Nacional vence o líder Grêmio Ipiranga por 3 a 1 e garante classificação

Guilherme e Fernandinho se abraçam; os dois jogadores foram os responsáveis pelos três gols do Nacional que valeram a vitória e a classificação para as quartas-de-final (Foto: Arthur Henrique).
Precisando da vitória para não correr riscos de ficar de fora, o Nacional teria que tomar a iniciativa da partida diante do líder Grêmio Ipiranga, que seguiria seu estilo reativo de jogo. Com dois pênaltis marcados a favor e dois jogadores expulsos por parte do rival, o Nacional conquistou a vitória necessária para a classificação para as quartas-de-final da série B. O Grêmio Ipiranga perdeu a liderança com a derrota, mas também está na próxima fase. A partida também ficou marcada por confusão no fim da partida.

#SérieB
Por Yuri Casari

Pré-jogo: Antes do início da última rodada, o grupo B da série B da Suburbana estava embolado. O Grêmio Ipiranga era o líder, com 12 pontos, e estava praticamente classificado - só uma catástrofe tiraria a equipe do G4. Já o Nacional era o quarto, com 11 pontos, e uma derrota certamente custaria a classificação.

Primeiro tempo: Nos primeiros minutos, o Nacional assumiu a posse de bola e partiu ao ataque, enquanto o Ipiranga se mantinha bem postado na defesa esperando as chances de contra-ataque. Foi um duelo bastante estudado e de muita disputa no meio de campo, o que dificultou a criação de jogadas. O primeiro lance efetivo de ataque aconteceu apenas aos 21, com os donos da casa, em chute cruzado de Guilherme, que ninguém chegou para completar. 

A partida seguiu travada e com vitória dos defensores nos duelos individuais. A primeira etapa se encaminhava para um empate sem gols até os 45 minutos, quando Fernandinho foi derrubado por Jackson. Pênalti assinalado, apesar das reclamações de que o lance tivesse ocorrido fora da área. Na cobrança, Guilherme bateu no canto oposto com precisão e venceu Osni, que pulou bem na bola, mas não alcançou. 

Guilherme comemora o primeiro gol da partida, em cobrança de pênalti no fim do primeiro tempo
(Foto: Arthur Henrique).
Segundo tempo: Apesar de ter a classificação praticamente garantida, o Grêmio Ipiranga não queria perder a liderança, e iniciou o segundo tempo se soltando mais ao ataque. Aos 7, Gustavo arriscou de direita de fora da área, mas a bola correu pela linha de fundo. O ímpeto do Ipiranga foi travado aos 10 minutos, quando Carlinhos foi expulso por xingar o árbitro em uma falta de ataque. O atleta contestou que havia apenas se expressado em relação ao lance e não ao juiz. 

No minuto seguinte, a confusão se instaurou. Em tentativa de ataque do Nacional, Jackson e Jefinho se estranharam e tiveram uma discussão quente, mas nada que ultrapassasse os limites do bom senso. Quando a "turma do deixa disso" chegou, um empurra-empurra generalizado se iniciou e Boca, lateral do Ipiranga, acertou o camisa 5 do Nacional, Baraka. Quando o árbitro Guilherme Natan Paiano dos Santos acalmou os ânimos da rapaziada, apresentou o amarelo para Jackson e Jefinho, e expulsou Boca, deixando os visitantes com dois jogadores a menos. 

Com vantagem numérica, o Nacional ensaiou uma pequena pressão. Aos 22, Guiherme ganhou na velocidade e ficou de frente para Osni, que saiu nos pés do atacante e acabou driblado. Guilherme acabou demorando a tomar uma decisão e deu tempo de Osni se recuperar bem e roubar a bola. Apesar da desvantagem, o Ipiranga conseguiu chegar com perigo. Aos 25, Jackson roubou a bola no campo de ataque, carregou a bola em direção ao gol próximo da linha de fundo e chutou. Rogério deu o rebote e em novo chute de Jackson mandou para escanteio. No lance do corner, Rogério saiu mal e Maranhão completou na segunda trave, empatando a partida.
Clima esquentou no segundo tempo da partida e os nervos ficaram à flor da pele até depois do apito final (Foto: Arthur Henrique).
O empate que eliminava o Nacional não durou nem três minutos. Matheus invade a área e é derrubado por Gamarra. Pênalti marcado e novamente convertido por Guilherme, dessa vez em chute cruzado. O Nacional matou a partida aos 32, quando Fernandinho carregou a bola do lado direito para o meio e chutou rasteiro. Jackson tentou afastar mas a bola espanou e foi parar no fundo da rede de Osni. Após o apito final, o árbitro expulsou o atacante Lucas, do Grêmio Ipiranga, por reclamação. Revoltado, o jogador partiu pra cima do árbitro e novamente a confusão tomou conta do gramado do estádio XV de Agosto. A maior parte do elenco do Ipiranga se encontrava calma, apesar de insatisfeita com a arbitragem. Quando tudo parecia tranquilo, uma acalorada discussão se iniciou do lado de fora do campo, entre atletas das duas equipes, não identificados pela reportagem. Apesar de complicada, a situação foi contornada em poucos minutos. Ainda assim, a Polícia Militar foi acionada no local. Registra-se, porém, ato lamentável de membros da torcida visitante, que ameaçaram e hostilizaram os repórteres que fazem parte da equipe do site Do Rico ao Pobre durante a cobertura dos fatos ocorridos nesta última rodada da primeira fase da segunda divisão da Suburbana.

Na próxima fase, o Nacional encara o Caxias, em duelo regional, e o Grêmio Ipiranga enfrenta o forte time do Fortaleza. 

OS ESCRETES XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

Nacional: 1. Rogério, 2. Bruninho (19. Barney), 3. Fontelli, 4. Luciano e 6. Carlinhos; 5. Baraka, 8. Carlinhos Maia, 7. Juninho (16. Mateus), 10. Fernandinho (14. Santini) e 11. Jefinho (15. Moisés); 9. Guilherme. Técnico: Alexandre Bach "Alemão"

Grêmio Ipiranga: 1. Osni, 2. Boca, 3. Lucas (14. Back), 4. Maranhão e 6. Moura; 5. Gustavo, 8. Carlinhos, 7. Paulista e 10. Matheus (17. Lucas); 9. Jackson e 11. Juliano (16. Leandro). Técnico: Márcio Victor.

FICHA TÉCNICA – VILA HAUER 3x0 CAXIAS XXXXXXXXXXXXXXXXXX

GOLS: Guilherme, aos 45 do 1º tempo; Maranhão aos 26, Guilherme aos 29 e Fernandinho aos 32 do 2º tempo.
CA: Jefinho (Nacional); Jackson (Grêmio Ipiranga).
CV: Carlinhos, Boca e Lucas (Grêmio Ipiranga).
ÁRBITRO:  Guilherme Natan Paiano dos Santos.
ASSISTENTES: Heitor Alex Eurich e Marco Antônio dos Santos Pepe.
DELEGADO: Osmar dos Santos Machado.