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[AMADOR CWB] Em meio à pandemia, clubes amadores de Curitiba aderem aos projetos sociais


O futebol amador de Curitiba e região está parado tem mais de 100 dias devido ao COVID-19. Mesmo assim, os clubes estão se movimentando e os projetos sociais realizados pelas agremiações nas sedes ganharam força nos últimos meses. Neste final de semana, quatro clubes realizaram ações com o intuito de ajudar as pessoas mais vulneráveis no período da pandemia que estamos vivendo.

#AMADOR CURITIBA
Por @rafaelbuiar

Com os números de pessoas infectadas pelo COVID-19 aumentando nas últimas semanas no Brasil e em Curitiba, a falta de oportunidade de empregos e de busca de recursos e também com a chegada do inverno, a estação mais fria do ano, alguns clubes tem promovido ações com aspecto social e com a perspectiva de ajudar o próximo. Ações que vem inspirando os clubes à praticarem e também movimentar durante o período da pandemia com ajuda as pessoas das comunidades. No último final de semana Vila Fanny, Santa Quitéria, Urano e Operário Pilarzinho foram alguns dos clubes que tiveram a iniciativa de ações solidárias.

No sábado (4), a nova diretoria do Vila Fanny proporcionou uma campanha de arrecadações de alimentos e roupas na sede do clube, que está localizada no Estádio Ismael Gabardo, com o intuito de ajudar as pessoas do bairro do Fanny e região. Essa ação solidária foi só início, segundo o vice-presidente do Fanny, Adilson Salvador. “Mais à frente vamos ter outros pontos de arrecadações, como locais de comércio do bairro e também na cidade de Pinhais, em ação conjunta com o GERA – time amador da cidade”, finaliza Adilsinho.


A campanha nas redes sociais do clube foi atrativa e teve diversos atletas e ex-atletas do cenário do futebol profissional, como Bruno Guimarães, Renan Lodi, Rafael Camarotta, Ageu, Gilson Kleina e também músicos da cena local de Curitiba. A primeira campanha realizada no Fanny arrecadou 680 quilos de alimentos e 274 itens de higiene. No próximo sábado (11), o clube irá realizar mais uma ação no Ismael Gabardo. Um dos pontos que o vice-presidente do Vila Fanny destacou é a questão da situação de alguns atletas. “A próxima ação que vamos realizar nós iremos entrar em contatos com alguns atletas do Fanny que estão precisando. Porque muitos desses atletas não têm empregos e vivem com o dinheiro dos jogos. Acredito que outros clubes do cenário deveriam abordar essa situação também”, analisa Adilson Salvador.

Na última sexta-feira (3), Urano e Palmeirinha fizeram o anúncio em suas redes sociais sobre a campanha do agasalho, idealizado pelos atletas John (Urano) e Dolinha (Palmeirinha), junto com o treinador do azulão da Vila São Pedro, Wagner Primo. Os postos de coletas são as sedes do Urano e do Palmeirinha. No azulão, o endereço é a rua Primeiro de Maio, nº 1345, no bairro do Xaxim. Já no Palmeirinha, o endereço está localizado na rua Ferdinando Otto mulher, nº 763; no bairro do Tatuquara.


Com a chegada da estação mais fria do ano, o meia John, junto aos seus colegas, idealizou o projeto com a perspectiva de ajudar o próximo e proliferar a ideia/ação para outros clubes também aderirem. “Sempre é bom ajudar o próximo. Tenho acompanhando alguns clubes amadores fazendo várias campanhas nesse sentido. Por isso, nós do Urano juntamente com o Palmeirinha resolvemos fazer esta campanha do agasalho. A partir disso, fomentar a união de todos os clubes amadores, porque o pouco de cada um vira montão”, comenta o meia do Urano.

Outro clube com ligações de projetos sociais e ações solidárias é o Santa Quitéria, que cedeu o espaço do Estádio Maurício Fruet à Organização não governamental Elo Solidário, que entrega mais de 500 marmitas semanalmente na sede do clube auriverde – normalmente nos sábados. Jamy Savtchen, responsável pelo marketing e nível social da ONG, valoriza a parceria com o clube. “A parceria é de grande valia, pois o esporte tem uma grande visão dentro da comunidade. Então, eu creio que a ação fica mais impulsionada. Não dentro do futebol amador, mas dentro das comunidades onde o futebol atua. Por isso, é importante vincular ações desta natureza dentro dos clubes”, analisa Jamy.


O Operário Pilarzinho também é um dos clubes que está realizando projetos sociais. Em um primeiro momento, a instituição estava ligada diretamente à Central Única das Favelas (CUFA) e chegou a arrecadar nos meses de maio e junho mais de 60 toneladas, distribuídas em 220 favelas em Curitiba e Região Metropolitana de Curitiba. Agora, o clube continua ligado com a CUFA, mas em ações solidárias pontuais, como a última que teve a distribuição de 360 botijões de gás.

Por outro lado, o Operário Pilarzinho está com um olhar mais para a sua comunidade agora e continua arrecadando na sede do clube de segunda a sexta, das 14h às 17h. Alimentos e produtos que serão destinados aos moradores da região do bairro do Pilarzinho, segundo o presidente Leandro Andrade, que também fez o anúncio da Fundação Social Operário Pilarzinho. "Estamos agora, em andamento, com a criação da Fundação Operário Pilarzinho, para objetivos formais da entidade. O clube já vive algumas ações sociais e agora vamos expandir/estender diante à nossa comunidade. Teremos programas dentro do nosso patrimônio, como capoeira, grafite, ações voltadas à terceira idade e também ação com voluntários com o intuito de criar escolinhas nas praças esportivas da região do Pilarzinho", comenta o presidente do Operário Pilarzinho.


Leandro Andrade valoriza o apoio que os clubes estão proporcionando às suas comunidades e enxerga lá na frente como um caminho a ser seguido. "É muito importante, pois o clube amador tem a sua origem e é sempre vinculado com a sua comunidade. Por isso, tem que ser aberto para ela. Eu vejo vantagem dos dois lados, a primeira é que a comunidade pode usufruir esse produto e se integrar. Para o clube, também, pois há abertura, aumento de torcida/simpatizantes e também do bem social, que é bem maior de realmente praticar as ações. Quando o clube representa a sua comunidade, ele tem que dar algo em troca para a comunidade, no desenvolvimento social e oportunidades. Então eu vejo com bons olhos e provavelmente eu acho que é um dos caminhos a ser seguido, proporcionando um futebol amador mais unido", finaliza Leandro Andrade.

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