PROPAGANDA

[AMADOR PR] Clubes amadores se unem em prol de projetos sociais


Na última quinta-feira (13), a cúpula da Associação Paranaense dos Clubes Amadores (APCA) tiveram reunião com o vice-prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, para aproximar e conversar sobre o projeto da APCA, que visa a união dos clubes amadores e órgãos públicos em prol das práticas esportivas, cultural e social. O projeto tem a perspectiva de ser realizado por quatro etapas para atingir todos os objetivos iniciais da associação. O portal Do Rico ao Pobre teve acesso as informações sobre a APCA e explica as ações para o fortalecimento do futebol amador no Paraná.

 

#AMADOR CURITIBA

Por Rafael Buiar 

A situação que aconteceu no mundo inteiro, em relação a pandemia, foi um dos principais motivos para a organização/criação desse projeto. Por isso, Leandro Andrade, presidente e representante do Operário Pilarzinho, junto com outros integrantes, promoveu e organizou a ideia para a criação da associação. "Tivemos uma situação no mundo inteiro que nos colocou o objetivo deste projeto no pós-pandemia, para a sequência do futebol e dos clubes. Se não nos unirmos, pensar em um objetivo e não dermos oportunidade para a comunidade, que possa aumentar o nosso público, renovar e oportunizar isso à eles, o nosso futebol amador pode estar a ponto de cada vez mais regredir. O futebol amador é a representatividade de sua comunidade. Mas, precisamos que neste momento temos que nos estruturar e ter um só objetivo para o bem de todos", explica. 

A partir desta perspectiva, no mês de julho, foi formalizado entre os clubes amadores, a Associação Paranaense dos Clubes Amadores (APCA), que tem como objetivo a prioridade de projetos sociais para a comunidade, sociedade no geral, e também para o resgate das suas comunidades em integrar com as praças (clubes amadores) com os projetos sociais ou ações sociais que os próprios clubes executam e envolvam as modalidades esportivas e lazer, culturais e também a terceira idade para suas comunidades. O projeto será realizado em quatro etapas e que se baseiam e representam nas palavras como organizar, apoio, realizar e dar suporte.

O início do projeto se obteve, em um primeiro momento, com reuniões entre alguns clubes inseridos na APCA para discutir ideias de projetos sociais e os projetos que já existem nos clubes. O portal Do Rico ao Pobre teve acesso a ata de uma das reuniões e destacou as discussões entre os representantes dos clubes. Os primeiros pontos levantados na reunião do dia seis de agosto, realizada na sede do Operário Pilarzinho, foram o auxílio do poder público para a regularização estrutural e jurídica dos clubes, bem como os respectivos alvarás e liberação de espaços de modo adequado a norma estatal. 

Além disso, a necessidade de elaboração de projetos sociais e desenvolvimento social em sua comunidade. Ações que destacam a importância social para o melhor desenvolvimento dos clubes. Para que assim, a necessidade do agrupamento dos clubes possa tratar as questões convergentes, conjuntas e sejam tratadas com maior solidez e mais força diante do cenário que o futebol amador e os projetos sociais necessitam. "A ideia é criar esses projetos e ações sociais, como polos, envolvendo os clubes amadores, em diversas ações sociais, como escolinhas de futebol (masculino/feminino), atividades para terceira idade, além de oficinas de cursos e outras atividades de outros esportes, como capoeira, por exemplo", acrescenta Leandro Andrade. 

A Associação tem como proposito também inserido no projeto a assistência jurídica e que envolve tanto na parte civil ou criminal, com entidades como Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). "A assistência jurídica, com a parceria de outros apoiadores como a OAB, irá nos ajudar nesse projeto, com o suporte jurídico desde a regularização do clube, na parte burocrática ou até mesmo a situação de alvará. Além de disponibilizar uma pessoa para apoiar a sua comunidade. Por isso, o clube será uma ponte para este serviço dentro da comunidade", comenta, Leandro Andrade. 

Após a estruturação do projeto, que envolve as ações anteriores e remetem no ato de organizar, a segunda etapa será aplicada para a junção da palavra apoio. Leandro, representante do Operário Pilarzinho, comentou sobre planejamento para sequência com a segunda etapa. "Vamos trabalhar na busca, com peso e com união, aos órgãos público, municipal e estadual, para estruturar as atividades, como as práticas esportivas (patrimonial) ou serviços, apoios - plantio de gramados, materiais esportivos, ou outros tipos de serviços disponível para esses clubes associados", explica. 

Após realizadas as ações de organizar e também do apoio, a prática do realizar entra em ação. Segundo Leandro Andrade, a regularização da associação será benéfica para conseguir investimento. "O ideal é que para fazer acontecer essas atividades sociais com investimentos, que me refiro as leis federais/esportes/cultura e que conseguimos através dessa regularização da associação, os projetos protocolados serão vinculados à um só objetivo, para que possamos dar continuidade com o projeto no âmbito do terceiro setor", explica. 

Por fim, a quarta etapa, que será realizada após o terceiro setor estar consolidado. “Com as atividades sendo realizadas, a estruturação dos clubes, o apoio aos clubes e o clube dando essa contrapartida para a sociedade e órgãos públicos; é apresentar às empresas de micro, pequenas e grandes porte, para conseguir patrocínio para a associação e dar suporte à todos os clubes”, esclarece Leandro. 

Ao ser questionado em relação a Federação Paranaense de Futebol (FPF), Leandro Andrade esclarece a situação e está ciente que a APCA envolve outras questões. "Existe outras coisas muito maiores e a longo prazo que só um campeonato/calendário, que é você se estruturar o seu clube com ações sociais e com o terceiro setor. Sendo assim, um capital muito grande para a sua comunidade, onde o clube está anexado. Então, deixamos bem claro, que o futebol, a questão da associação dos clubes amadores, não é somente futebol e ter questão política para querer debater ou derrubar alguém do futebol. Não podemos depender só de uma pessoa para que as coisas possam acontecer e faça que o futebol amador seja forte no Paraná", finaliza Leandro Andrade. 

Até o último sábado (15), a APCA teve 21 clubes inseridos, sendo que 19 são de Curitiba e dois da Região Metropolitana de Curitiba. Na cidade de Curitiba são: Vila Sandra, Operário Pilarzinho, Uberlândia, Capão Raso, Vila Fanny, Imperial, Desportivo Paranaense, Urano, Palmeirinha, Shabureya, Fortaleza, Olímpico, Bairro Alto, Nova Orleans, Ypiranga, São Braz e Mengão Lindóia. Além de dois clubes da região metropolitana de Curitiba, como Gera (Pinhais) e Ferraria (Campo Largo). 

APOIE O PROJETO DRAP - Queremos dar voz para o futebol marginalizado e mostrar a transformação que este esporte é capaz, em diversas atmosferas – amador, base e feminino. Conheça a nossa campanha de apoio colaborativo na @catarse; - http://catarse.me/drap


No comments

Powered by Blogger.