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[ESPECIAL] Decisões, revanches e muita tradição marcam a última década do clássico entre Trieste e Iguaçu


Os duelos entre Trieste e Iguaçu renderam bons momentos no cenário recente do futebol amador de Curitiba. O famoso “clássico da polenta” reúne os dois maiores campeões entre as equipes da capital, e a rivalidade já histórica entre os times do bairro Santa Felicidade, que remonta à fundação das agremiações, há mais de 80 anos, ganhou capítulos interessantes nas últimas temporadas.


#AMADOR CURITIBA
Por Daniel Tozzi

Com direito a três decisões de campeonato (série A do Amador de 2017 e 2018 e Taça Paraná de 2019), Trieste e Iguaçu se enfrentaram 22 vezes na década. Nesses confrontos, o retrospecto foi bastante favorável ao alvinegro, que somou doze vitórias, contra apenas três triunfos do tricolor, além de sete empates. O Iguaçu, aliás, levou a melhor em duas das três finais que foram disputadas entre as equipes, erguendo o caneco da elite da Suburbana de 2017 e da Taça Paraná de 2019 em cima do maior rival.

O bom momento do Iguaçu no clássico fica ainda mais evidente quando analisamos o número de gols marcados pelas equipes. Nos últimos 22 clássicos o alvinegro foi a rede 30 vezes, contra apenas 15 tentos anotados pelo Trieste. Além disso, o tricolor de Santa Felicidade passou em branco contra o Iguaçu em 12 das últimas 22 partidas, enquanto o alvinegro deixou de marcar apenas em quatro confrontos.


De 2010 para cá, o Trieste fez valer pouco o fator casa, já que venceu apenas uma vez e acumulou cinco empates e seis derrotas nas 12 vezes que recebeu o Iguaçu no Francisco Muraro. Curiosamente, o tricolor venceu dois dos três triunfos nesse período no Egydio Ricardo Pietrobelli, casa do Iguaçu, que nas dez vezes que recebeu o rival venceu em seis oportunidades e empatou em outras duas.

DIFERENCIADO - Períodos de domínio de alguma das equipes à parte, fato é que o clássico da polenta é sempre lembrado pelos atletas envolvidos na disputa como uma partida especial no calendário do futebol amador da capital, seja pela rivalidade, a atmosfera das torcidas ou o empenho dos jogadores. “É sempre especial. São as duas maiores equipes de Curitiba e por isso as partidas sempre têm um ‘algo a mais’. Você tem que entrar no campo com mais dinâmica, mais força de vontade e união”, conta o zagueiro Jair, há quatro temporadas defendendo as cores do Trieste. “Antes do apito inicial e até os cinco primeiros minutos vai sempre existir nervosismo num clássico como esse, mas depois tudo passa e você só se concentra em ganhar”, complementa.


“Acho que o Iguaçu x Trieste não deixa a desejar para nenhum clássico no estado. Atletiba, clássico do café (Maringá x Londrina), clássico da soja (Cascavel x Toledo), são todos grandes jogos”, afirma o zagueiro Douglas, há seis anos no Iguaçu. “É um clássico muito prazeroso de se jogar, durante toda a semana a preparação é diferente”, acrescenta Douglas, que em 2013 também atuou pelo Trieste. 

TOMA LÁ DÁ CÁ - Nas três decisões entre as equipes nos últimos três anos, o campeão se alternou. Em 2017 Iguaçu (então atual campeão) e Trieste se encontraram em uma decisão de campeonato depois de 40 anos, e o alvinegro levou a melhor. Na ocasião, quem vinha embalado era o Trieste, que chegou à final com a melhor campanha e invicto.

A decisão foi disputada em três jogos, e o Trieste até saiu na frente, vencendo a primeira partida na casa do adversário. A campanha ainda invicta e a vantagem de jogar pelo empate em casa no segundo confronto não foram suficientes para segurar o Iguaçu, que venceu por 2 a 0 no Francisco Muraro e forçou o terceiro jogo. Na finalíssima, nova vitória do alvinegro por 2 a 0, agora em casa, e o troféu da Suburbana ficou com o Iguaçu pela décima vez na história.

A revanche tricolor veio no ano seguinte, quando os dois times voltaram a se encontrar na decisão, e com um roteiro muito parecido com o do último campeonato. Dessa vez o favoritismo era todo do Iguaçu, que chegava à final invicto e, após um empate no primeiro jogo, precisava de uma vitória simples no segundo confronto para confirmar mais um título. Mas se em 2017 o Trieste viu o campeonato escapar dentro de seus domínios, 2018 coroou a vingança tricolor: vitória por 2 a 1 e a 13ª volta olímpica da história do Trieste na Suburbana aconteceu no estádio do maior rival. “Na reta final o time engrenou e o fato de poder derrubar a invencibilidade do Iguaçu na casa deles nos deu ainda mais força”, relembra Jair.


Em 2019 o duelo entre os dois clubes de Santa Felicidade valeu o título da Taça Paraná. No primeiro embate, vitória do Iguaçu por 3 a 0, fora de casa. Na volta, no Egydio Ricardo Pietrobelli, o alvinegro confirmou o favoritismo e foi campeão após empate em 1 a 1.  Foi o terceiro título do certame na história do Iguaçu, também campeão em 1973 e 2018. “O clima no vestiário nesse jogo foi muito marcante, especialmente para mim, que havia ficado de fora da última partida da decisão de 2018. Sabíamos da importância da vitória, ainda mais por ser um clássico e pela derrota na última final”, explica Douglas. “Quem não ganha clássico não ganha campeonato”, decreta o zagueiro. 

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