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[FEMININO] A evolução está acontecendo, mas o campeonato ainda precisa de mais apoio


Passados mais de 24 horas do término da 19ª edição do Campeonato Paranaense de Futebol Feminino, o certame já deixa saudades para os apreciadores da modalidade. O primeiro feriadão de outubro nos proporcionou duas rodadas e quatro jogos da competição em aproximadamente 48 horas de diferença de uma rodada para outra na capital paranaense.. Os resultados dentro de campo não foram como o esperado para os escretes de Curitiba e região, mas fora dele a tônica foi positiva e cheia de esperança para as próximas competições. Confira o balanço do campeonato, que terminou com a equipe do Foz Cataratas conquistando o seu oitavo título do torneio.


#ESPECIAL FEMININO
Por @rafaelbuiar

Depois de dois anos sem ser disputado, o Campeonato Paranaense de Futebol Feminino voltou. Em 2017 foram três clubes participantes e em 2018 já aumentou para quatro. Mesmo assim, o número é baixo em relação a clubes que disputam a competição, mas o fato de voltar a ter um certame feminino e uma sequência de competições no estado foi bastante valorizado entre os participantes. Neste ano, a competição contou com os escretes do Foz Cataratas da cidade de Foz do Iguaçu e que não conseguiu avançar para a segunda fase do Campeonato Brasileiro de 2018; o Toledo, que participou da seletiva para a Série B do nacional, conquistando o vice-campeonato do Paranaense de 2017, e não obteve sucesso diante o Vitória do Espírito Santo; O Imperial, da cidade de Curitiba e que esteve em seu segundo ano na disputa no Paranaense e a equipe estreante, que foi GRECAL da cidade de Campo Largo. Na sequência uma breve análise das equipes na competição.



Foz Cataratas/Coritiba: As poderosas, como é chamado o time da fronteira, terminou o certame na primeira colocação com 100% de aproveitamento. Ou seja, em seis jogos disputados foram seis triunfos e nenhum deles a equipe do Foz Cataratas sofreu gol dos adversários. Junto a zaga menos vazada, as poderosas tiveram o melhor ataque do certame com 51 gols. Devido a isso, a artilheira da competição foi da equipe do Foz Cataratas. Verô marcou 11 gols, um pouco mais de 20% dos gols da equipe do Foz. O jogo destaque da equipe do Foz Cataratas na competição foi na penúltima rodada, em que venceu o GRECAL pelo placar de 14 a 0, no Estádio Monte Bérico, em Curitiba. Devido a esses números, o escrete da cidade de Foz do Iguaçu conquistou o oitavo título do estadual e agora pensa somente na elite do Brasileirão de 2019.


Toledo Esporte Clube: A outra equipe da região do oeste do Paraná terminou na segunda colocação do certame, com 12 pontos ganhos em seis jogos. O Toledo, comandado pelo treinador Jaime Leal, teve o segundo melhor ataque da competição, com 18 gols. Números que ajudaram a equipe a conquistar pela segunda vez seguida a vaga para participar na Série A2 do Campeonato Brasileiro de 2019. Em um contexto geral, a equipe do Toledo é bem nova em relação as adversárias, a média de idade não chega a 20 anos. Ou seja, um trabalho a médio/longo prazo do professor Jaime Leal. O jogo destaque da equipe do Toledo aconteceu na segunda rodada diante o Imperial, no Estádio Municipal 14 de Dezembro, em Toledo, e que terminou com o placar de 4 a 1 a favor do Toledo. Dentre os destaques da equipe, a artilheira do time Brunza Lisandra, a ponta Bruna Agostini, a lateral Tamara e a meia ofensiva Jordana, que apresentaram um bom futebol nas duas últimas partidas do certame.


Grêmio Recreativo Esportivo Campo Largo: Na sequência da tábua classificação, a terceira colocação ficou com o escrete da cidade de Campo Largo, o estreante da competição. O time comandado por Alceu, conquistou uma vitória no campeonato e foi diante o Imperial, na estreia. Triunfo que alimentou o sonho e a briga pela vaga da Série A2 do Brasileirão nas primeiras rodadas. Mas na reta final do certame, o escrete do GRECAL “perdeu” atletas de qualidade – a base foi participar em um torneio de Fut7 em São Paulo; e o rendimento não foi o mesmo que no primeiro turno. Por outro lado, o próprio treinador Alceu tirou pontos positivos da participação do GRECAL neste ano e o trabalho irá continuar. Os destaques do time da cidade de Campo Largo foram a meia campista e artilheira da equipe, Raquel, e a zagueira Maite. O jogo destaque do GRECAL na competição foi diante o Imperial na estreia, em quevenceu pelo placar de 4 a 1 no Estádio Octávio Silvio Nicco, com destaque para a camisa 10 da equipe do GRECAL, que marcou 3 gols.


Imperial Futebol Clube: O representante da capital paranaense foi o Imperial, que mostrou a continuidade e também a evolução do trabalho em relação ao ano anterior. Em um contexto geral, a participação deste ano foi mais competitiva. Além de sofrer menos gols, a equipe marcou mais e, além disso, apresentou mais volume de jogo diante os rivais. A equipe do Imperial também sofreu com a “ausência” de algumas atletas nas duas últimas rodadas pelo mesmo “problema” do que o rival GRECAL. Mesmo assim, a equipe não deixou de brigar/lutar nas duas últimas partidas. Ou seja, apresentações que animaram/motivaram as meninas e diretoria da equipe do Imperial para o próximo ano. O jogo destaque da equipe da cidade de Curitiba aconteceu na quarta rodada diante o GRECAL no Estádio Monte Bérico em que terminou em 1 a 1. Sendo esse, o primeiro ponto conquistado do Imperial na competição. A equipe apresentou destaques como a meia ofensiva Aline, as atacantes Poliana e Sheron.


OPINIÃO: É preciso fazer com que a roda gire no futebol feminino. Para isso é preciso de pessoas especializadas para dar gás a esta modalidade. Ou seja, quanto maior o grau de profissionalismo e organização, o resultado será mais “agradável” à todos. Junto a isso, o papel da imprensa neste cenário é importante, pois é necessário “educar” o público e quebrar de vez esse preconceito cultural, que sofre com costume conservador do público que está presente no futebol e que assim, mate de vez aquele ditado machista que “futebol é só para homem”. Além disso, convencer o mercado que esta modalidade pode sim ter investimento de alto custo como na modalidade masculina.

PERSPECTIVA: Em 2019 a entidade máxima do futebol sul-americano, a Conmebol, definiu critérios para a participação de clubes na Copa Libertadores da América no masculino. Dentre eles, a implementação de equipe de futebol feminino, principal e juvenil. A princípio, os clubes que não estiveram cumprindo esses critérios terão/sofrerão punições. Mesmo com essa pressão da entidade, os clubes pouco se mexeram e pouco aconteceu no cenário em relação algumas regiões. No estado do Paraná, apenas o Coritiba fechou uma parceria com o Foz Cataratas. Enquanto que o Atlético, Paraná Clube, Londrina e Operário, que estão nas duas principais divisões nacionais, não possuem plantel nesta modalidade. Desses clubes, apenas o time do Paraná Clube já se pronunciou a respeito disso. Neste caso, o tricolor da vila tem estudos sobre a implementação. Até o momento está sendo estudado se é viável ter uma equipe já existente ou implementar a própria equipe.
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