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[SUB19] Com gol no último minuto, Operário é derrotado pelo Maringá em casa


Operário Ferroviário e Maringá se enfrentaram na tarde deste sábado (27), em duelo válido pelo início do returno da 3ª fase do Campeonato Paranaense Sub-19. O duelo no Estádio Miró de Freitas terminou com vitória da equipe visitante por 2 a 1. Com o resultado, a equipe tricolor voltou a sonhar com a possibilidade de classificação dentro do grupo G. Já o Fantasma agora depende de uma vitória contra o Atlético-PR para seguir vivo na luta pela segunda posição da chave.


#SUB19
Por Allyson Santos

PRÉ-JOGO: Operário e Maringá entraram em campo vivendo situações opostas na tábua de classificação. O Fantasma somava 3 pontos nesta terceira fase e dependia de uma vitória simples para confirmar presença no mata-mata do Campeonato Paranaense. O escrete alvinegro folgou na última rodada e usou o amistoso contra a seleção de Tibagi como preparação para a sequência do certame, na ocasião o Operário venceu por 3 a 0. A equipe maringaense vinha de derrota para o Atlético-PR e precisava da vitória para continuar sonhando com a classificação, já que o time ainda não havia somado pontos no certame.

O EMBATE: O Operário Ferroviário foi quem tomou a iniciativa nos primeiros minutos do duelo. Com maior posse de bola, o Alvinegro de Vila Oficinas buscava cadenciar a partida frente ao nervosismo inicial do Maringá, que cometia muitas faltas. A primeira oportunidade de gol veio em cobrança de escanteio logo aos 5’. Em jogada ensaiada, Fernando Bocaiúva recebeu livre de marcação na linha de fundo e tocou para trás, na direção de Adriel. O camisa 10 operariano recebeu livre no bico da área e bateu colocado no canto esquerdo de Rafael, que apenas observou a bola passar rente à trave.

A equipe do Maringá encontrava dificuldades na armação das jogadas em seu campo defensivo por conta da marcação pressão dos donos da casa. O Operário concentrava seus ataques pelo lado direito, apostando em jogadas de velocidade com Jean. A postura ofensiva do Fantasma surtiu efeito aos 15’, quando Adriel fez linda jogada pela esquerda e foi derrubado Victor Hugo ao infiltrar na pequena área adversária. Na cobrança da penalidade, o centroavante Petric abriu o placar para o Operário com um chute forte e rasteiro à direita do goleiro Rafael.

A resposta do Maringá veio através da bola parada já aos 20’ jogados. Em infração marcada no círculo da área alvinegra, Rafael Lins bateu com efeito, a bola desviou na barreira e obrigou Fabrício a praticas linda defesa no reflexo. O restante da primeira etapa foi marcado pela forte intensidade física das duas equipes e por poucas oportunidades de gol. A próxima chance mais clara do jogo foi do Maringá, também em cobrança de pênalti após Pericles receber belo lançamento em profundidade e ser atingido por Fabrício. Porém, o zagueiro Victor Hugo desperdiçou a batida com um chute fraco no meio do gol, consagrando o goleiro da equipe mandante.


O Maringá retornou dos vestiários mais concentrado e organizado em busca do tento de empate. O tricolor adiantou seus laterais e subiu a marcação, também cedendo espaços para contra-ataques. A posse de bola passou a ser maior a favor dos visitantes, que rondavam a meta de Fabrício com toques precisos em velocidade e muita movimentação, já que as substituições na faixa central deram um novo fôlego aos maringaenses. Os visitantes pecavam nas finalizações e esbarravam na forte e organizada marcação adversária.

Para empatar a partida o Maringá também precisaria do auxílio da sorte, e ela corresponderia aos 25’ jogados. João Vitor tentou lançamento em profundidade para Rafael Lins, que não acompanhou a jogada. A bola vem na direção de Fernando Bocaiúva, o lateral-direito alvinegro estava livre de marcação para afastar o perigo. Porém, o camisa 2 errou o chutão e encobriu o goleiro Fabrício, que apenas observou a bola morrer no fundo das redes.

