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Em mais uma classificação dramática, Atlético vence Ceará nos pênaltis e avança na Copa do Brasil

Fotos: Miguel Locatelli / Atlético

Ceará e Atlético se enfrentaram na noite dessa quinta-feira (15) na Arena Castelão em Fortaleza. O Furacão começou bem, e logo aos 14 minutos Guilherme marcou um golaço de voleio. Mas após o gol, o time recuou demais e o Vozão cresceu no jogo, chegando ao empate ainda no primeiro tempo com gol de Felipe Azevedo. Com apenas quatro jogos no ano, a equipe paranaense sentiu a falta de ritmo de jogo, e fez as três alterações por lesão. Apesar de todo o drama, o Atlético foi melhor nas penalidades e está na quarta fase da Copa do Brasil.


#COPA DO BRASIL
Por Vinícius Eira

PRÉ-JOGO: O Atlético chegava para o seu quarto jogo no ano em Fortaleza, com três desfalques: Thiago Heleno (suspenso), Gedoz (fora por questões pessoais e Bergson (desconforto muscular). A equipe vinha de 0x0 dramático contra o Caxias e o 5x4 maluco contra o Tubarão-SC, além do 0x0 contra o Ceará na partida de ida. Já o Vozão não contava com Elton (que se recuperava de virose). A equipe Cearense havia eliminado o Brusque por 1x0 e o Londrina por 2x1.

PRIMEIRO TEMPO: As duas equipes entraram com estratégias muito parecidas: ter o controle com a posse de bola. O Atlético veio com o esquema conhecido de Diniz, o 3-4-3 com Pavez improvisado como terceiro zagueiro, o que liberava Carleto e Jonathan, e até o próprio chileno que apareceu como segundo volante e até ponta esquerda. Nikão, Guilherme e Veiga flutuavam no meio para abastecer Ribamar, que até tentava, mas perdia todas para o zagueiro Valdo.

Já o Ceará se fechou bem no começo com todos seus jogadores atrás da linha da bola, e buscava ataques rápidos saindo com os 3 atacantes mano a mano com os três zagueiros atleticanos. Mas mesmo muito fechado, o Ceará sofreu o primeiro gol aos 14’. O Atlético, que naquele momento aparecia com 70% da posse de bola, tocou muito até Rossetto deixar Ribamar na cara do gol, mas Everson fez grande defesa; na sequência Carleto cruza e Guilherme acerta belíssimo voleio para abrir o marcador.

Porém o Atlético recuou muito após o gol e sofreu na marcação pressão do adversário. O Vozão cresceu na partida e passou a encontrar espaços pelas pontas, mas sentia ausência de jogadores de definição. Aos 33’ da primeira etapa, Pio recebe belo lançamento nas costas de Carleto, cruza no segundo pau, Arthur Cabral vence Pavez por cima e escora para Felipe Azevedo cabecear sozinho e empatar o jogo. O Ceará equilibrou a posse de bola, mas o Atlético se fechou de vez até o juiz encerrar a primeira etapa.

Fotos: Miguel Locatelli / Atlético
SEGUNDO TEMPO: A etapa complementar foi muito fraca. As duas equipes se respeitaram demais e ninguém conseguiu criar boas oportunidades. O Atlético sentiu muito a falta de ritmo de jogo (a equipe principal só havia jogado 4 partidas no ano), e as três substituições foram gastas por lesões, além de Rossetto e Carleto terminarem no sacrifício. Para se ter uma ideia de como o Furacão sofreu na partida: Jonathan, Raphael Veiga, Nikão e Rossetto foram utilizados na lateral direita; todos que caíam por ali sentiam o ritmo da partida e não conseguiam cobrir toda a lateral.

O segundo tempo começou assim como o primeiro, com o Atlético tocando bem a bola. A entrada de Camacho no intervalo melhorou muito o meio campo atleticano, mas a posse de bola não era concluída em oportunidades. Já o Ceará não adotava a mesma postura passiva do início da primeira etapa, e armava bons contra-ataques em cima da falta de ritmo dos visitantes. O Vozão até chegava bem, principalmente nas costas de Carleto, mas não conseguiu assustar. O lance de maior perigo foi em um chute de fora da área de Rafael Carioca, que desviou no árbitro André Luiz de Freitas, e quase matou Santos.

No restante do jogo tivemos duas equipes apáticas em campo. O Atlético tocava a bola, mas não tinha velocidade para infiltrações e nem finalizações de fora da área conseguia dar. O Ceará começou a aceitar o empate e passou a se segurar atrás, para não dar espaços ao adversário. Aos 47’ Carleto teve uma falta na intermediária, após forte finalização, o goleiro Everson espalmou e Lucho sozinho pegou o rebote, mas cabeceou por cima. Com o empate no agregado e o fim do gol qualificado, a decisão foi nos pênaltis.

Fotos: Miguel Locatelli / Atlético
PENALIDADES: O Atlético foi quase perfeito: marcou seis com: Guilherme, Lucho, Paulo André, Zé Ivaldo, Ribamar e Pavez; e perdeu uma com Carleto, em uma grande defesa de Everson. Já o Ceará marcou cinco vezes com Pio, Andrigo, Juninho, Romário e Richardson; e perdeu duas cobranças: uma de Felipe Azevedo, que isolou e ou outra de Wescley que bateu fraco para defesa de Santos. Com o resultado o Atlético está na quarta fase da Copa do Brasil e aguarda definição de adversário no sorteio.

PRÓXIMO JOGO: O Atlético encara o Londrina, em casa, no próximo domingo (18) às 19:00 pela quarta rodada da taça Caio Junior do Campeonato Paranaense. Já o Ceará já entra em campo no sábado (17) contra o Uniclinic no Castelão às 19:30, em jogo válido pelo Campeonato Cearense.

OS ESCRETES XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

Ceará: 1 Éverson; 30 Pio, 3 Valdo, 13 Luiz Otávio, 35 Rafael Carioca (37 Romário); 20 Juninho, 8 Ricardinho (32 Douglas Coutinho), 26 Richardson; 40 Arthur Cabral (27 Wescley), 11 Felipe Azevedo e 7 Andrigo. Téc: Marcelo Chamusca.

Atlético: 1 Santos; 25 Wanderson (27 Zé Ivaldo), 8 Pavez, 13 Paulo André; 2 Jonathan (15 Camacho), 20 Matheus Rossetto, 7 Raphael Veiga (3 Lucho Gonzalez), 26 Thiago Carleto; 11 Nikão, 17 Guilherme e 9 Ribamar. Téc Fernando Diniz.

Ficha Técnica: Ceará 1 (5)x(6) 1 Atlético PR XXXXXXXXXXXX

Gols: 33’ 1T Felipe Azevedo (Ceará) | 14’ 1T Guilherme (Atlético)
CA: Matheus Rossetto e Guilherme (Atlético)
Arbitragem: André Luiz de Freitas | Assistentes: Leone Rocha e Márcio Soares Maciel
Local: Arena Castelão, Fortaleza.



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