Guilherme Morais, uma pedra sendo lapidada na Suburbana


Autor de 7 gols na série A do Juvenil, Guilherme Morais foi o principal destaque da boa campanha do Renovicente no ano passado. Jogando pelas pontas, Morais mostrou versatilidade e faro artilheiro. Dando continuidade na série “Uma pedra sendo lapidada nos campos da Suburbana”, o Do Rico ao Pobre entrevistou Morais, que deseja seguir o caminho do sucesso em 2017.

#ENTREVISTA
Por Yuri Casari

Em mais uma temporada da Suburbana, o Renovicente apresentou ótimos resultados no Juvenil. Com o quarto melhor aproveitamento (55%), atrás apenas do campeão Novo Mundo, do Trieste e do Nova Orleans, o Tricolor do Santa Cândia chegou às semifinais da competição. E além da força coletiva da equipe muito bem treinada pelo técnico Mauryelton Costa, o time do Renovi apresentou bons valores individuais. Um deles foi o atacante Guilherme Morais, artilheiro do time na competição com 7 gols. “O Renovicente tem profissionais qualificados, que sonham junto com os meninos que passam por lá. Os resultados vem do trabalho duro da equipe, da comissão técnica, atletas e profissionais do clube. Lá os treinos são todos os dias, tem que ter intensidade todo treino, aí vem os grandes resultados, como ficar dois anos seguidos entre os quatro primeiros na Suburbana”, destaca o atleta, nascido em 2000.

Esta foi a segunda temporada em que Morais atuou na Suburbana, e o atacante acredita que a disputa lhe trouxe alguns aprendizados. “Nesses dois anos de Suburbana aprendi que se você não superar a vontade, intensidade e raça dos adversários, acaba sendo difícil vir os resultados. Superando nesses três quesitos, a qualidade aparece e as chances de vir os resultados são sempre maiores”, explica.

O bom resultado no juvenil, entretanto, é o oposto do que ocorreu na equipe principal. Sem os mesmos recursos de anos anteriores, principalmente após o falecimento do presidente Darci Eckermann, no início de 2016, o Renovicente acabou montando uma equipe às pressas e foi rebaixado para a série B. Com isso, a equipe juvenil também é rebaixada automaticamente. Isso acontece para facilitar a logística dos clubes. Para Morais, essa é uma decisão que atrapalha a garotada. “Acho muito injusto isso, o clube mostra o exemplo que pode proporcionar jogos de qualidade tendo um trabalho sério no juvenil. Não querendo menosprezar a série B, mas todos sabemos que os olhares estão voltados pra série A. Isso não prejudica muita coisa na base, o trabalho continua o mesmo, mas como os olhos estão voltados pra série A, os meninos acabam tendo uma visibilidade menor”, analisa o jogador.


Apesar disso, Morais não descarta seguir atuando no tricolor. “Não tenho nada acertado, mas vou continuar treinando e trabalhando duro, pois a ideia do Renovi sempre foi proporcionar um treino de qualidade pra que os meninos cresçam e dali saiam pra um lugar melhor”, completa.

De muita velocidade e movimentação, Morais afirma que seu estilo é de sempre procurar criar chances de gol e boas jogadas para a equipe. “Tento ser um jogador agudo que incomoda a defesa e às vezes acaba saindo uns golzinhos ali dentro da área, até por procurar um bom posicionamento, afinal, acabei fazendo gols na Suburbana de só empurrar a bola pra dentro”, conta o jogador, que assim como muitos garotos de sua idade, segue sonhando com voos mais altos na carreira de atleta. “Meus sonhos dentro do futebol é poder almejar grandes resultados, tanto pessoal como em equipe. Sonho em jogar na Europa ao lados de grandes craques e trabalhar muito pra conseguir grandes feitos”, finaliza Morais, mais uma pedra sendo lapidada no futebol amador de Curitiba. 


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