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Com novo presidente, Combate Barreirinha luta para voltar a Suburbana


Na noite da última terça (12), a sede social do Combate Barreirinha recebeu a cerimônia de posse da nova diretoria para o biênio 2019/2020. Sob o comando do agora presidente Álvaro Cesar Winhaski, o Tricolor da região norte da capital busca retornar a disputa da Suburbana, algo que não acontece há três temporadas.

#FUTEBOL AMADOR

O objetivo desta gestão será escrever novos capítulos na história de mais de 70 anos do clube. A fundação aconteceu em 8 de maio de 1945, uma data marcante para o mundo já que neste dia a Alemanha assinou a rendição aos aliados, marcando o fim da Segunda Guerra Mundial na Europa. Em homenagem a vitória e ao trabalho da Força Expedicionária Brasileira (FEB) em solo europeu, a equipe da Barreirinha ganhou o nome de Combate.

A equipe começou a disputar a Divisão de Acesso da Suburbana na virada dos anos 60 para os 70, mas logo foi participar da Liga dos Minérios, competição criada pelo radialista Leônidas Dias. O Tricolor voltou a Suburbana na década de 1980, mas só conseguiu ascender à Divisão Especial em 1990. A partir daí o Combate foi crescendo, até viver um período “mágico” de 11 anos. Entre 1996 e 2007, a equipe da Barreirinha conquistou seis títulos da Série A e seis da Taça Paraná, sendo quatro deles de forma consecutiva (de 1997 a 2000). 

A equipe seguiu forte por um bom tempo, mas em 2014 o clube sofreu um duro golpe, sendo rebaixado após 24 temporadas na elite amadora. No ano seguinte, o Combate se recuperou e foi campeão da Divisão de Acesso, mas não retornou para jogar a Taça Paraná e a Divisão Especial. Por questões administrativas entre a diretoria e a Federação Paranaense de Futebol (FPF), o Tricolor não disputou competições organizadas pela entidade desde então.


O período de “exílio” e o desejo da volta
Nesse período fora da Suburbana, o clube não ficou parado. De acordo o ex-presidente Sérgio Rausis, que terminou nesta terça um mandato de quatro anos, durante esse tempo a diretoria investiu no patrimônio do clube, em um novo salão social e na pavimentação das vias que se localizam dentro do Recanto Tricolor. Além disso, o Combate manteve ativas as categorias “cinquentinha” e “sessentinha”, participando de campeonatos organizados por entidades paralelas à FPF, além de realizar semanalmente atividades em sua sede social. Nesse sentido, uma ação que teve repercussão nacional nos últimos tempos foi a venda de assados aos domingos. Nilton Choinski participou em setembro do ano passado do programa Mais Você, da Rede Globo, apresentando a receita de frango empanado comercializado na sede.

Todos esses fatores ajudaram a manter o Tricolor em evidência, mas a pergunta em vários campos amadores é recorrente: “Afinal de contas, o Combate volta a Suburbana esse ano?”. Álvaro tem esperanças, mas algumas questões ainda precisam ser resolvidas. “O problema maior que nós temos é um acerto junto à Federação, que talvez seja julgado agora no próximo mês, mas estamos conversando com o presidente Helio Cury para que possamos voltar”, afirma César. A expectativa da nova diretoria é de que o Combate possa voltar aos tempos gloriosos. “Vamos fazer de tudo para que o time volte a ser forte e guerreiro como sempre foi, além de alegrar novamente o bairro através do futebol. Ter o Combate na Suburbana faz muita falta”, conclui o presidente.


Se isso irá se concretizar ou não saberemos no futuro. Mas a certeza que fica é de que a comunidade da Barreirinha está empenhada em manter as tradições do clube vivas no presente, com a esperança de que o futuro seja o espelho das conquistas do passado.
drap

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