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[JUVENIL] Operário Pilarzinho e Shabureya marcam presença na Taça das Favelas 2020


Com cada vez mais visibilidade, a Taça das Favelas será disputado no Paraná pela terceira vez em 2020. Além de promover a inclusão social por meio do esporte, a competição ajuda a descobrir jovens talentos “escondidos” nas comunidades brasileiras de 14 a 17 anos nas categorias masculina e feminina. Operário Pilarzinho e Shabureya são os clubes que irão representar o futebol amador de Curitiba no certame. Confira as coordenadas da competição, que ainda não tem o início previsto devido a pandemia do coronavírus.

#JUVENIL
Por Daniel Tozzi

Em 2020, duas agremiações conhecidas do público que acompanha o futebol amador da capital devem participar da edição paranaense da Taça das Favelas. Operário Pilarzinho e Shabureya irão apostar na disputa do certame para movimentar o escasso calendário de competições do primeiro semestre da categoria juvenil. Tendo como principal objetivo promover a inclusão social de jovens brasileiros, a Taça das Favelas foi organizada no Paraná pela primeira vez em 2018 e, atualmente, 12 dos 27 estados do país realizam edições do torneio.

De acordo com João Schandler, técnico da categoria juvenil do Operário Pilarzinho, a participação dos clubes na Taça das Favelas é importante justamente por conta desse aspecto social envolvido na competição. “São atletas desassistidos, jovens de periferia que muitas vezes não têm condições de treinar ou jogar regularmente. A competição está aí para revelar esses meninos”, comenta.

Além disso, como explica o presidente do Shabureya, David Silva, a visibilidade do torneio e a chance de conseguir mais patrocínios para o clube são razões importantes para a participação na Taça das Favelas. “O conjunto desses fatores acabou refletindo em nossa decisão de disputar a competição”, explica Silva.


TALENTOS ESCONDIDOS
A edição de 2020 contará com a participação de 32 agremiações, que reúnem atletas com idade entre 14 e 17 anos nas categorias masculina e feminina. Boa parte é da grande Curitiba, mas existem também representantes de cidades como Paranaguá e Ponta Grossa. Diferente de Operário Pilarzinho e Shabureya, a maioria das equipes não possui uma categoria juvenil estruturada, o que faz com que a montagem dos elencos para disputar o certame comece com os famosos “peneirões” da Taça das Favelas. Organizados simultaneamente em diferentes cidades do Brasil, as peneiras ocorrem em campos de diversas comunidades e selecionam atletas para os clubes interessados em formar elenco para o torneio.

No caso de Pilarzinho e Shabuerya, por determinação das regras da Taça das Favelas, é necessário que ao menos dois jogadores do elenco tenham sido selecionados nas peneiras. “Fazemos um trabalho permanente ali na comunidade do Campo do Semeador, no Sítio Cercado, com treinos abertos. Então estamos sempre analisando novos atletas para nossa equipe, especialmente no período da Taça das Favelas, quando também marcamos presença nas peneiras”, comenta o presidente do Shabureya. “Será nossa primeira participação no certame e a expectativa é a melhor possível. Estamos trabalhando duro para poder representar bem nossa comunidade do Sítio Cercado”, finaliza Silva.

Já no Operário Pilarzinho, a intenção é repetir a boa campanha do ano passado, quando a equipe terminou com o vice-campeonato. “Temos feito uma preparação bem forte com a categoria juvenil. No ano passado batemos na trave, com o segundo lugar, e a expectativa para 2020 é terminarmos novamente entre os primeiros colocados”, afirma o treinador da equipe.

Assim como o Shabureya, o time do Pilarzinho aposta em um elenco que mistura os atletas que já treinam na categoria juvenil da equipe com novos talentos descobertos nas peneiras. “Temos uma escolinha lá no bairro onde fazemos os trabalhos da categoria juvenil, inclusive com muitos garotos do conjunto residencial Urbs, que fica atrás do nosso campo. Mas as peneiras são importantes para darmos oportunidade para ainda mais atletas”, complementa Schandler.


Os primeiros “peneirões” deste ano estavam marcados para o fim de semana dos dias 14 e 15 de março. No entanto, por conta da pandemia do Coronavírus, as seletivas foram canceladas. De acordo com nota divulgada pelo site da competição, a expectativa era que as peneiras reunissem cerca de 50 mil jovens em cada um dos 12 estados que organizam a competição, totalizando 600 mil pessoas participando do que seria a “maior peneira do mundo”.

HISTÓRICO
Idealizada e promovida pela Central Única das Favelas (CUFA), a Taça das Favelas nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 2012, com o mantra da inclusão social por meio do esporte. Hoje, a competição já se consagrou como o maior torneio de futebol de campo entre favelas do mundo, e está espalhada por diversas cidades do país. Para participar, os clubes precisam ter vínculo com alguma comunidade e, no caso de serem escolinhas de futebol, não é preciso pagar taxa de inscrição.

No Paraná, a edição 2019 da Taça das Favelas teve início com a realização de peneiras nas cidades de Curitiba e Colombo. Ao todo, 16 equipes masculinas e quatro femininas disputaram o troféu. As finais do torneio aconteceram no Estádio Couto Pereira e reuniram as equipes do Jardim Paloma (Colombo) e Parolin, na categoria feminina; enquanto que Operário Pilarzinho e Butiatumirim (Colombo), no masculino. Sagraram-se campeões Jardim Paloma (vitória por 4 a 0) e Butiatumirim (vitória por 3 a 1). Programada para iniciar no meio deste ano, a edição de 2020 da Taça das Favelas também foi adiada por tempo indeterminado em todos os estados por conta da pandemia do Coronavírus.


DOAÇÃO - Favela contra vírus
Em Curitiba, a Centra Única das Favelas (Cufa), está aceitando doações para colaborar na campanha "Favela contra vírus". Dentre os pontos de doações, o Estádio Bortolo Gava - Rua Amauri Lange Silvério, 1141, Pilarzinho; está atendendo das 9h às 18h, de segunda a sexta-feira. Os principais pontos que serão atendidos são as comunidades na Vila Caximba, Vila Autódromo (Cajuru), Parolin, Cidade Industrial de Curitiba (CIC). A ideia é colaborar com mais de 300 famílias em Curitiba e dar suporte para outras necessidades.


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