PROPAGANDA

[AMADOR PG] Clubes de Ponta Grossa sentem impactos da crise e já pensam em estratégias


Contas atrasadas, falta de mensalidades e incertezas sobre o futuro. O prejuízo econômico ocasionado pela pandemia da COVID-19 afetou diretamente os clubes de Ponta Grossa. A equipe DRAP conversou com representantes de Olinda, Guarani e América Ponta-grossense para mostrar a realidade dessas instituições durante a crise e abordar as estratégias e desafios para uma eventual reestruturação no ano que vem.

#AMADORPG
Por Allyson Santos

Com o centenário do clube se aproximando, o Olinda esperava retomar o protagonismo no cenário amador ponta-grossense e regional nos próximos anos. No entanto, o avanço da pandemia e a paralisação das atividades (instaurada sob recomendação dos órgãos de saúde) devem mudar o planejamento da diretoria alviverde. Antes da crise, o Olinda ocupava a 5ª colocação do grupo A na Liga de Ponta Grossa e ainda buscava se consolidar no certame. O escrete de Olarias também se preparava para a disputa do Campolarguense, que seria disputado no 2º semestre deste ano e poderia levar a equipe para a disputa da Taça Paraná no ano que vem.

Hoje em dia, a prioridade dos dirigentes é sanar as dívidas. Além dos salários de profissionais que trabalham no clube, as contas de água e luz também estão atrasadas há alguns meses. Atualmente, o Olinda não possui um plano para associados e as principais fontes de renda vem de patrocinadores, do aluguel do campo e da venda de produtos durante os jogos. “É uma fase realmente preocupante. É algo que está afetando todos, em especial os clubes amadores”, destaca o presidente do Olinda, Ricardo Guandeline.


O dirigente afirma que a participação do Periquito de Olarias na Liga de Campo Largo é incerta por conta da situação financeira do clube. “A nossa prioridade do momento deve ser quitar essa situação, assim como a tentativa de renovação dos patrocinadores”, destaca o presidente, que ainda ressaltou os impactos que a pandemia trouxe para todos os níveis da sociedade.

O América também deverá buscar estratégias para fortalecer o clube nos próximos meses. Com duas sedes para manter, o alvirrubro reduziu o valor das mensalidades dos associados em 50% para se adaptar à realidade financeira imposta pela pandemia. Segundo a diretoria, dentre os 500 filiados ao clube, cerca de 100 sócios mantém o pagamento mensal. “Sem dúvidas teremos desafios no pós-pandemia. A incerteza sobre o retorno é uma preocupação”, afirma o diretor, que ressaltou a importância das medidas de restrição neste momento. 

Em meio a tudo isso, o vermelhinho da Nova Rússia reduziu gastos para conseguir manter as despesas físicas das sedes. Eventos realizados antes do avanço da COVID-19 auxiliaram com alguns custos. Hoje, o presidente assume que a incerteza sobre a volta das atividades preocupa a diretoria, já que muitas atividades ainda estão suspensas e afetam diretamente as despesas. “O retorno das academias nos auxiliou neste momento. Esperamos sair bem deste período crítico” revela o dirigente. Atualmente, o futebol amador não movimenta tanto dinheiro no clube e, neste momento, não deve ser a prioridade dos americanos.


O Guarani Esporte Clube, que atualmente disputa apenas a categoria Master da Liga de Ponta Grossa, também elabora estratégias para manter a receita diante da ausência de atividades. A mensalidade dos sócios também foi reduzida pela metade. A diretoria do clube relatou uma inadimplência de 60% nos pagamentos desde o início da pandemia.  Mesmo com a crise, algumas obras estruturais que vinham sendo realizadas na sede do clube seguem em processo de conclusão. “O Guarani reconhece que as mensalidades não são a prioridade neste momento, já que muitas famílias estão sofrendo com a atual situação”, declara o diretor de finanças do Guarani, Rubens Selski. O Guarani não disputa a categoria livre da Liga amadora de Ponta Grossa hà cerca de 15 anos. O tetracampeão do certame aposta no benefício da prática esportiva para os sócios e se mantém apenas nas categorias mais avançadas.

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