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Passeio atleticano: Furacão vence por 7 a 1 e escancara crise no Leão da Estradinha


Com tranquilidade, o Atlético massacrou um Rio Branco nervoso e desorganizado, que contava com a estreia do técnico Itamar Bernardes. Esta foi a terceira vitória consecutiva do Furacão na Taça Caio Júnior, e mantém a sequência invicta do clube em 2018, marcando o melhor início de temporada desde 2009.


#PARANAENSE 2018
Por Yuri Casari

Pré-jogo: Líder na classificação geral, o time de aspirantes do Atlético entrou em campo com a principal missão de manter a invencibilidade e de mostrar que a eliminação para o próprio Rio Branco nas semifinais da Taça Dionísio Filho, não passou de um acidente. Em um clima totalmente oposto, em evidente crise, Itamar Bernardes foi eleito o responsável para substituir o técnico Maurílio Silva, que não resistiu à sequência ruim de resultados.

Primeiro tempo: A primeira finalização atleticana foi apenas aos 5 minutos, em chute fraco e rasteiro de João Pedro, que se não calibrou bem o pé na hora do primeiro arremate, iria ter mais capricho na jogada seguinte. Aos 7 minutos, Émerson Conceição recuou a bola, que desviou em Éderson, e o goleiro Jhones segurou com as mãos dentro da área. O árbitro assinalou o recuo intencional e o consequente tiro livre indireto. Na cobrança, Matheus Anjos só ajeitou para João Pedro acertar o ângulo direito de Jhones. Além do gol, João Pedro distribuiu bem passes e viradas de jogo, além da movimentação constante. Se apenas futebol for critério para subir ao time principal, não há dúvidas que João Pedro pode ser peça importante na equipe treinada por Fernando Diniz em 2018.

Aos 14, novo ataque atleticano, João Pedro serviu Éderson em passe de primeira. O atacante atleticano dominou, cortou para o meio e bateu colocado buscando o mesmo ângulo do primeiro gol, mas a bola passou por cima da meta. O Furacão seguiu avassalador, e aos 17 minutos, João Pedro tocou para Éderson, que tentou a devolução na frente. A bola sofreu um desvio mas chegou em João Pedro, que dominou e bateu de pé esquerdo na saída de Jhones. Com a vantagem adquirida o time atleticano passou a dar alguns toques de efeito e tentar jogadas mais enfeitadas, a contragosto de Tiago Nunes. Com isso, o jogo diminuiu de intensidade e passou a ter mais lances pegados, como em faltas cometidas por Willian Thuram e Deivid. Aos 32, João Pedro voltou a aparecer e pelo lado direito tentou novo chute colocado de canhota, mas a bola foi pela linha de fundo. Na jogada, o camisa 10 rubro-negro acabou sentindo a coxa, e teve que deixar precocemente a partida, dando lugar a Alex Sandro.

O meia de 21 anos entrou ligado, e aos 37 desarmou o zagueiro Victor no campo de ataque, soltou rápido a bola para Éderson, que avançou e com um toquinho encobriu Jhones. A torcida ainda comemorava o terceiro gol aos 40 minutos, quando Tcharlles recebeu no lado direito, arriscou o chute, e contou com um desvio no caminho para diminuir o marcador da partida na primeira etapa.

Segundo tempo: Com a possibilidade de correr mais riscos, o Atlético teve ainda mais calma para iniciar as jogadas, tentando atrair o Rio Branco para o próprio campo de defesa, buscando abrir espaços. A estratégia deu certo algumas vezes, mas faltou capricho no toque final, fazendo com que o Furacão não criasse condições claras de finalização.

A completa inoperância ofensiva do Rio Branco também ajudou a diminuir a intensidade da partida. Em nenhum momento houve qualquer real ameaça à meta atleticana. Aos 19, a situação se complicou ainda mais. Willian Thuram comete falta na intermediária, leva o segundo amarelo e foi para o chuveiro mais cedo. Dois minutos foram o suficiente para que a inferioridade numérica cobrasse seu preço. Aos 21, Diego faz jogada pela direita e cruza rasteiro para o meio da área e Bruno Guimarães completa para a rede.

Aos 24, boa sequência de defesas de Jhones. Primeiro em chute de fora da área de Matheus Anjos e na sequência em cabeçada de Deivid, salvando o Rio Branco de sofrer o quinto gol. Mas aos 27, não teve jeito. Bola na segunda trave cruzada por Matheus Anjos, e Léo Pereira cabeceia encobrindo o goleiro do Rio Branco. Aos 33, mais um gol atleticano. Bruno Guimarães encontra Nicolas pela esquerda dentro da área. O lateral finaliza forte e rasteiro e vence o goleiro adversário. Pensa que parou por aí? Aos 42, a bola foi recuada para Jhones. O goleiro se complicou com a bola nos pés, tentou fazer uma graça e acabou desarmado por Alex Sandro, que com o gol aberto marcou o sétimo gol atleticano, fechando em 7 a 1 o placar final.


OS ESCRETES XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

Atlético: 1. Caio; 2. Diego (21. Vitinho), 3. Daniel, 4. Léo Pereira e 6. Nicolas; 5. Deivid, 8. Bruno Guimarães, 10. João Pedro (22. Alex Sandro), 7. Matheus Anjos e 11. Marcinho; 9. Ederson (17. Demethryus). Tec. Tiago Nunes

Rio Branco: 1. Jhones; 2. Raul, 3. Willian Thuram, 4. Victor e 6. Emerson Conceição; 5. Kessi, 7. Marcelinho (17. Valdanes), 8. Camargo e 10. Tcharlles; 11. Rodrigo Jesus (13. Thiagão) e 9. Vandinho (19. Damião). Tec. Itamar Bernardes

FICHA TÉCNICA: ATLÉTICO 7 X 1 RIO BRANCO XXXXXXXXXX

Gols: João Pedro, aos 11’ e aos 17’, Éderson aos 38’ e Tcharlles aos 40’ do 1º tempo; Bruno Guimarães aos 21’, Léo Pereira aos 27’ e Nicolas aos 33’ do 2º tempo.
Cartões amarelos: Vandinho, Willian Thuram, Tcharlles e Victor; Deivid, Nicolas e Vitinho.
Árbitro
: João Paulo Romano Queiroz
Assistentes: Luciano Rosenbaum e Andrei Luiz de Freitas.




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