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[ENTREVISTA] Vice da Copinha em 2015 pelo Vila Sandra, Giancarlo Balaban marcou seu nome no futebol amador de Curitiba


Treinador teve rápida, porém marcante, passagem pelo amador de Curitiba. Se os bons trabalhos no comando das pranchetas de Vila Sandra e Grêmio Ipiranga não renderam títulos, ao menos comprovaram seu potencial, especialmente para trabalhar com orçamentos mais modestos e fazer “mais com menos”. O portal DRAP conversou com Giancarlo Balaban, que hoje está morando em Santa Catarina.

#ENTREVISTA
Por Daniel Tozzi

Em seu primeiro ano como treinador, Giancarlo Balaban fez história no Vila Sandra. Afinal, a campanha na Copinha de 2015 é considerada um divisor de águas na trajetória recente da equipe. Mesmo com 81% de aproveitamento na competição, o título acabou não vindo, mas o bom desempenho colocou o nome de Balaban no mapa do futebol curitibano. “O sucesso que o Vila Sandra tem hoje, começou lá atrás, com muito trabalho e dedicação. Uma pena não termos sido campeões em 2015, pois a sintonia de time e torcida estava montada”, comenta o treinador.

A campanha na Copa de Futebol Amador da Capital de 2015 começou para lá de animadora, com cinco vitórias nos cinco jogos da primeira fase. Nas semifinais, o triunfo fora de casa contra o União Ahú e o empate dentro do Ozório Claudino de Barros garantiram o Vila na final. A partida de ida da decisão marcou a primeira derrota do Alvinegro no certame: 2 a 0 para o Capão Raso. “Tínhamos total certeza que poderíamos reverter jogando em casa, com o estádio lotado”, relembra Balaban. “Ganhamos no tempo regulamentar e fomos para a loteria dos pênaltis, onde o arqueiro do Capão foi feliz e segurou uma das penalidades”, lamenta o técnico.


O bom trabalho na Copinha pelo Alvinegro, entretanto, não se repetiu na Série B da Suburbana de 2015, e o esperado acesso à elite não veio. Mesmo assim, Giancarlo analisa como positiva a sua passagem pelo Vila Sandra. “O desafio de assumir como treinador foi imenso, mas os jogadores do Vila e a diretoria me deixaram confortável para fazer as escolhas e tive liberdade para trabalhar. Na Copinha, mesmo com o vice-campeonato, somamos mais pontos que o campeão Capão Raso, o que deu segurança para montagem de um time cada vez mais forte”, explica.

NOVOS ARES - Desligado do clube da Vila Sandra no final de 2015, Balaban assumiu o comando técnico do Grêmio Ipiranga no ano seguinte, com a missão de reformular o elenco do time do bairro Capão Raso. “Foi uma satisfação estar à frente daquele grupo em 2016, pois sou daquela região e tinha muitos amigos no clube”, conta o treinador. “Nosso objetivo no Grêmio Ipiranga era trazer atletas que realmente abraçassem o time, até por conta das dificuldades financeiras”, complementa.

Após um oitavo lugar na classificação geral da Copinha de 2016, a meta de Balaban na Série B do Amador era novamente subir à elite do ano seguinte. A equipe do Grêmio Ipiranga, no entanto, terminou a dois pontos da zona de classificação para a segunda fase, amargando mais um ano na segundona. “Infelizmente não conseguimos o acesso, mas lembro que na campanha da Copinha ganhamos um jogo do Capão Raso na casa deles, quebrando um tabu de mais de 30 anos sem vitórias do Grêmio Ipiranga lá”, salienta.    

CARREIRA - O início da trajetória de Giancarlo Balaban como treinador começou em 1998, quando fez estágio no antigo clube do Malutrom. Na equipe profissional de Curitiba, Giancarlo fez parte da comissão técnica que levou o clube ao título da Série C do Campeonato Brasileiro em 2000. O bom trabalho chamou a atenção do Athletico Paranaense, onde o treinador trabalhou nas categorias de base a partir de 2001. Ainda na capital paranaense, Balaban teve passagem pelo time feminino da Escola La Salle, onde foi campeão da Liga Estudantil de 2006.

O ingresso no futebol amador veio só em 2012, quando integrou a comissão técnica do Grêmio Ipiranga. Já a chegada ao Vila Sandra aconteceu em 2014, por intermédio do então técnico da equipe, Julio Cesar, hoje no comando da prancheta do Sergipe. Após um ano como auxiliar, Balaban assumiu a prancheta da equipe em 2015. Hoje afastado do Amador de Curitiba, Giancarlo trata com carinho sua passagem pelo futebol da capital: “A experiência é incrível, e de Amador é só o nome, porque o futebol em Curitiba é de altíssimo nível. Me sinto muito feliz por ter comandado times de expressão e ser lembrado por onde passei”, diz.


Em 2017 Balaban passou a viver em Santa Catarina, onde também desenvolveu trabalhos ligados ao futebol. Na cidade de Garuva, onde atualmente reside, o treinador colecionou dois títulos do torneio “Moleque bom de bola”, que reúne equipes de base catarinense, além de ter comandado os escretes de futebol de campo e de salão da prefeitura de Garuva.

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