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Roberto: “Jogar no Fortaleza é um sentimento doido. Não consigo explicar”



O ano de 2017 foi especial para o escrete do Fortaleza, pois conquistou uma das vagas de acesso à elite do futebol amador de Curitiba. Mesmo ficando com o vice-campeonato da Divisão de Acesso da Suburbana, já que no placar agregado  o tricolor do Jardim Gabineto perdeu para o Santíssima Trindade de 2 a 1. Dentre os atletas que vestiram a camisa do Fortaleza em 2017, Roberto foi o destaque da equipe com as suas atuações e gols, o que proporcionou com que o camisa 8 do Fortaleza fosse o craque do campeonato em 2017.

#ENTREVISTA

O meio campista Roberto, cria do Jardim Gabineto - vila situada no bairro Cidade Industrial de Curitiba (CIC), está desde 2016 vestindo a camisa do escrete do Fortaleza em competições oficiais. Mas por pouco não jogou em outro clube no futebol amador de Curitiba da elite do amador em 2017. Roberto chegou a realizar alguns treinamentos no time do Capão Raso na pré-temporada. Mas devido a sua situação no trabalho, o meio campista não pode dar continuidade no Tricolor de Aço e ficou mesmo no time do Fortaleza. Mas a sua caminhada no time do Jardim Gabineto tem uma longa história e não é de hoje.

O fato de crescer e assistir aos jogos do Fortaleza no Estádio Antônio Monteiro Sobrinho no final da década de 1990 fez com que Roberto tivesse algumas ambições ainda quando garoto. Mesmo com alguns anos de ausência do Fortaleza em competições oficiais. “A minha ambição se deu por conta como torcedor, em ver a alegria que os atletas do passado trouxeram ao nosso bairro. Fato que ficou ausente com o afastamento do Forta de competições em um período. Mas quando aconteceu, a comunidade ficou extasiada e por isso eu, nos dias de hoje, fico feliz em transmitir essa alegria novamente para toda a comunidade. Jogar no Fortaleza é uma sensação inexplicável. Uma realização de um sonho”, comenta Roberto.

Quando mencionado sobre esta alegria, Roberto deixa bem claro o porquê o futebol é importante para a comunidade do Jardim Gabineto. “Com os jogos, a nossa comunidade está sendo lembrada pelos momentos bons e não pela violência que está espalhada pelo Brasil e também no nosso bairro, como em anos anteriores. Por causa disso, os moradores da comunidade ficam menos receosos para sair de suas casas e assistir aos jogos do Fortaleza”, finaliza.


Além de mencionar essa alegria, a região do Jardim Gabineto, assim como qualquer outra vila, tem garotos e garotas que sonham serem jogadorxs de futebol. O que não foi diferente para Roberto. “Toda criança tem essa ambição de jogar no profissional. No meu caso foi falta de habilidade (risos). Brincadeiras a parte, no meu caso foi muito por falta de oportunidades mesmo. Mas por outro lado, eu fico feliz pelo Tiquinho e por todos os outros que vestiram a camisa do Fortaleza e conseguiram realizar esse sonho” esclarece.

Em relação ao campeonato de 2017, o confronto dos quais o Fortaleza teve ótimas atuações, Roberto destaca o embate diante o Vila Hauer. Jogo determinante para a busca do acesso. “Sem dúvida o jogo contra o Vila Hauer na 5° rodada. Pelo simples fato de ser um jogo teoricamente de confronto direto. No jogo abrimos uma vantagem de três gols ainda no primeiro tempo e eu pude fazer o quarto gol. Este gol deu um alívio, depois do nosso time relaxar e ter levado dois gols”, comenta Roberto.

Um dos fatos de Roberto ter ótimas atuações na temporada de 2017 foi uma leve alteração no sistema de jogo do Fortaleza e também na posição que o treinador Vilmar Assunção fez em relação a Roberto. Além disso, Roberto esclarece que teve outro ponto para o time do Fortaleza ter realizados bons jogos. “O Vilmar sabe que posso desempenhar várias funções em campo. Por isso, já fui testado com essa alteração em alguns amistosos. Deu certo. Mas eu acredito que não foi especificamente isso o diferencial para o bom desempenho coletivo. Na minha análise, o diferencial foi o time todo baixar o nariz e sem egos um com o outro foi o que proporcionou bons resultados” relata.


Com o acesso à elite do futebol amador de Curitiba, Roberto, que ainda segue com a situação indefinida no Fortaleza, pois já recebeu propostas de alguns clubes que irão disputar a Copinha, relata que a há uma diferença entre a Série A e B e que não tem preferência em qual jogar. “Na série A é um jogo mais técnico, já na Série B é mais na vontade. Em relação a jogar, tanto faz. O importante é estar batendo uma bolinha no final de semana e rever amigos. Tenho um bom tempo para fazer isso ainda”, afirma.  

Em 2018, caso permaneça no Fortaleza, Roberto já avisa aos futuros adversários o que será o time do Jardim Gabineto e que falta algo para ser lembrado na história do amador. “Eu quero conquistar títulos para ser lembrado por algo bom. Por isso, podem esperar do Fortaleza um time aguerrido, virtuoso, duro na queda e osso duro de roer”, comenta.


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