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[AMADOR CWB] Com dificuldades dentro e fora dos gramados, Renovicente pede licenciamento da FPF


A Sociedade Esportiva Renovicente, clube de futebol amador do bairro Santa Cândida em Curitiba, pediu licenciamento das competições da FPF após o fim da temporada de 2019. Uma perda significativa para o esporte amador curitibano, que agora se vê sem um dos clubes que mais trabalhava com as categorias de base na cidade.


#AMADOR CURITIBA
Por Eduardo Werner

O clube da Zona Norte da capital paranaense surgiu no dia 21 de dezembro de 2001, após a fusão entre o Clube Atlético São Vicente e o Renove. O primeiro possuía grande patrimônio e boas instalações, enquanto que o segundo, na época, possuía uma equipe de bom nível técnico. Assim, da fusão surgiu o Renovicente, que desde o início buscou trabalhar muito forte as categorias de base e se especializou na formação de atletas.

Treinavam no Tricolor do Santa Cândida cerca de 150 jovens atletas, entre as categorias sub-5 e sub-17, além dos que integraram o elenco adulto na disputa da última Divisão de Acesso da Suburbana, em 2019. Após o vice-campeonato da segunda divisão em 2013 e o acesso à elite do futebol amador, a melhor campanha da equipe foi uma semifinal na categoria juvenil em 2015, quando foi eliminado pelo Trieste. A equipe sub-15 do Renovicente também disputou até o ano de 2017 o Campeonato Paranaense da categoria.

Um grande baque para o clube foi o falecimento de Darci Eckermann em fevereiro de 2016. O diretor dedicou mais da metade de sua vida em prol do São Vicente e do Renovicente, e esteve sempre muito empenhado na formação de atletas. Essa triste perda certamente acabou influenciando na administração do clube e também nos resultados em campo. Logo no primeiro ano sem Darci, em 2016, o Renovicente terminou a Divisão Especial da Suburbana na vice-lanterna e foi rebaixado para a segunda divisão. No ano seguinte teve a terceira pior campanha entre os 19 clubes da Divisão de Acesso do futebol amador curitibano.

O ano de 2019 continuou sendo muito difícil dentro de campo para o Renovicente, que apostou numa equipe sub-20 com média de idade de cerca de 18 anos para a disputa da segunda divisão na categoria adulta. O clube teve a pior campanha de sua história, terminando o campeonato na última colocação entre os 20 participantes conquistando apenas uma vitória em nove rodadas.

Logo na primeira partida o Tricolor de Santa Cândida levou uma sonora goleada de 11 a 0 fora de casa para o Grêmio Ipiranga, cenário frustrante que se repetiu mais algumas vezes naquele campeonato, visto que a equipe teve a segunda pior defesa do certame. Na categoria juvenil o desempenho foi melhor, porém a campanha foi apenas mediana, com a equipe terminando na 11° colocação entre os 20 participantes, sem avançar da primeira fase.

Esse é o cenário do licenciamento do Renovicente. Todas as atividades esportivas do clube, incluindo as categorias de formação e a participação nos campeonatos da Federação, estão paralisadas. Segundo Regina Taborda, importante dirigente do clube que dedicou enormes esforços para o bem do clube desde a sua formação, “não há no momento nenhum prazo de retorno para as atividades futebolísticas do Renovicente”. Até lá, o futebol amador curitibano certamente estará torcendo para que essa importante instituição, referência no trabalho de desenvolvimento de atletas no futebol amador da cidade, volte aos seus momentos de alegria o quanto antes.



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