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Eternamente Jairo

Imagem: Coritiba/Divulgação
Ídolo do Coritiba, o goleiro Jairo do Nascimento marcou época no futebol paranaense e brasileiro, fazendo grandes defesas, batendo recordes e conquistando grandes títulos. Conheça a história desta lenda do nosso futebol. 

#ESPECIAL
Por @YuriCasari

O dia amanheceu mais triste para o futebol paranaense e brasileiro. Jairo, o Muralha Negra, um dos maiores goleiros de Coritiba e Corinthians faleceu aos 72 anos, na manhã desta quarta-feira, 6, vítima de um quadro de pneumonia, adquirida durante a batalha que travava contra um raro tipo de câncer nos rins. Catarinense de Joinville, Jairo nasceu em 23 de outubro de 1946 e iniciou sua carreira como arqueiro no Caxias de Joinville. De lá, em 1969, partiu para o Fluminense, onde ficou até 1971. Como reserva, foi campeão da Taça de Prata de 1970, o Campeonato Brasileiro da época e dos Cariocas de 1969 e 71.

A partir de 72 passou a defender as cores do Coritiba, e em duas passagens (1972-76 e 1982-1987) defendeu as cores alviverdes em 410 jogos, um recorde absoluto no clube. Obteve também o recorde de invencibilidade de um goleiro coxa-branca, com aproximadamente 900 minutos consecutivos sem sofrer gols, em 1972. Em 1973, quase igualou a marca, com 845 minutos (8 jogos) sem ser vazado. Além disso, ajudou a levantar o título do Campeonato Paranaense em cinco edições seguidas, de 72 a 76, foi campeão do Torneio do Povo em 1973, e em sua segunda passagem, nos anos 80, foi Campeão Paranaense em 86 e fez parte da campanha do maior título da história do Coritiba: o Campeonato Brasileiro de 1985. Em 1976, fez seu único jogo com a camisa da Seleção Brasileira de Futebol. Vitória por 2 a 1 sobre o Uruguai que valeu duas taças para o Brasil: a Copa Rio Branco e a Taça do Atlântico. Este jogo é famoso pela briga entre o uruguaio Sergio Ramirez, conhecido do futebol paranaense, e Rivellino. 

Entre estas duas passagens, Jairo também fez história no Corinthians, onde jogou entre 1977 e 1980. Fez parte da primeira participação do Timão na história da Libertadores da América, e foi campeão paulista de 1977, quebrando o histórico jejum de títulos da equipe paulista. Também conquistou o estadual em 1979. Além disso, é o recordista de invencibilidade da história do Campeonato Brasileiro, com 1.132 minutos sem sofrer gols na edição de 1978, uma das 20 maiores marcas do futebol mundial. Em 1980 teve curta passagem pelo Náutico, e após sua despedida do Couto Pereira em 87, jogou no América-MG em 1988 no Atlético de Três Corações-MG em 1989 e no Trespontense-MG, em 1991. Com a lembrança desta vitoriosa carreira, a Equipe DRAP se solidariza com os familiares e amigos deste ícone do nosso futebol. 

drap

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