Aramis, o mosqueteiro do Trieste


O personagem Aramis, de Alexandre Dumas, é o mosqueteiro conhecido por sua astúcia. Assim como o homônimo famoso, o jovem Aramis, volante do Trieste, se destaca nos gramados do amador de Curitiba mostrando sua inteligência, visão de jogo e até mesmo um instinto goleador

#Entrevista
Por Yuri Casari

Artilharias normalmente são disputadas por atacantes. Vez ou outra surge um meia ofensivo capaz de destronar os dianteiros. Mas um volante aparecer na ponta da lista de goleadores é bem difícil. É justamente por isso que Aramis, do Trieste, de mesmo nome de um dos lendários Três Mosqueteiros, tem sido um dos principais destaques do certame juvenil da Suburbana. Com 7 gols em cinco partidas, Aramis está empatado com Vinicius, do Santa Quitéria, e um gol atrás de Daniel, do Uberlândia. Mas para Aramis, o desempenho individual só acontece porque há uma equipe em sintonia. "Eu só tenho a agradecer a Deus por ele estar me abençoando com os gols e com as excelentes partidas e agradecer também ao professor Danilo (Candelore) que tem me ajudado muito! E não sou só eu, mas também a equipe que vem trabalhando forte e vem conquistando excelentes vitórias e me ajudado a marcar esses gols", explica o jogador, que também aparece na articulação das jogadas ofensivas.

Campeão em 2015 e atual vice-campeão, o Trieste, líder da competição com 100% de aproveitamento, é mais uma vez um dos principais favoritos ao título da categoria juvenil. Aramis, que enfrentou a força triestina no ano passado pelo Renovicente, terceiro colocado, afirmou que esse favoritismo é consequência do trabalho realizado. "Temos feito por merecer esse favoritismo, mas não podemos deixar isso subir pra nossa cabeça. Não podemos entrar em campo achando que está tudo ganho porque não sabemos o que vem pela frente. Uma hora ou outra iremos perder, e é com os erros que nós aprendemos. Mas no momento, estamos conseguindo lidar bem com a situação".


Aramis começou cedo no futebol, aos 6 anos, quando ainda morava em Florianópolis. Posteriormente, a família do garoto se mudou para Colombo, onde o atleta foi descoberto pelo professor Rodrigues, do Trieste. Depois de três anos no clube de Santa Felicidade, Aramis passou 1 ano e 5 meses no Atlético Paranaense, outros 3 anos no Renovicente e 11 meses no Coritiba. De volta ao Trieste e com experiência na Suburbana, Aramis almeja um dia chegar no profissionalismo. "Meu sonho é continuar jogando e apenas crescer no futebol. Sei que vão ter altos e baixos, mas isso não vai me deixar de sonhar e alcançar aquilo que sempre sonhei  para mim". 

Com esse desejo em mente, o volante, nascido em 2000, valoriza a participação no futebol amador da capital paranaense. "Eu mesmo tinha um pouco de preconceito, mas nós só damos valor quando estamos vivendo aquilo. O futebol amador é uma ótima vitrine pois sabemos que vários clubes vem buscar jogadores aqui para completar seus elencos. Exemplo disso é o Matheus Bueno, que ano passado jogava a Suburbana e hoje é o camisa 10 do sub-20 do Coritiba", ressalta.