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[ENTREVISTA] João Kastilho coleciona títulos e marcas importantes no futebol amador paranaense


João Santana Kastilho, técnico personagem do futebol amador Paranaense, coleciona um total de 23 títulos na carreira. O treinador, com passagens pelo Itaiacoca, Olinda, W3, Palmeiras e times de fora de Ponta Grossa, é um dos técnicos mais vitoriosos do futebol amador, que já rendeu até propostas do futebol profissional e da Suburbana em Curitiba no ano de 2020.

#FUTEBOL AMADOR
Por Germano Busato

Os primeiros passos de Kastilho no futebol começaram em meados de 2002. O primeiro trabalho do técnico, veio na oportunidade no time do Itaiacoca. Em sua primeira oportunidade, chegou na marca de vice-campeão do amador de PG. Mas seu trabalho ainda estava no início, tanto que o primeiro título de Kastilho veio no ano seguinte, quando o Itaiacoca se sagrou campeão do certame de PG de 2003. Coincidência que para clube e treinador, o título de 2003 foi o primeiro para ambos.

O desempenho de Kastilho no primeiro clube chamou a atenção do Operário. Então, o treinador foi convidado para treinar o time amador do Fantasma. “O presidente só tinha me dado uma missão de não deixar o clube cair”, comenta o treinador Kastilho, que superou a expectativa, com o modesto quarto lugar. “Era um elenco cheio de jogadores bons e todo mundo queria jogar por ser o Operário. Mas não dava para jogar 25 contra 11 em uma partida”, lamenta Kastilho.

Após a passagem no Operário, o técnico multicampeão foi ao Olinda em 2007, time tradicional dos Campos Gerais e tetracampeão do certame de PG. No alviverde de Olarias, o técnico foi responsável pela volta do time ao certame principal de PG, conquistando a divisão de acesso em cima do seu ex-clube, o Operário. Em pouco tempo de trabalho, Kastilho já havia conquistado o Amador e a volta do Olinda para a liga principal.

O título e a final inesquecível pelo W-03
Após três anos no Olinda, Kastilho foi para o W-03. A sua passagem pelo W3 foi uma das mais memoráveis de sua carreira. O tricolor do Cará-Cará se sagrou campeão em 2011, o segundo título do Amador adulto de PG. Um dos jogos memoráveis de Kastilho foi a final contra o Guarani. “Aquela final é inesquecível pelo segundo jogo, que tínhamos a vantagem do empate. Foi um jogo muito intenso, perdíamos até os 42’ do segundo tempo, em que o àrbitro anotou um pênalti a nosso favor”, acrescenta Kastilho, que contou que na hora da marcação, não acreditou que o árbitro fosse apontar a penalidade, pela tensão do jogo. Então, aos 43’, Alcimar converte e garante o título da W-03 de 2011. “Aquele título foi muito importante. Foi meu primeiro ano na equipe, e logo já consegui conquistar o título. Por isso, foi realmente inesquecível”, ressalta o treinador.

O treinador campeão do certame de 2011 permaneceu no clube até 2013, e conquistou ainda o tricampeonato consecutivo do campeonato amador da categoria 35. Mas não permaneceu no clube, por conta de uma reformulação após o vice-campeonato de 2012 do Amador adulto.


Assim, como a maioria dos treinadores, sejam do futebol do profissional e amador, Kastilho possui seu auxiliar fiel. Vanderlei Lemes, conhecido como “Careca”, que participou da maioria das conquistas com o Kastilho. “Eu e ele somos quase casados” diz o técnico em tom irônico. O auxiliar de Kastilho estava com o treinador na disputa dos certames de Ponta Grossa, Campo Largo e na Taça Paraná. No total de títulos do Amador adulto, Kastilho conquistou quatro títulos do certame. Conquistou com Itaiacoca em 2002, W-03 em 2011, UCA em 2016 e em 2017, com o Palmeiras.

As conquistas fora de PG
Após todas as conquistas dentro de Ponta Grossa, Kastilho expandiu sua carreira em outras cidades e torneios. Quando ainda treinava o Olinda, Kastilho já havia disputado uma Taça Paraná, e terminou entre os quatro melhores da competição. Após conquistar o tri do amador na categoria 35, Kastilho retornou ao clube que conquistou seu primeiro título, o Itaiacoca. “Retornei ao Itaiacoca e lá fomos jogar um torneio regional amador de Imbituva, que conseguimos ser campeão”, recorda o técnico.

Talvez o maior feito da carreira de Kastilho tenha sido o fato do treinador conquistar o amador de Campo Largo duas vezes. A primeira vez foi com Bonato, em 2016. A segunda conquista foi no ano seguinte com o Palmeiras, clube qual venceu o amador de PG no mesmo ano. “Posso dizer que sou o único treinador do amador de Ponta Grossa a conquistar uma liga de fora da cidade no mesmo ano”, afirma Kastilho. O feito pelo Palmeiras foi o único até hoje de o mesmo clube conquistar dois certames em cidades diferentes. E o técnico afirma que em meio a tantas glórias conquistadas, a dificuldade pode ser evitada no planejamento inicial. “Sempre antes, quando o presidente do clube interessado no meu trabalho, eu friso e busco não prometer título”, acrescenta.


Em meio às adversidades que já enfrentou, o técnico Kastilho recorda uma dificuldade que teve no Operário, em relação ao número de atletas e também a oportunidade dentro dos jogos das equipes. “A gente pode sair com uma escalação, com um número reduzido de atletas, e alguns podem ficar de fora. Por exemplo, iniciamos um torneio com 25 jogadores, mas na 4º rodada olha no banco de reservas e existem apenas três atletas para alterações. Portanto você deve ter sempre um jogo de cintura”, aponta Kastilho.

O futuro após a Pandemia
Kastilho revelou em entrevista, que recebeu um convite para trabalhar no futebol profissional, mas alguns problemas não deixaram ele seguir. “Fiz um curso para tornar treinador profissional, mas por conta do meu trabalho fora do futebol não dava para arriscar”. O técnico ainda revelou que teve propostas do Prudentópolis e o do Foz, mas que não chegaram a se concretizar.

Ao final da entrevista, Kastilho afirmou que agora tem na mão duas propostas, que teve que retardar por cauda da pandemia do covid-19, e ainda esperam a definição. “Tenho proposta do futebol paulista, da quarta divisão do estadual, Fernandópolis”, atualmente o time paulista integra a Série B, equivalente a quarta divisão do Campeonato Paulista.

Por fim, o técnico revelou também que pode pintar na segundona da Suburbana, com o interesse do Vila Fanny. “Se pintar a competição em setembro, tenho a proposta. A equipe está montando um elenco forte, para voltar a primeira divisão. Vamos aguardar! ”, completa o técnico. O Vila Fanny terminou a temporada de 2019 rebaixado para a Série B da Suburbana.


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