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[AMADOR PR] Clubes amadores se reúnem e discutem ideias para criar associação


Na noite da última sexta-feira (28), representantes dos clubes das duas divisões do futebol amador de Curitiba e também não federados reuniram-se para esclarecer detalhes e aprofundar ideias para a fundação da Associação Paranaense dos Clubes Amadores (APCA), que visa uma aproximação maior do poder público para dar, principalmente, respaldo às comunidades com projetos sociais.

 

#FUTEBOL AMADOR

Por @rafaelbuiar

Em um primeiro momento, Adilson Salvador, vice-presidente do Vila Fanny, fez a abertura da reunião, apresentando o contexto e os objetivos da futura entidade, que tem o propósito de aproximar junto ao poder público - municipal e estadual, e Federação Paranaense de Futebol (FPF) para cobrar uma participação nos projetos sociais ligados aos clubes amadores. Além disso, apontou que o interesse não é buscar cargos eletivos, tanto na assembleia legislativa ou câmara municipal (poder executivo) e também na própria (FPF). 

Esse foi o quarto encontro entre os representantes dos clubes. Alguns com interesse em ingressar na associação e outros com o intuito de ouvir a proposta. Por isso, dirigentes apresentaram as principais necessidades, tanto na parte burocrática ou mesmo a falta de projetos sociais, já que as entidades estão espalhadas pela cidade e que isso resulta diferenças, entre elas as classes sociais, segundo Adilson Salvador. “Os clubes são de bairros/comunidades diferentes e a necessidade pode ser divergente em relação à nossa (Vila Fanny). São classes sociais diferente. Por isso, queremos colocar projetos sociais que se enquadrem à determinado clube e que sirvam esses locais, como no Operário Pilarzinho e o Shabureya no Sítio Cercado, por exemplo", comenta o vice-presidente do Vila Fanny, Adilson Salvador.

 

Já o representante do Olímpico, Neri Santos, marcou presença pela primeira vez na reunião dos clubes ligado a provável associação e saiu otimista em relação aos ideais. "Eu me surpreendi de uma maneira geral, pois o pessoal que está provocando a criação da associação tem conhecimento do assunto. Por isso foi bastante positivo e vou levar a proposta para outros presidentes que eu tenho contato. Aí neste caso vamos decidir se vamos aderir à adesão ou não. Hoje eu fui mais como um observador", esclarece Neri Santos, representante do Olímpico do bairro do Xaxim. 

Também marcaram presença três clubes não federados, mas que tem interesse em ingressar à FPF. Caso de Mengão Lindóia e Unidos 70, que são clubes de região periférica e que vão buscar auxílio da associação, caso concretize, tanto na parte burocrática e projetos sociais. "Isso é muito importante. O objetivo de fazer com esses clubes, que trabalham com os seus bairros e não são federados, através dessa associação é dar meios para eles se federarem, saírem do limbo. Ou seja, aumentar o número de filiados. Quanto maior for, melhor fica e qualidade muito maior. Outro ponto que é importante frisar é que tem outros clubes de região metropolitana que estão participando e tem interesse. Fazer com que essas ligas não federadas passam a ser, através do interesse dessa associação. Com isso, de repente, aumentar o número de times na Taça Paraná, por exemplo”, finaliza Salvador. 


Além de assuntos ligados à associação, outros pontos foram discutidos na reunião, encabeçados por alguns clubes da Série B no início deste ano. O presidente do Shabureya, David Silva, apresentou os temas discutido na reunião de março deste ano, que fecharam em três pontos iniciais. Apresentar uma proposta de mudança de calendário, organizada por alguns clubes da Série B, assunto que foi unânime entre os clubes. A proposta inicial é alterar os jogos da Suburbana para o primeiro semestre - mês de março; em vez do segundo como aconteceu nos últimos anos. 

Junto a isso, o tema que teve mais divergência entre os clubes, e que também teve discussão com os clubes da Série A em fevereiro, foi a implementação/alteração de categoria no jogo preliminar, passando de juvenil para juniores. O outro ponto foi a questão da quantidade de clubes no descenso e acesso. "A ideia é que assim equilibraria a Série A e B, pelo número de participantes. Ou seja, a ideia é que chegue em número próximo nas duas divisões, também para que os clubes da Série A e B sempre estejam no diálogo para buscar o melhor para os clubes e não para si próprio", finaliza David Silva.


Ao todo 12 clubes da Suburbana foram representados na reunião, sendo que seis foram da Série A - Vila Sandra, Operário Pilarzinho, Fortaleza, Iguaçu, Capão Raso e Imperial; e seis da Série B - Vila Fanny, Olímpico, Shabureya, Palmeirinha, Urano e Bairro Alto. Também marcaram presença três clubes não federados, como o Mengão Lindóia, Colo-Colo (Sabará - CIC) e Unidos 70 (Cajuru). 

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