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[OPINIÃO] Operário, um exemplo de gestão a longo prazo no futebol


Um dos pilares para uma equipe ter resultados e desfrutar de boas campanhas e desempenhos em seus certames é a responsabilidade de uma gestão que acredite em evolução a longo prazo. Por meio dela, podemos trabalhar com tranquilidade, mesmo que exista pressão, mas que o aval da diretoria esteja presente. No cenário do futebol paranaense temos alguns exemplos que adotam esta atitude e tem esta cautela em relação a gestão de trabalho no futebol, como o Operário Ferroviário de Ponta Grossa, que desde a conquista do estadual de 2015 vem crescendo, colhendo bons trunfos e evoluindo estruturalmente em diversos fatores, com um baixo capital ao comparar com o trio de ferro.

#OPINIÃO

A cidade de Ponta Grossa ficou em festa com o título do Operário Ferroviário diante o Coritiba, em pleno Estádio Couto Pereira, no ano de 2015. Um feito inédito para a cidade e para o clube, que com 103 anos de história levantou o seu primeiro caneco estadual. Mas o ponto zero dessa gestão podemos dizer que nasceu em 2014, quando Álvaro Góes chegou ao clube e no seu segundo ano, já estava como gestor.

Desde então foi peça fundamental para reestruturação do clube, mesmo com uma queda à série prata do campeonato paranaense no meio do caminho. Foi então que Álvaro trouxe a experiência da sua vida profissional como administrador para profissionalizar o futebol da equipe. Deu certo, pois com o trabalho a longo prazo a equipe do Operário conseguiu façanhas importantes em sua recente história. Um dos pontos para que os resultados acontecessem foi a aquisição e acreditar no trabalho de Gerson Gusmão no comando da prancheta do Operário, que teve a primeira conquista na Taça FPF sub-23 de 2016, que pode se dizer que foi o divisor de água para a diretoria e comissão técnica permanecer, já que o clube não conseguiu o acesso de imediato à elite do paranaense de 2017.

Porém, a conquista da taça permitiu e concedeu a vaga para disputar a Série D do Campeonato Brasileiro de 2017. Além disso, o certame apresentou peças importantes para o escrete alvinegro dos Campos Gerais, como Dione, que foi uma das peças chaves para a conquista. Depois deste triunfo, Dione conseguiu ingressar no time principal do Operário e hoje veste a camisa do América-RN. Um dos pontos importante de trabalho de gestão a longo prazo é o investimento na base, em que pode surgir atletas para suprir o elenco principal e também otimizar a questão de gastos com jogadores.

Mesmo assim, depois de anos ausentes em uma competição nacional, o Operário retornou e ainda trabalhou com competições paralelas, já que esteve disputando a Divisão de Acesso do estadual e também a Série B do nacional. Não deu outra, em alguns momentos o Fantasma teve que dar prioridade em uma competição. Porém, aos poucos, o Operário foi avançando até chegar na final do certame. Desempenho que gerou dois acessos, sendo que um foi no estadual e outro à Série C do Campeonato Brasileiro.


Foi então que o investimento de anos anteriores deu novos ares para a diretoria, que começou a mudar e pensar coisas maiores. Devido a isso, com olhar estratégico e empreendedor, as ações dentro do clube foram acontecendo e sempre dando aval para a comissão técnica trabalhar. Foi então, que Gerson Gusmão conseguiu repetir a dose no ano seguinte e conseguir mais um título nacional, ao conquistar o acesso a Série C e também ser campeão da competição. Com a vaga garantida na Série B, a base do Operário também começou a ganhar destaque nos campeonatos disputados, como a equipe sub-19, que tem a frente Joel Preisner. Sobre o seu comando, o time do Operário conseguiu avançar até a semifinal em 2018 e disputou no início de 2020 pela primeira vez a Copa São Paulo de Futebol Jr, a principal da categoria, e chegou na terceira-fase, em que caiu nas penalidades. Ou seja, pensando em colher frutos com o futebol de base.


Diante deste cenário, Ivo Petry, especialista em gestão esportiva e com experiência no futebol de Curitiba e Campo Largo, reforça a reflexão em que o planejamento no futebol apresenta resultados com um trabalho que vem de anos e que não acontece de um dia para outro. “Com metas dentro da realidade da entidade, já que é possível um planejamento com poucos recursos. Neste caso, o Operário é um grande exemplo, pois nos últimos anos apresentou evolução na parte administrativa, quadro de sócios, a comunicação e melhorias no patrimônio. Trunfos que consolidam e ajudam o clube para sequência com outro gestor, além de abrir portas para novas parcerias. O que é essencial para rodar a marca do time e um atrativo a mais para empresas de grande porte. Quem ganha com isso são os torcedores, que podem desfrutar de um time competitivo e que faz na cidade de Ponta Grossa girar/respirar a marca do clube” analisa Petry.

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