Em jogaço, Deportivo Capiatá arranca empate do Atlético PR


Em partida decisiva pela terceira fase da Copa Libertadores da América de 2017, o Atlético Paranaense recebeu o Deportivo Capiatá na Arena da Baixada. O time paraguaio joga a Libertadores pela primeira vez na história e chegou embalado para o confronto. O rubro-negro contou com a volta de Thiago Heleno para fortalecer o sistema defensivo, mas próximo do fim da partida o time paraguaio conquistou empatou e o placar terminou em 3 a 3.

#LIBERTADORES
Por Arthur Henique

No primeiro lance perigoso, Gedoz cobrou falta da esquerda e quase enganou o goleiro no canto, que mandou para escanteio. O começo agitado, porém não resumiu os minutos seguintes de partida. As duas equipes fecharam a casinha, deixando o jogo truncado e morno. Em um lance sem bola, o zagueiro Ramon Ortigoza fez uma falta boba em Grafite, na entrada da área. Na cobrança, aos 19', Gedoz colocou no canto do goleiro e ainda teve um leve desvio no zagueiro paraguaio, sem chance para o arqueiro paraguaio. Placar aberto 1 a 0 furacão.

Aos 30', Jonathan cruzou na pequena área e a bola passou quicando sem encontrar Grafite, na sobra Pablo se esticou todo e deu um toque sutil, obrigando o goleiro a fazer mais uma difícil defesa e inflamando o caldeirão. Por outro lado, a primeira grande chance do Capiatá aconteceu aos 38', com falha da zaga atleticana que deixou a bola para o 10, Julio Ibazarral, bater com estilo e tirar tinta do travessão do goleiro Weverton.

Aos 43', uma bobeira gigantesca da defesa do Atlético, a bola criada para o livríssimo Mendieta, que escorou de cabeça; a defesa parou e Noguera na pequena área deu de cabeça e marcou o gol de empate.


SEGUNDO TEMPO - O Atlético começou pressionando e com poucos minutos teve uma boa chance de tomar a frente do placar novamente. Na primeira chance, Nikão cruzou, a bola passou por Grafite e parou nos pés de Pablo, que foi travado pelo zagueiro. Na segunda, Nikão recebeu na grande área e soltou a bomba para a defesa do goleiro.

A postura do rubro-negro durou pouco. Sidicley cometeu falta dura e tomou amarelo. Não deu outra, o Capiatá chegou mais forte e em cobrança de falta, praticamente uma repetição do primeiro gol. Bola cruzada na lateral direita, Sidcley subiu pouco e permitiu a casquinha do jogador do time paraguaio para o meio da pequena área para mais uma cabeçada de González para o fundo das redes.

O Rubro negro precisou correr atrás do prejuízo e em jogada estranha na grande área, a bola foi desviada com o braço na área. Pênalti para o Furacão, que na cobrança Gedoz chamou a responsabilidade e estufou o canto alto do goleiro Medina. O Atlético respirava no confronto, mas o pior estava para acontecer.

Na sequencia do jogo, bola enfiada para Grafite, que fintou uma, duas, três vezes, na quarta o zagueiro Paredes mostrou a caixa de ferramentas e derrubou o atacante, tomando o vermelho e indo para o chuveiro mais cedo. Com o bom momento do Atlético no jogo, o Capiatá fez duas mudanças. Mendieta saiu para a entrada de Rubén Monges e saiu Gamarra para a entrada de Dionízio Pérez. No Atlético saiu Lucho Gonzalez para a entrada de João Pedro e Gedoz para a entrada de Rossetto.


O rubro-negro pressionou e foi melhor com um a mais, mas o problema foi o famoso “último passe”. Mesmo com mais finalizações, nenhuma levou grande perigo ao gol adversário. A catimba dos paraguaios surtia efeito, o goleiro Medina demorou uma eternidade para os atleticanos na hora da reposição (Tiro de meta) e o árbitro da partida, nada fez.

Quando o empate se encaminhou, um bate rebate na área do Capiatá, que resultou com a bola nos pés de Pablo, que recebeu e fuzilou as redes, fazendo a Arena da Baixada tremer. Porém, a Libertadores reserva emoções fortes e nem sempre elas são positivas. O Capiatá subiu ao ataque e Nestor Gonzalez calou a torcida do furacão aos 43’ da etapa complementar. Final 3x3 no placar.

ANÁLISE xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

O jogo foi duro, o Atlético esteve melhor no segundo tempo inteiro, mas quando demonstrou superior o Capiatá marcou um gol e esfriou os ânimos da torcida atleticana. Mesmo com um a mais o rubro-negro não soube como defender a bola aérea e pecou nos momentos decisivos. Para o próximo jogo o Atlético tem que ganhar se quiser se manter vivo na Libertadores.

OS ESCRETES xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

ATLÉTICO-PR: 12 Weverton; 2 Jonathan; 4 Thiago Heleno; 13 Paulo André; 6 Sidcley; 7 Otávio; 3 Lucho González; 10 Felipe Gedoz; 11 Nickão; 8 Pablo; 23 Grafite. Técnico: Paulo Autuori.

DEPORTIVO CAPITÁ: 1 Bernardo Medina; 11 Carlos Bonet; 4 Jorge Paredes; 2 Ramón Ortigoza; 5 Néstor González; 3 Gustavo Nogueira; 8 Eduardo Ledesma; 15 Alexis Gonzlez; 20 Mendieta; 10 Julio Ibarrazal; 9 Roberto Gamarra. Técnico: Diego Gavilán.

GOLS: Gedoz aos 19’ do 1º tempo e 13’ do 2º tempo e Pablo aos 40’ do 2º tempo (Atlético-PR) e Noguera aos 44' do 1º tempo, Gonzáles aos 7' e 43' do 2ºtempo (Capiatá).

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