Fantasma vence o Atlético-AC e se garante na final da série D


Na noite desta última segunda-feira (28), o time do Operário Ferroviário recebeu o Atlético Acreano na Vila Oficinas, em confronto válido pelo jogo de volta da semifinal do Campeonato Brasileiro da série D. Com o apoio da torcida, o escrete alvinegro demonstrou confiança no gramado e venceu a partida pelo placar de 2 a 0 e está classificado para a final. O Operário enfrenta o Globo do Rio Grande do Norte, para decidir quem consagra 2017 com o título de campeão da série D.


#SÉRIE D
Por @raylanemartins_

PRÉ JOGO: Garantido o acesso à série C na semana anterior, tanto o time do galo quanto o escrete operariano tiveram a pressão aliviada e colocaram em prática outro ritmo de jogo. Entretanto, depois da partida de ida da semifinal, que acabou em 0 a 0, o que se esperou no jogo de volta foi um embate  difícil. O placar do primeiro jogo era favorável ao Atlético Acreano, mas a torcida alvinegra tinha motivos em dobro para preencher o estádio na segunda-feira fria e incentivar o fantasma, que precisava da vitória ou, no máximo, repetir o empate sem gols para chegar às penalidades máximas.

Mesmo assim, o galo carijó não se intimidou, até porque o time de Ponta Grossa estava com dois jogadores importantes suspensos, o atacante Lucas Batatinha e o zagueiro Alisson, além de Washington e Athos, que de última hora não tiveram condições de entrar em campo. Assim, a equipe do Operário Ferroviário precisou confiar nas apostas do técnico e no preparo dos atletas.

PRIMEIRO TEMPO: Com bola em campo, os dois times conseguiam articular bem os lances já nos primeiros minutos. Mas aos poucos, o Operário foi chegando à área adversária. Logo no início Quirino tentou, mas foi assinalado impedimento. Minutos depois, o inicio do embate teve um período com quatro faltas marcadas e esse número cresce gradativamente, fazendo com que a bola role pouco nos primeiros momentos.

O Atlético Acreano faz a primeira finalização com o camisa 11, Polaco, mas o goleiro Simão defendeu. Minutos depois, uma falta perigosa marcada em Rafael Barros, próxima ao gol alvinegro, que chegou assustando. Mas a cobrança passou longe e foi pela a linha de fundo. Em poucos instantes, a cena se reverte. Com a falta cometida em cima de Schumacher, Robinho fez a cobrança, Quirino entrou de cabeça e por muito pouco não foi marcado o primeiro gol. Segundos depois, a vitória começou a ser construída. Com 8’ de jogo, depois de um cruzamento surpreendente de Baia, Schumacher cabeceou e Robinho terminou a execução do gol. A bola foi de trave a trave e paralisou o torcedor do Operário, que demorou em confirmar o feito e foi à loucura com o lance.

A partir deste momento, o jogo mudou e os primeiros cartões da partida sairam para Jeferson, do galo, e para Índio, do Operário, que fica fora do próximo jogo. Seis minutos após a inauguração do placar, Schumacher sai sozinho do meio campo e faz o segundo gol relâmpago da partida. Com isso, o Operário se ergueu ainda mais e apareceu firme na partida. A equipe visitante, conhecida pelo melhor ataque, não apresentou um bom rendimento nesse sentido. O goleiro Simão acompanhou cada movimento da bola e impediu os contra ataques do adversário.

Depois da atuação de Schumacher, o jogador não conseguiu permanecer em campo e saiu para atendimento médico. Ou seja, aconteceu a primeira substituição na equipe, entrando Dione com 30’ de bola rolando. Logo depois de sua entrada, o jogador ajudou o Fantasma a balançar a rede, mas o bandeira já havia dado impedimento e o gol foi desconsiderado. Os times investiram em passes e brigaram pela bola no meio campo. De fato, a saída de Schumacher alterou a postura do ataque alvinegro, mas o Atlético também não conseguiu ser ofensivo, terminando o primeiro tempo sem gols. A última finalização da etapa foi feita por Baia, mas o goleiro Muller defendeu e o placar se manteve.


SEGUNDO TEMPO: Na volta, o fantasma permaneceu com o mesmo elenco e já chegou ameaçando. Enquanto isso, os visitantes fizeram duas alterações. Sairam Luiz Henrique e Renato para a entrada de Tragodara e Altemir. Aos 7’ de jogo, depois de cobrança de falta, o Operário saiu no contra ataque e Quirino, sozinho, avançou mas não conseguiu finalizar. Nessa etapa, a bola tinha mais liberdade e passou pelos dois lados do campo. Próximo aos 10’, saiu o segundo cartão para os dois lados do confronto. Leandro, do Atlético Acreano e em seguida, Quirino, do OFEC.

A primeira grande tentativa de um terceiro gol no segundo tempo foi através da cobrança de falta batida por Robinho, mas o jogador ajeitou e bateu para fora. Enquanto isso, o Atlético Acreano contra atacava a todo momento, com muito mais posse de bola. Em meados do segundo tempo, o perigo surge também com Quirino, que bateu cruzado para o meio da área mas Robinho chegou atrasado e não alcançou para marcar o gol, frustrando a torcida. Mesmo assim, não demorou muito para uma sucessão de oportunidades perdidas do escrete operariano. Dessa forma, o sistema defensivo da casa sustentou os resultados. Quando os jogadores do galo começavam a desenvolver jogadas, eram interrompidos e não conseguiam ampliar o placar.

Na reta final, Robinho saiu no contra ataque mas a marcação do Atlético Acreano pressionou cada vez mais. Geovani chegou a bater no gol alvinegro mas chutou mal, afastando o time do objetivo. Momento que o técnico Gersinho fez duas substituições importantes no desenrolar do tempo, Jean Carlo e o camisa 10, Robinho, saíram aplaudidos pela torcida. Com vantagem, o Operário se preocupou em manter o resultado positivo e o duelo correu sem grandes emoções até o apito final. Nos últimos minutos, Quirino e Serginho Paulista se empenharam em um grande lance, mas é marcado mais um impedimento. Por fim, um erro de passe dificulta a tentativa final do time visitante, aos 46’. O Atlético Acreano perde a partida de volta da semifinal e encerra sua participação na série D do Campeonato Brasileiro.



OS ESCRETES XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

OPERÁRIO: Simão; Danilo Báia, Tiago Alencar, Sosa e Peixoto; Chicão, Quirino, Índio, Schumacher (Dione), Robinho (Sérginho Paulista), Jean Carlo (Daisson). Tec. Gerson Gusmão.

ATLÉTICO-AC: Muller; Weverton, Juan, Diego, Jeferson, Leandro, Eduardo (Geovani), Renato (Tragodara), Rafael Barros, Luiz Henrique (Altemir), Polaco. Tec.  Álvaro Miguéis.

FICHA TÉCNICA OPERÁRIO 2 X 0 ATLÉTICO-AC XXXXXXXXXXX

CA: Jeferson e Leandro. (Atlético-AC) | Índio e Quirino. (Operário)
GOLS: Robinho e Schumacher (Operário-PR)
Público/Renda: Pagante: 6.386 e Total 7.030/ Renda: R$: 140.140 reais

CONFIRA O A REPORTAGEM DO CONFRONTO XXXXXXXXXXX



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