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[AMADOR CWB] Tanguá completa 77 anos de história em meio à reformulação e novo planejamento para o futuro

Foto: BKZ Fotos
O Tanguá completa 77 anos de história neste sábado (8). Entre glórias e momentos sem brilho ao longo das décadas, o clube tem em 2020 um início de reformulação, e isso torna a expectativa para o futuro mais positiva. Neste ano, aliás, há motivo para comemorar, pois o clube retornou à Série A da Suburbana após quase duas décadas de licenciamentos e participações na Série B. 

#SUBURBANA

Por @LucasRavel

O dia 8 de agosto é de felicidades no Tanguá, um dos clubes mais tradicionais do futebol amador de Curitiba. A agremiação completa 77 anos de história e com motivos para comemorar, afinal o escrete rubro-negro está de volta à elite da Suburbana após quase duas décadas.

DA FUNDAÇÃO À EPOCA DE OURO

A história da equipe, localizada na divisa com Almirante Tamandaré, começou em 1943, quando Francisco Thiago da Costa – este é homenageado até hoje com o nome do estádio - e outros membros de famílias da região fundaram a Sociedade Educativa Tanguá. Inicialmente, o clube disputava a Liga dos Minérios e se filiou à Federação Paranaense de Futebol (FPF) em 1971. Só que a presença do Tanguá na Suburbana não durou muito tempo, já que se licenciou dois anos depois.

 

Acervo Levi Mulford

Retornando à Liga dos Minérios, o clube conseguiu o bicampeonato do torneio em 1985 e 1988, e em 1989 o escrete rubro-negro se filiou à FPF para a disputa da Suburbana pela segunda vez na história. Desta vez, o sucesso foi grande e o clube viveu o seu período de ouro na década de 90. Em 1992, 1997 e 1998 a equipe conquistou a Divisão Especial da Suburbana, considerada uma espécie de segunda divisão do amador de Curitiba na época. O ex-jogador Cigano fez parte do time em duas das conquistas. “O nosso elenco tinha muita qualidade, e o campeonato era diferente do que é agora, já que todos os clubes eram competitivos”, disse. 

Outro jogador que fez parte da era de ouro do Tanguá é Robertinho. Ele contou que jogou no clube de 1995 a 2015 – entre esse período ficou fora somente em quatro anos – e, não à toa, é quem mais vestiu a camisa do rubro-negro. “Minha vida é o Tanguá. Sou do bairro, praticamente todos os meus amigos moram lá”, relembrou. 

Mesmo aposentado, Robertinho ainda segue ligado ao time onde fez história. O ex-jogador é coordenador do Tanguá Legends, um projeto que reúne pessoas que fizeram parte do clube em anos anteriores para jogarem campeonatos, e a intenção, segundo ele, é levar a marca do Tanguá para fora dos limites de Curitiba e Região Metropolitana. 

Acervo Tanguá

DE 2000 ATÉ HOJE - MOMENTOS CONTURBADOS E REESTRUTURAÇÃO

Nem tudo são flores na história do Tanguá. A década de 2000 a 2010 não foi gloriosa como a anterior. De 1999 a 2001 o clube fez campanhas sem brilho na elite da Suburbana. Após isso, os licenciamentos ficaram comuns. Foram quatro vezes em 15 anos: 2002, 05, 08 e 16. 

Em 2019, a equipe conseguiu dar a volta por cima e garantiu o acesso para a 1ª Divisão da Suburbana após ser vice-campeão da Série B. Na ocasião, perdeu o título para o Fortaleza. Em 2020, o clube passa por uma severa reestruturação, que começou com a modernização do seu escudo. As listras horizontais foram substituídas, mas as cores, o nome do clube com suas iniciais (S.E. Tanguá) e as três estrelas amarelas foram mantidas. 

Outra novidade em 2020 é o nome de Carlos Calmon como diretor executivo de futebol. Fora de campo, o clube mantém uma postura mais ativa na busca por patrocinadores e tem desenvolvido ações nas redes sociais para impulsionar a marca da equipe. E o planejamento passou também pela escolha do técnico. Após alguns anos alternando na posição de treinador e dirigente do Operário Pilarzinho, Peterson Freitas assumiu o Tanguá. “Fiz minha base neste clube, sou do bairro e tenho uma alegria imensa em estar aqui. No Pilarzinho, tivemos um planejamento mais ousado, jovem, e a receita deu certo. Portanto, vamos implantar isso aqui na medida do possível”, disse o novo treinador. Dentro de campo, o técnico disse que a sua intenção é jogar um futebol ofensivo, pois os jogadores contratados têm um perfil que permite esta filosofia. 

Foto: Rafael Buiar

Por fim, o clube busca reformular a sua casa, o estádio Francisco Thiago da Costa. Os projetos ainda estão em desenvolvimento, mas algumas reformas foram feitas visando a temporada 2020, que ainda está sob dúvida por causa da pandemia do COVID-19. 

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