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[AMADOR CWB] Ainda sem lar, Bangú completa 83 anos de fundação


A Sociedade Recreativa Esportiva Bangú completa nesta quarta-feira (14) 83 anos de fundação. Sendo assim, uma das equipes mais antiga no cenário do futebol amador de Curitiba. Além de estar sem o seu palco desde o final da década de 1990, o que faz com que a cada ano tenha um mando de campo diferente, o time do Bangú está na luta desde 2016 pelo acesso à elite da Suburbana. Confira algumas histórias e curiosidades do rubro-negro da zona oeste de Curitiba.

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Por @rafaelbuiar

A equipe do Bangú foi fundada em 14 de outubro de 1937, mas só se filiou à Federação Paranaense de Futebol (FPF) em 1948. Ano em que disputou pela primeira vez a Suburbana na Série B. Já nos primeiros anos, o rubro-negro da Campina do Siqueira deu trabalho às equipes adversárias e em 1953 e 1954 ficou com vice. Nos anos seguintes a fase melhorou e as conquistas aconteceram. De 1956 até 1959, a equipe do Bangú venceu todas as edições da Série B, conquistando o tetracampeonato e também a alcunha de Rolo Compressor da Campina do Siqueira - bairro em que estava a sua sede/estádio. Hoje é o terminal de ônibus do Campina do Siqueira. 

O escrete que ajudou a construir essa história foi formado por Arlindo; Valdo e Vadjo; Pio, Dito e Neno; Dirceu, Laurinho, Menino, Nízio e Miro. O treinador foi Martim Vendramin (Caxambu), com o presidente da época Aldemar Malin.

PERÍODO INSTÁVEL E MUDANÇA DE CASA

Depois da façanha do tetra, a equipe do Bangú ingressou na Série A da Suburbana pela primeira vez em 1960, ficando até 1964, já que no ano seguinte aconteceu o primeiro descenso à Série B e três anos depois o primeiro licenciamento (1969). Período em que jogava no estádio que atualmente é o lago do Parque Barigui. Em 1970 retornou as atividades e novamente na Série B, mas novamente não durou por muito tempo, pois em 1974 licenciou, ficando até 1975 sem disputar as competições da FPF. 

Em 1976 o terceiro retorno da equipe rubro-negra às competições federadas. Foram nove anos disputando a Série B até em 1985, quando conseguiu pela segunda vez o acesso à Série A. Depois de manter-se por seis anos na elite, o terceiro licenciamento aconteceu, ficando inativo por seis anos. Sendo esse o maior período do Bangú fora das competições, retornando somente em 1997. Época em que era realizado a terceira divisão na Suburbana. 

SEQUÊNCIA SEM PARALISAÇÃO

De 1997 a 2019 a equipe do Bangú se manteve ativo no futebol amador de Curitiba. Dentro deste período, que completou 22 anos, o rubro-negro disputou a Série B em seu maior tempo, com 18 participações, conseguindo um acesso em 2012 e um descenso em 2016. Além de duas participações na Série C da Suburbana. 

Neste período o Bangú voltou a ser campeão. Em 2001 conquistou pela quinta vez a Série B da Suburbana, atingindo a segunda maior marca na competição, perdendo apenas para o Caxias que venceu sete vezes. Na última década, em 2017 e 2018, o rubro-negro conseguiu novamente levantar o caneco. Dessa vez as façanhas aconteceram na Copa de Futebol Amador da Capital, igualando a marca do Capão Raso com dois títulos. 

SEM LAR

Passados mais de oito décadas, o Bangú vive um dilema de ainda estar sem a sua praça. O rubro-negro, que iniciou a sua história com o palco que hoje é o terminal de ônibus do Campina do Siqueira e que ficou por mais de duas décadas. Depois foi transferido para um terreno no Parque do Barigui, onde está situado o lago do parque, e ficou até a década de 1970. Anos depois foi para o bairro vizinho, Santo Inácio, que foi denominado no Estádio 14 de Outubro, utilizando como referência à data de fundação. Local que ficou até o fim da década de 1990 e que encontro até hoje sem uma sede fixa. 

Desde então, o mando de campo do Bangú se alternou bastante. Os últimos locais foram o Estádio Francisco Thiago da Costa, que pertence ao Tanguá; e também o Estádio Ricardo Halick, que pertence ao União Ahú.

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