Na metade final da segunda etapa o Operário se lançou de maneira frenética ao ataque e desperdiçou uma série de oportunidades com Juninho, Petric e Adriel, mas não conseguiu colocar a bola nas redes. Com uma série de levantamentos na área e lindas defesas do goleiro Rafael, o Operário assistia o Maringá se retrair em seu próprio campo, pelo menos até os 46’ do último tempo. Em contra-ataque rápido pelo lado direito, Vitor Manoel aproveitou a desorganização defensiva do Operário neste período do jogo, ganhou dos zagueiros na corrida e finalizou no canto esquerdo de Fabrício, dando números finais à partida.


PRÓXIMA PARTIDA: O Operário Ferroviário enfrentará o Atlético-PR na próxima rodada do Campeonato Paranaense. O duelo ocorrerá no próximo sábado (03), às 15h30, no Estádio Miró de Freitas, em Ponta Grossa. O Maringá folga na próxima rodada e terá tempo para se preparar para seu último compromisso pela 3ª fase, quando também duelará com o Atlético-PR, no dia 10 de novembro.

OPERÁRIO: Os donos da casa tiveram uma postura ofensiva nos primeiros minutos do embate, sempre abusando da qualidade de seu meio campo para levar perigo ao Maringá com chutes de longa distância e jogadas em velocidade acionando seus pontas. Porém, o escrete alvinegro se acomodou após abrir o placar no primeiro tempo e recuou muito seus jogadores, voltando a retomar a postura ofensiva somente após o empate do dos visitantes. A equipe de Joel Preisner, montada sob um sólido 4-2-3-1, demonstrou uma organização defensiva interessante, porém pecou na finalização das jogadas.


FIQUE DE OLHO: A postura defensiva do Fantasma em boa parte da partida se consolidou nas boas defesas de Fabrício. O goleiro operariano demonstrou ótima noção de posicionamento, interceptando cruzamentos na pequena área e realizando boas defesas, tanto no reflexo quanto de longa distância. Por fim, ainda agarrou um pênalti na primeira etapa, evitando o que seria o empate do Maringá. Não teve culpa direta nos gols adversários.


MARINGÁ: É preciso destacar a organização tática da equipe tricolor. Apostando em um time mais leve, sem um centroavante fixo, o técnico Fabiano Braz trouxe a Ponta Grossa uma equipe bastante precisa na troca de posições tanto dos meias, como dos jogadores de ataque. As infiltrações e jogadas em velocidade nas costas da defesa eram as principais ameaças da equipe visitante, já que a forte marcação adversária dificultava a criação de jogadas pelo centro do campo. A Zebra aproveitou as falhas defensivas do Operário para se manter vivo no certame.


FIQUE DE OLHO: Com muita qualidade nos dribles curtos e em jogadas de velocidade, Pericles foi uma das principais armas do Maringá no processo de criação ofensiva. Sempre flutuando entre os zagueiros e arriscando finalizações, o camisa 10 maringaense foi substituído no 2º tempo por conta do cansaço, fato que não apaga sua bela atuação no Estádio Miró de Freitas.


OS ESCRETES XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

Operário: 1-Fabrício; 2-Fernando Bocaiúva (17-Robinho); 3-Fernando Dias; 4-Guilherme (14-Anderson Iagla); 5-Tibagi; 6-Gabriel; 7-Willian (18-Jefferson); 8-Matheus Castanha; 9-Petric; 10-Adriel; 11-Jean (19-Juninho). Tec: Joel Preisner

Maringá:  1-Rafael; 2-Victor Hugo; 3-Jonathas; 4-Leonardo; 5-Gustavo Silva; 6-Nicolas; 7-Rafael Lins (19-Lucas Leonardo); 8-Ricardo (15-Higor Augusto); 9-Nathan Felipe 10-Pericles (20-Luiz Guilherme); 11-João Victor (17-Vitor Manoel). Tec: Fabiano Braz

FICHA TÉCNICA OPERÁRIO 1 X 2 MARINGÁ XXXXXXXXX

Gols: Petric (OFEC) Vitor Manoel (MAR) e Fernando Bocaiúva (contra)
CA: Nathan Felipe, Leonardo e Vitor Manoel (MAR)
Árbitro: Matheus Scavinski
Assistentes: Marco Antonio dos Santos Pepe (01) e Jonathan Evers Dias (02)
Local: Estádio Miró de Freitas, em Ponta Grossa
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