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[AMADOR CWB] Estádio Ismael Gabardo está liberado!

Foto: Divulgação
Depois de aproximadamente 900 dias, o Vila Fanny está apto a mandar os seus jogos no Estádio Ismael Gabardo. Após cumprir as exigências solicitadas pelo poder público, a liberação foi decretada ontem (20) e a casa do alvirrubro da Vila Fanny já pode receber as atividades do clube. A provável reabertura do Ismael Gabardo ainda não tem uma data definida, por conta da pandemia do coronavírus.

#AMADOR CURITIBA
Por @rafaelbuiar

A última partida do Vila Fanny no Estádio Ismael Gabardo foi diante o Operário Pilarzinho, no dia quatro de novembro de 2017. Embate que culminou com a eliminação do escrete alvirrubro nas penalidades. Mas essa não foi a derrota que mais preocupou o alvirrubro da Vila Fanny neste ano, já que seis dias depois o clube recebeu uma ordem da justiça que obrigou que as atividades no local fossem paralisadas, a pedido do Ministério Público do Paraná (MP-PR) - sob pena de multa diária de R$ 10 mil. 

Ainda no ano de 2017, o clube deu entrada no projeto de reestruturação do estádio e promoveu algumas adequações exigidas pelo Corpo de Bombeiros para a liberação. Tais como nivelamento de pisos, transformar alguns degraus de escada em patamar, corrimão de escada, guarda-corpo em volta da arquibancada, lâmpadas de emergência, extintores de incêndio, fitas antiderrapantes, placas de sinalização, mudar todas as portas de saídas para que abrissem para fora (rota de fuga), porta antipânico e outras exigências. Período em que a equipe do Vila Fanny passou por uma das frustrações durante os 900 dias. "Teve um tempo para aprovar o projeto e outro para executar as obras. Momento de muita dificuldade, pois o clube não estava arrecadando em virtude da interdição, teria que executar as obras e ainda alugar campo dos coirmãos para poder treinar e jogar no campeonato, acreditávamos que o campo seria liberado para o campeonato de 2018, não foi possível", comenta Romário Alexandrino.

Desde então, a equipe do Vila Fanny passou a mandar seus jogos no Estádio Donato Gulin, em sua maioria, enquanto resolvesse até cumprir as ordens da justiça - que no caso resume ao Alvará e os certificados de vistoria do Corpo de Bombeiro. Mesmo com essa situação, o alvirrubro da Fanny em 2018 conseguiu se manter na elite e até brigou pelas primeiras posições na tábua de classificação, caindo na segunda-fase nas penalidades para o Novo Mundo.

Mas no ano 2019 a conta chegou e o Vila Fanny, que não tinha como arrecadar recursos no estádio próprio, teve que priorizar alguns pontos, segundo Romário Alexandrino, presidente do Vila Fanny. "Em 2019 fizemos um esforço muito grande, concluímos as obras antes do início do campeonato. Conseguimos liberação do bombeiro e, consequentemente, o alvará de localização no mês de agosto do mesmo ano. A verba que teríamos para o campeonato foi gasta em obras e acabamos por ter que dispensar os jogadores contratados, e buscamos uma parceria sem custo com jogadores para poder terminar o campeonato e acabamos por amargar um rebaixamento", acrescenta Romário.

A partir dessas melhorias exigidas pelo poder público, o clube Vila Fanny encaminhou ao juiz Jaílton Juan Carlos Tontini da  3ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba, que deu 30 dias úteis para as entidades se manifestarem, que foram concluídas no mês de outubro de 2019, ficando em análise até a última sexta-feira (15) deste ano, dado como sentença concluída ontem (20). Sendo assim, o Estádio Ismael Gabardo está liberado para a função do clube.


Período que durou aproximadamente 900 dias e envolveu muita luta da agremiação do Vila Fanny até chegar o dia da liberação. "Nesse período tivemos que fazer manutenções constantes. A época das obras tivemos todas as instalações elétricas roubadas, tanto da sede social, quanto do campo. Além de ter que refazer as instalações, ainda tivemos que colocar segurança para dar suporte e assegurar que não tivéssemos a mesma frustração, uma vez que precisaríamos da energia funcionando pelo menos até a vistoria do Corpo de Bombeiros. Foi uma luta tremenda, que até uma certa altura teve o apoio da comunidade e amigos", comenta Romário.

O portal Do Rico ao Pobre teve acesso ao documento do processo final e o dispositivo foi apresentado com fundamento no art. 485, VI, do Código de Processo Civil. "foi julgado extinto o processo sem exame do mérito com relação ao pedido formulado em face do Município de Curitiba compreendido na invalidação das autorizações precárias expedidas pela Secretaria Municipal do Urbanismo e pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente"; Além disso, foi frisado que "a liminar fica, por óbvio, confirmada nos mesmos limites da condenação à obrigação de não fazer, o que não atinge as atividades regulares, vinculadas à finalidade do contrato de concessão de uso, que poderão ser NORMALMENTE realizadas, desde que atendidos os requisitos impostos pela legislação municipal, inclusive a obtenção de "licenciamento/autorização/certificado" da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, conforme consta parte final do alvará".

NOVA ELEIÇÃO
Após momento conturbado nos bastidores por pouco mais de dois anos, o clube já começa a planejar e pensar no futuro, em busca do acesso. "O meu mandato de presidente findou em março deste ano, e como o clube estava interditado, não apareceram candidatos e também com o início da pandemia dificultou as reuniões. O pensamento agora é nos reunirmos no começo da próxima semana para tratarmos da manutenção do clube, pois tem muita coisa para consertar no estádio para podermos utilizá-lo novamente e também para marcarmos a eleição da nova diretoria", finaliza Romário.

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