Dione Ribas, dos campos da Suburbana ao destaque no profissional

Foto: Bianca Machado/Divulgação Operário
Destaque dos campos amadores de Curitiba no primeiro semestre, Dione Ribas foi contratado pelo Operário Ferroviário de Ponta Grossa, e logo na primeira competição como profissional, faturou o título e ainda ficou com a vice-artilharia do torneio. De contrato renovado para 2017, Dione conversou com a Equipe DRAP sobre seus primeiros passos no profissional e sobre o que espera para o ano que vem.

#ENTREVISTA
Por Yuri Casari

Em junho desse ano, Dione Ribas, ainda chamado de Jhoni, vivia a ansiedade de estar próximo do sonho de se tornar profissional no concorrido mundo da bola. "Ansioso a gente fica, mas e só começar a treinar que passa", disse na época. Depois de ser artilheiro e melhor jogador da 3ª Copa de Futebol Amador de Curitiba pelo Novo Mundo, o meio-campista chamou a atenção do tradicional Operário, que montava seu elenco para a disputa da Taça FPF.

O que ninguém esperava é que Dione, que passou a vestir a camisa 8 do Fantasma, fosse se destacar tão rápido. “Superou minhas expectativas. Queria muito mostrar meu potencial, e devo muito ao seu Ivo Petry (treinador do Novo Mundo), pois quando saí da Copinha, saí com muita confiança e isso ajudou muito para que eu chegasse bem no Operário”, afirmou Dione. 

Seu estilo de jogo logo fez com que o jogador caísse nas graças da torcida e também da diretoria, que tratou logo de renovar o vínculo do atleta para 2017, em que o clube irá jogar a segunda divisão do Paranaense e a série D do Campeonato Brasileiro. Aliás, essa vaga foi conquistada graças à conquista da Taça FPF, em que Dione foi vice-artilheiro com 5 gols, e foi o responsável por dar o passe para Vandinho fazer o gol do título.

De acordo com Dione, a principal dificuldade na transição ficou por conta da questão física. “Quando cheguei os atletas já estavam treinando ou vindo de algum clube, mas graças ao trabalho do preparador físico Jackson pude igualar aos demais atletas”, explica o jogador que conta a sensação de ter chegado ao profissionalismo tardiamente. 

“Sempre quis e busquei me tornar profissional. Muitos têm o sonho, mas nem todos conseguem, estava prestes a desistir, mas meu pai e minha mãe nunca me deixaram desistir. Só tenho que agradecer a Deus primeiramente, depois meu pai, minha mãe e seu Ivo Petry que sempre acreditaram”, explica.


“Foi um ano completo no meu ponto de vista. No primeiro semestre fui campeão no amador onde o Novo Mundo queria muito esse título, e depois sendo campeão pelo Operário jogando todas as partidas como titular e ainda fazendo gols. Só tenho que agradecer a Deus e as pessoas que me apoiaram”, analisa Dione, que está invicto em 2016. 

Em todas as partidas oficiais que Dione participou, Novo Mundo e Operário não saíram derrotados de campo. A esperança é que a próxima temporada seja tão boa quanto foi esse ano. “Vai ser um ano difícil porque temos dois objetivos como obrigação. O primeiro é subir para a elite do paranaense e o segundo e mais importante subir para a série C do Brasileiro”, projeta o otimista Dione.


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