De virada, Atlético goleia o Bahia e entra no G6

Gabriela Jahn/Do Rico ao Pobre

Na noite deste domingo (13) o Furacão encarou o Bahia, pela 20ª rodada do Brasileirão. O Rubro Negro vinha embalado por três vitórias seguidas no campeonato e pela excelente partida diante do Santos na quinta. Em campo, o escrete baiano saiu na frente, mas, empurrado pela sua torcida e com uma excelente segunda etapa, o Furacão virou o marcador para 4 a 1, com gols de Nikão, Thiago Heleno, Éder, contra, e Sidcley. Com a goleada, o Furacão inicia o returno na zona de classificação à Libertadores, dando um ótimo presente aos pais atleticanos.

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PRÉ-JOGO: O Atlético chegava vivendo o seu melhor momento dentro do Brasileirão. Distanciado da zona de rebaixamento, o Furacão vinha embalado com três vitórias seguidas na competição, sendo duas fora de Curitiba, e também em um momento de harmonia com a torcida, pois, mesmo com a eliminação, o Rubro Negro apresentou o melhor futebol da temporada diante do Santos. Uma vitória na noite chuvosa do domingo colocaria a equipe da Baixada no G6 da competição, sendo beneficiado pelos tropeços de Sport e Flamengo. Já o Bahia chegava ao Joaquim Américo com e meta de fugir da parte baixa da tabela e tinha novidade no banco: a estreia de Preto Casagrande como treinador do Esquadrão de Aço. 

PRIMEIRO TEMPO - Assim como nos confrontos anteriores, o Atlético saiu para tentar o domínio da partida no campo ofensivo. Mas o torcedor sofreu um pouco, pois o Bahia teve duas faltas seguidas próximas da área de Weverton. Para a sorte rubro negra, Régis acertou ambas na barreira. Passado o susto, o Furacão conseguiu controlar a bola, contando muito com a velocidade e o revezamento nas pontas entre Nikão e Lucas Fernandes. Mesmo com a pressão do escrete mandante, quem assustou primeiro foi o Tricolor baiano, aos 14 minutos, quando Mendoza aproveitou sobra de escanteio e chutou meio desequilibrado, a bola caiu de repente e Weverton teve que dar um tapinha para fora. 


O Atlético ficava mais com a bola, porém não acertava o último passe. Antes mesmo de criar sua primeira chance de gol, o Furacão teve uma baixa. Aos 17 minutos o lateral Jonathan sentiu e teve que sair do jogo, dando lugar a Cascardo. O Bahia chegava em algumas bolas pela direita, com Eduardo, e assim abriu o marcador. O lateral foi a linha de fundo, parou, olhou e cruzou. A bola atravessou a área e encontrou Mendoza, que chutou firme, sem chances para Weverton, aos 19 minutos. O Rubro Negro não sentiu o gol sofrido e continuou melhor, ficando mais no ataque. E menos de cinco minutos após o gol tricolor foi recompensado. Fabrício cruzou para Lucas Fernandes, o meia subiu bem, mas foi travado pelo braço de Matheus Reis. Pênalti, que Nikão cobrou com categoria, deslocando Jean, empatando o jogo na marca de 24 minutos. 

Após o empate, o escrete atleticano seguia mais com a bola e no campo de ataque, contando muito com o futebol da trinca do meio de campo, com os dois pontas e Guilherme. Porém o último toque, seja com Ribamar ou um meia, não era bem executado. O Atlético só voltou a assustar em uma cobrança de escanteio, aos 35 minutos, quando Nikão cobrou escanteio na cabeça de Fabrício, que apareceu de surpresa no primeiro pau e testou para fora. Os visitantes tentavam chegar pelas pontas, normalmente a direita, aproveitando a fragilidade de Cascardo. E aos 36 minutos Zé Rafael passou fácil pela marcação e cruzou rasteiro, a bola passou pela área e encontrou Mendoza, que chutou de forma venenosa para fora. Na parte final da primeira etapa o Bahia conseguiu segura mais o ataque atleticano, ficando mais com a bola, mas não conseguindo criar chances que levassem muito perigo ao gol de Weverton. Sem muita qualidade ofensiva dos dois lados, o jogo para  o intervalo com o empate de um gol para cada lado no placar.
Gabriela Jahn/Do Rico ao Pobre

SEGUNDO TEMPO - Assim como na maior parte da primeira etapa, o Atlético começou a etapa final com a bola nos pés, tentando chegar no ataque, mas sendo bem marcado pela defesa baiana. O jeito foi apostar na bola parada. Aos três minutos Fabrício bateu falta no canto e obrigou Jean a fazer grande defesa. No rebote, Lucas Fernandes finalizou nas mãos do arqueiro. No minuto seguinte foi a vez dos visitantes assustarem com a bola parada, quando Zé Rafael cobrou na cabeça de Tiago, que testou bem e mandou a bola no travessão de Weverton. As bolas alçadas após faltas eram o atalho para ambos os escretes, e o Furacão aproveitou melhor. Como já está virando costume, Guilherme bateu falta na cabeça de Thiago Heleno, que balançou as redes, aos seis minutos, virando o marcador. 

