PROPAGANDA

[AMADOR PG] Oriundos de projeto social, a equipe do União conta com diferencial para buscar o título


A equipe do bairro do Dalabona ingressou no campeonato aos 45 do segundo tempo, mas já estava com a preparação forte para a temporada. Para 2020, na Liga De Futebol Amador de Ponta Grossa, o União PG realizou dois amistosos como preparação e a estreia foi vitória no último domingo (1), no Estádio Associação dos Moradores Maria Otília. Confira um pouco da história do último time a ingressar no Amador PG 2020!

#AMADOR PG
Por Tayna Lyra

O time se fez e cresceu através do projeto social que teve seu início a dois anos atrás, no bairro do Dalabona, uma região muito humilde. Maria Jacira, mãe da presidente da equipe, Cleo Nascimento, já fazia acompanhamento na região. Em abril de 2018 o projeto contava com 32 crianças, mas em maio já passava dos 100. Cleo conta que a maioria dos meninos compareciam aos treinos descalços, o que levou a fazer uma ação para arrecadar chuteiras para aqueles que não tinham.

Os treinos eram as terças, quintas e aos sábados, em que era servido lanches, que para algumas crianças era a alimentação do dia inteiro. “Era muito triste, então começamos a ajudar também com roupas e inclusive reformamos a casa de dois meninos do projeto que chovia dentro”, conta a presidente.


O projeto tomou proporções grandes e, com isso, elas viram a necessidade de ampliar suas ações. O União tinha, de início, a intenção de atender apenas as crianças da região da Chapada, hoje a equipe tem crianças e adolescentes da cidade toda. “Eu tenho muito amor e me sensibilizo com as histórias de pobreza, violência e falta de estrutura. No projeto passamos amor e respeito. Tentamos amenizar essa situação e mostrar que muitos têm escolhas”, conta Cleo.

A equipe já possui mais de 30 troféus, incluindo campeonatos de base, onde competiram com times como: Internacional, Grêmio e Santos. O time apresenta três diferenciais, onde 95% do time é formado por jovens de 18 anos, vindos do projeto. Estão sob o comando dentro de campo do campeão Paulista Alex Ferreira e sob a direção de uma mulher.

A presidente acredita que as barreiras que ela enfrenta no cenário esportivo, pela sua representatividade feminina, é pela falta de apoio. Ela afirma também que o preconceito existe, pois muitos acreditam que é uma posição masculina e que mulher não entende de futebol, além do assédio que sempre ocorre dentro e fora de campo. “Quase sempre sou a única a frente da equipe. Se reclamo com o juiz, sempre escuto comentários da torcida contrária: - Vai deixar mulher mandar em você?’. Se a arbitragem vem a nosso favor, escuto ‘Deu falta só porque é mulher;”, comenta Cleo.


Além disso, Cleo diz não se abalar e usa disto como sua força para impulsionar a equipe a dar o melhor dentro das quatro linhas, pois eles precisam sempre provar seu valor. Para as viagens e materiais da equipe, eles usam dinheiro de vendas de pizza, rifas, feijoadas beneficentes, bazar e contam também com doações para atingir as verbas. “Nosso objetivo é revelar nossos talentos pontagrossenses, movimentar os meninos e ganhar experiência disputando o campeonato com times tradicionais e experientes”, acrescenta.

APOIE O PROJETO DRAP - Com o seu apoio, a equipe DRAP terá chancela de produzir conteúdo extra e de exclusividade, além de ajudar nos custos os integrantes da equipe, com transporte e entre outros. Conheça a nossa campanha de apoio colaborativo na @catarse - http://catarse.me/drap

Nenhum comentário

Obrigado por assinar a nossa newsletter.
Em breve chegará o nosso conteúdo na sua caixa de entrada.

att.
Do Rico ao Pobre, o futebol sem divisão!

Tecnologia do Blogger.