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[ENTREVISTA] Morando no litoral, Jurandir Senna recebe propostas para voltar a Suburbana em 2020


Terno alinhado, opiniões contundentes e larga história no futebol amador. Quem frequenta os gramados suburbanos ao longo das últimas três décadas provavelmente já esbarrou em Jurandir Senna, seja na casamata ou na cabine de imprensa. Vendo o cenário à distância em 2019, por opção, o “Luxemburgo” da Suburbana tem interesse em voltar a ativa em 2020, mas já avisa: “Se pagarem as despesas e fizerem pelo menos um treino por semana, eu aceito. Do contrário, fico por aqui curtindo o Litoral”.

#ENTREVISTA

Após iniciar a carreira em 1991 comandando o União Barigui, Senna treinou 23 clubes entre federados e não federados – alguns em mais de uma passagem. Nesse meio tempo, também atuou na imprensa esportiva como comentarista e apresentador de rádio, lançado em 1995 por Leonidas Dias – cronista falecido em 2019. A experiência mais recente foi no ano passado, quando comentava na rádio Paraná Educativa AM 670. A última aparição dentro de campo foi em 2018, quando dirigiu o Vasco da Gama na Série B, uma parceria que até poderia ter continuado na temporada seguinte. “Tinha ótimo ambiente por lá, mas infelizmente o clube não poderia realizar treinamentos ao menos uma vez na semana, achei que ficaria difícil ter que colocar tudo em prática no dia do jogo. Acabei indo para o cinquentinha do Fórmula 1 e tive uma experiência muito boa”, relembra Jurandir.

O treinador teve outras propostas além do Vasco, mas também esbarraram na questão do treinamento. Diante disso, aproveitou para tirar uma espécie de ano sabático, curtindo as belezas do litoral paranaense – onde mora no momento – e acompanhando o futebol local. Para 2020, o treinador diz ter recebido três convites, um da Série A, outro da B e um do cinquentinha. “Frizo que recebi propostas, diferente de alguns que conheço, que se oferecem a dirigentes, até levando atletas e patrocínios pela vaidade de estarem na mídia. Minha maneira de trabalhar é diferente, não me ofereço e cobro pelo meu trabalho”, enfatiza Senna.

Embora valorize o profissionalismo dentro da Suburbana, Jurandir acredita que a paixão pelo futebol amador é fundamental nesse processo, algo que desperta nele uma preocupação no atual cenário. “Em toda atividade precisamos de renovação, o que não pode é contratar pelo nome que alguns possuem como ex-atletas para uma equipe suburbana. Aí basta receber um convite para dirigir um time profissional que ele larga tudo e um abraço para o amador. Nossos dirigentes devem valorizar quem realmente gosta da Suburbana”, opina o treinador.

Como amante do amador curitibano, Jurandir Senna tem o desejo de voltar, mas como construiu uma vida no litoral teria de ser uma proposta que custeasse as despesas de deslocamento, tanto nos sábados quanto para treinos semanais – pelo menos um no desejo do técnico. Se isso acontecer, o estilo que marcou época ao longo desses 29 anos voltará a ditar moda no futebol amador de Curitiba. “Assim como os atletas gostam de entrar em campo com uniformes bonitos, eu também me sinto neste direito. Nada contra, mas não me sentiria bem indo de boné, chinelo de dedo e camiseta de político”, arremata Jurandir.


Qual será o próximo destino do “Luxemburgo” do amador? É esperar pra ver.

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