho só amargou resultados negativos e terminou a 1ª fase na 6ª posição do grupo A.

Outro time que deixou a vaga no mata-mata escapar foi o Milan Santa Mônica. Os rubro-negros foram o escrete que mais empatou na competição. Foram cinco oportunidades de vitória desperdiçadas, o que prejudicou o time de Fabiano Lopes dentro do Grupo B. O time terminou em quinto lugar. Ainda nesta chave, outra decepção foi Grêmio Esportivo. O tricolor somou apenas 4 pontos e não decolou em 2020. Na outra chave, o SPD Juniors foi o lanterninha e teve a pior defesa da Liga, com 38 gols sofridos. O time teve apenas uma vitória, sobre o Galdinos. 

No início do certame, houve uma cisão dentro da equipe do Unidev. Os azuis perderam alguns atletas, que se organizaram e criaram o Audax Futebol Clube. Ao fim do certame, ficou claro que a separação não foi boa para nenhum dos lados. O Audax terminou como sétimo colocado no grupo A, enquanto o Unidev fez a pior campanha da temporada e não venceu nenhum jogo. 

APOIE O PROJETO DRAP - Queremos dar vozes para o futebol marginalizado e mostrar a transformação que este esporte é capaz, em diversas atmosferas – amador, base e feminino. Conheça a nossa campanha de apoio colaborativo na @catarse: http://catarse.me/drap;

No comments

Powered by Blogger.