Semelhante ao embate contra o Avaí, o Furacão melhorou após estar na frente do placar. E a bola parada voltou a funcionar aos dez minutos, quando Guilherme bateu escanteio para Thiago Heleno, o General escorou a bola para Wanderson, que pegou de primeira e obrigou Jean a fazer uma defesaça. E quando o goleiro baiano estava virando destaque, o zagueiro adversário decidiu ajudar. Nikão fez boa jogada pela esquerda, cruzou buscando Ribamar, mas antes da bola chegar no atacante ou no goleiro, o zagueiro Éder escorou e acabou marcando contra, aos 13 minutos.
Gabriela Jahn/Do Rico ao Pobre

O começo de etapa final do Atlético inflamou a torcida e o time. Se antes havia muitas dificuldades para chegar no ataque, agora não havia mais. E as chegadas perigosas foram crescendo. Aos 17 minutos Fabrício fez boa jogada pela esquerda e cruzou na área, a bola quase encontrou Cascardo na pequena área, que por pouco não empurrou para dentro. Aos 20 minutos Nikão tentou surpreender Jean em uma falta rasteira, que acabou indo pela rede do lado de fora. O estreante da noite, Preto Casagrande, tentava fazer seu time melhorar e chegar mais no ataque. Para isto tirou Zé Rafael e Regis e colocou Ferrareis e João Paulo. Já Fabiano Soares colocou Sidcley no lugar de Lucas Fernandes, para administrar mais o jogo. Com a administração, o Rubro Negro seguiu criando. Aos 29 minutos, Guilherme cruzou para Wanderson, que testou para boa defesa de Jean. 

Com os minutos finais chegando e o placar estabelecido, o Atlético só teve o papel de ficar com a bola e esperar o fim do jogo. O Bahia pouco criava, e só assustou aos 39 minutos, quando Juninho, que entrou no lugar de Edson, bateu um escanteio fechado e quase fez olímpico. No minuto seguinte, o volante vacilou e deu um passe de graça para Nikão, que entrou na área e tocou para Guilherme, que finalizou para grande defesa de Jean, e na sobra Sidcley não perdoou e marcou o quarto. Goleada e festa da galera rubro negra na Baixada, com direito a gritos de "olé"

Com a placar, o Atlético devolveu a goleada sofrida por 6 a 2 em Salvador, chegou a sua quarta vitória seguida e entrou no G6 da competição. Agora o Furacão vai para Porto Alegre, encarar o Grêmio e depois ao Rio, encarar o Flamengo.

Gabriela Jahn/Do Rico ao Pobre

OS ESCRETES  XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

ATLÉTICO: 12 Weverton; 2 Jonathan (47 Cascardo), 25 Wanderson, 44 Thiago Heleno (27 Zé Ivaldo) e 87 Fabrício; 21 Pavez, 20 Rossetto, 23 Lucas Fernandes (8 Sidcley), 17 Guilherme e 11 Nikão; 9 Lucas Ribamar. Técnico: Fabiano Soares.

BAHIA: 1 Jean; 22 Eduardo, 3 Tiago, 30 Eder e 6 Matheus Reis; 19 Edson (5 Juninho), 23 Renê Junior, 20 Regis (40 João Paulo) e 18 Zé Rafael (12 Ferrareis); 17 Mendoza e 39 Rodrigão. Técnico: Preto Casagrande.

FICHA TÉCNICA - ATLÉTICO 4 X 1 BAHIA XXXXXXXXXXXXXXX

GOLS: Guilherme aos 24' do 1°T, Thiago Heleno, aos 6' do 2º T, Éder (GC), aos 13' do 2ºT e Sidcley, aos 40' do 2ºT para o Atlético; Mendoza, aos 19' do 1ºT, para o Bahia.

AMARELOS: Rossetto e Thiago Heleno (Atlético); Matheus Reis, Eduardo, Zé Rafael e Éder (Bahia).