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[AMADOR PG] Após oito temporadas, Pelezinho dá adeus ao América Ponta-grossense


A carreira de Pelezinho passará por novos desafios em 2020. O meia-atacante, que foi peça chave do América Ponta-grossense durante oito anos, defenderá as cores do Carambeí na sequência da temporada. Com 32 anos de idade, Pelezinho se despede do vermelhinho da Nova Rússia após três conquistas na Liga municipal e outros três vice-campeonatos. Em entrevista para a Equipe Drap, o craque relembrou as origens, a passagem pela Suburbana e a troca do futebol profissional pelos certames amadores.


#ENTREVISTA
Por Allyson Santos

Em meio a uma evolução constante no mundo do futebol, poucos jogadores são capazes de cravar o nome da história de um único clube. No caso de Leonardo Américo, o destino parece ter sido selado junto ao nome registrado no cartório. Com 11 anos e o apelido herdado do pai, o garoto que faria história no América Ponta-grossense dava os primeiros chutes nos gramados do distrito de Guaragi. “Aprendi a jogar com o pessoal mais velho do que eu. Meu velho ficava sempre empolgado, mas minha mãe tinha um pouco de medo”, relembra Pelé. Dono de uma lucidez e qualidade técnica acima da média para a idade, o meio-campista logo foi aprovado em um teste no Operário Ferroviário.

Após dois anos nas categorias de base do alvinegro, veio a primeira experiência no futebol amador. O craque vestiu as cores do Vila Fanny em 2004, fazendo parte do elenco juvenil que foi campeão da Copa Integração. Na sequência da temporada, Pelezinho também teve a oportunidade de disputar a Suburbana pelo alvirrubro. “Foi um capítulo especial na minha carreira. Foi um dos primeiros contatos com o futebol de alto nível”, destaca. O cenário amador da capital abriu as portas para o meia-atacante, que integrou a base do Coritiba entre 2005 e 2006.


O atleta retornou para o Fantasma no ano seguinte, mas dessa vez para integrar o elenco profissional. Sem muitas oportunidades, Pelé rodou por alguns clubes de menor expressão acumulando passagens pelo Serrano-PR, Primavera-SP, Platinense-PR e Espigão do Oeste-RO. A troca do profissional pelo amador passou muito pela família do meia. “Estar perto deles é muito importante para mim. Foi uma das coisas que pesou no meu retorno”, recorda.

Pelezinho assinou com o América Ponta Grossense em 2012, sacramentando uma parceria vitoriosa que duraria oito anos. Três taças foram levantadas nesse período, sendo que a última delas veio de forma invicta. “O título de 2018 em cima do Metalurgente teve um gostinho especial. Ser campeão com aquela campanha quase impecável mostrou a força do nosso time”, enaltece o autor do gol que selou a conquista americana mais recente.

Mesmo antes dessa campanha, o garoto do Guaragi já havia se tornado parte essencial do elenco alvirrubro. Logo no primeiro ano de clube, Pelé já ergueu sua primeira taça após o triunfo na decisão por pênaltis sobre o W-3. “Foi umas das maiores emoções que tive dentro do esporte. Viramos aquele jogo dentro do campo deles, era uma tarefa complicada e, mesmo assim, conseguimos levar a melhor no fim”, relata o meia, que também reconhece algumas tristezas com as taças que foram perdidas em três oportunidades. “O clube me ensinou muito ao longo de todos esses anos. Acho que foram mais alegrias do que decepções. No fim, a história e as amizades ficam”, comenta.


Em busca de novos desafios, Pelezinho jogará pelo Carambeí em uma eventual retomada da Liga de Ponta Grossa. Aos 32 anos, o atleta ainda mantém as portas abertas para o futebol profissional e agradece ao vermelhinho da Nova Rússia por todos os grandes momentos. “Crescemos muito enquanto equipe e amigos. Jogar ao lado do Farinha, do Ivan, Rodriguinho, Biro e tantos outros foi um grande privilégio”, encerra Leonardo, que é América muito além do sobrenome.

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1 comment:

  1. Guerreiro merecedor de td que a vida lhe conceder Boa sorte...

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