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[AMADOR PG] Atletas destaques refletem sobre o atual cenário do futebol de base


O cenário do futebol amador em Ponta Grossa (PG) nas últimas temporadas foi de pouca renovação de jogadores. Em 2020, este cenário parece dar sintomas de alteração após alguns jogadores destaques e figurinhas DRAP das partidas serem jovens, e considerados novas peças que surgiram no certame. Mas o atual cenário da base provoca reflexão entre os atletas e questionamentos sobre o futuro na Liga de Futebol Amador de PG.

#AMADOR PG
Por Germano Busato

A renovação do futebol amador de Ponta Grossa nos últimos anos não foi muito evidente. O giro de jogadores já consagrados e conhecidos entre as equipes que integram o certame era uma realidade até a temporada de 2019. Mas nesta temporada, o cenário demonstra sinais de mudanças com jogadores jovens sendo destaques das partidas dos clubes.

Figurinha da partida entre União PG e Unidev na primeira rodada do grupo A do certame deste ano, Matheus Fagundes pontua o trabalho que seu time, O União PG, realizou nesta temporada até a parada forçada. “Essa mescla é nosso diferencial, pois temos a parte física dos mais novos e a experiência dos mais velhos. Podemos aperfeiçoar nosso futebol”, acrescenta o jovem Fagundes.


O União PG é o time mais jovem do certame e atualmente briga pela ponta da tábua de classificação do Grupo A. O time possui uma parceria com o Prudentópolis e participa de torneios de base que proporciona oportunidade e visibilidade aos atletas. Fagundes ainda relembra personagens do time profissional do Operário Ferroviário que também jogaram o futebol amador. “O Dione e Batatinha inclusive estavam jogando amador, quando contratados pelo Operário, ainda jovens”, comenta e enaltece Fagundes.

O atleta do União PG reforça que o futebol amador é uma oportunidade e que precisa de mais espaço para a base chegar ao ideal. “Eu vejo como uma oportunidade. Deveria ter uma competição de base no amador, assim como tem na Taça Paraná, pois estaria dando oportunidade dos outros times verem jogadores novos”, reforça Fagundes.


E o pedido por um certame de base passa também por outros atletas. Mayke Alisson, jogador do Galdinos e figurinha da partida entre Ajax e Galdinos, pela terceira rodada do grupo A. Mayke, comenta sobre a base do futebol ponta-grossensse. “A base em Ponta Grossa, principalmente para sub-15, não é tão forte. Seria uma ideia muito boa se tivesse um torneio de base”. Mayke também aponta a ideia para os clubes do amador da cidade. “Seria interessante também os clubes apostarem num time de base. Querendo ou não, é o futuro e a renovação do futebol”, argumenta o camisa 10 do Galdinos.

Também figurinha de uma partida do certame deste ano, o Marcelo Stefano reflete sobre a situação da base em PG. O atleta do Olinda, destaque da partida entre Olinda e Carambeí pela rodada de número 3 afirma que a renovação dos jogadores e o apoio no futebol amador cidade deixa a desejar. “Infelizmente são poucas equipes que acabam renovando com novos atletas. Hoje o futebol amador da cidade tem muita falta de apoio”, afirma Marcelo.


Todos esses jogadores entrevistados, são exemplos que o investimento em atletas de base pode ser vantajoso para as equipes e para o certame. Mas, para fortalecer o futebol de base, existem dois entraves que seguram a proposta, já discutida antes pelos clubes e pessoas ligadas ao amador. O primeiro entrave é diretamente interligado com outra polêmica que já rodea a Liga de Futebol Amador de PG: A filiação com a Federação Paranaense de Futebol (FPF).

Um dos requisitos para a filiação da Liga de PG é a criação por parte da própria Liga de um certame de futebol de base. Durante entrevista para o Jornal Diário dos Campos, em fevereiro deste ano, o presidente da Liga, Cesar Roberto Pitella, afirmou que “A Federação Paranaense de Futebol exige que para ser filiado, cada Liga precisa ter um campeonato com categorias de base e isso é praticamente impossível para nós nesse momento. Seria preciso mais dinheiro, estrutura e clubes participantes”, comenta Pitela.

Outro entrave é justamente o citado acima, pelo Presidente Roberto Pitella. O dinheiro e estrutura correta são empecilhos para que o projeto de futebol de base no amador de PG    saia do papel.  Conforme já levantado pela equipe DRAP, a pandemia do Covid-19 que o Brasil enfrenta impactou diretamente os clubes e a Liga. Se a estrutura e arrecadação dos clubes antes da paralização, em 18 de março, enfrentavam dificuldades, agora com o impacto econômico e social da Pandemia, os entraves podem ser ainda maiores. Portanto, o próximo passo do futebol amador de PG para a renovação e movimentação da base, permanece incerto.

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