A Divisão Especial da Suburbana 2016 em 7 fatos


Depois de algumas semanas do título do escrete do Iguaçu, diante o Santa Quitéria no Estádio Maurício Fruet, o certame de futebol amador da capital paranaense já deixa saudades para os amantes do futebol amador de Curitiba, mesmo que ainda esteja ocorrendo a Divisão de Acesso. Por causa disso, a equipe do site Do Rico ao Pobre separou alguns fatos da 76ª edição da Divisão Especial da Suburbana que vale a pena relembrar e guardar na memória o que de mais relevante aconteceu.

#ESPECIAL DA SUBURBANA 2016
Por Rafael Buiar

Em uma análise geral, a 76ª edição da elite da Suburbana não foi muito diferente em relação a 2015, em que o favorito não levou. Pelo contrário, o time que esteve em uma crescente na reta final levou o caneco. Caso de Nova Orleans (2014), Santa Quitéria (2015) e de Iguaçu (2016). Que por sinal, estes clubes repetiram a final do ano passado, mas que inverteram os papéis um ano depois. Por outro lado, a competição deste ano também teve outros fatores marcantes. Confira os melhores fatos da Suburbana 2016:


1 – A Revelação do Campeonato: A competição deste ano teve vários atletas que estavam em seu primeiro ano na Suburbana. Inclusive, alguns subiram da categoria juvenil. Mas por opinião do treinador, questão tática ou lesão, não tiveram uma sequência entre os titulares. Devido a isso, o camisa sete da equipe alvinegra, Pablo, ganhou destaque em relação aos novatos do certame de 2016. Pablo não chegou a jogar todos os jogos, pois ficou lesionado em algum período e ficou afastado da equipe. Mesmo assim, Pablo marcou oito gols e consequentemente foi o artilheiro da equipe. Por outro lado, não foi só marcando gols que o atacante ganhou destaque. Pelo contrário, Pablo também deu assistência para seus companheiros. Destaque para o gol do título, no Estádio Egydio Ricardo Pietrobelli, em que deixou Marcelo Tamandaré na cara do gol para o arremate.


2 – O golaço: O êxtase do futebol é fazer gols, isso todo mundo sabe. Não importa se ele é feio, de bico e de tantos outros adjetivos pejorativos. Agora, se o gol for um golaço. Como é que fica? Bom, definições a partes, o Do Rico ao Pobre apreciou inúmeros gols na Divisão Especial de 2016 e escolheu o gol mais bonito da competição. A escolha para o gol mais bonito do certame tem envolveu vários fatores que o fizeram a ser o destaque. O embate foi válido pelo jogo de ida da semifinal entre Nova Orleans e Iguaçu. Bitoca recebeu no meio de campo e carimbou a meta do goleiro Rodrigo, que nada pode fazer para evitar. O gol ajudou a equipe alviverde a vencer o primeiro confronto da semifinal em 3 a 2, no Estádio José Drulla Sobrinho. Confira o gol de Bitoca diante o Iguaçu: https://youtu.be/Z8NSJMJ1rpA


3 – O artilheiro: Igual o ano passado, o artilheiro do certame não foi do time campeão. Diferente de anos anteriores, os artilheiros tiveram uma média alta em relação ao último ano. Em 2015, Marcelo Tamandaré fez 14 gols e ficou com o vice-campeonato. Já em 2016, dois camisas 9 dividiram a artilharia da competição. Porém, Robson do Santa Quitéria e Diego do Capão Raso anotaram apenas 9 gols. Números que esclarecem que os sistemas defensivos das equipes foram mais eficientes que os homens de frente das equipes que disputaram o certame na elite do futebol amador de Curitiba.


4 – A muralha:  A Suburbana de 2016 teve vários destaques em relação aos arqueiros. Por isso, a briga foi boa entre os arqueiros finalistas, mas com as partidas de mata-matas finalizadas a escolha não poderia ser diferente, pois Rodrigo foi determinante para a conquista do título do Iguaçu na Suburbana de 2016. Quando exigido nos embates das finais, o arqueiro não se titubeou e deu segurança a meta do time alvinegro. Mas o seu auge aconteceu no segundo jogo da semifinal, diante o Nova Orleans. No primeiro confronto, o time alviverde venceu em 3 a 2, mas o segundo embate terminou com vitória do Iguaçu. Resultado que levou a decisão para às penalidades. Foi então que o camisa 1 do time de Santa Felicidade brilhou, pois, o Rodrigo defendeu a cobrança de Molão e ajudou a equipe a garantir a vaga para a final com o Santa Quitéria


5 – A decepção: Normalmente a decepção de um campeonato gera em torno dos escretes rebaixados, mas em 2016 foi diferente. Ou seja, Renovicente e Nacional foram as duas piores equipes da elite do amador, mas o que prevaleceu negativamente foi a péssima campanha do Trieste de 2016, que dos onze jogos disputados fechou com 39% de aproveitamento. Em números, o escrete do time de Santa Felicidade conseguiu três vitórias, quatro empates e quatro derrotas. Um dos principais motivos pelo fraco desempenho neste ano foi o ataque do Time da Colônia, já que apenas 12 gols foram marcados, três a mais que o lanterna da competição, Nacional. Desde 2006, o time da Colônia frequentou as primeiras colocações da tabela. Foram cinco finais - 2006, 2009, 2010, 2011 e 2013, que em duas levantou o caneco, 2006 e 2013. Até então, o seu pior desempenho na década tinha sido o quinto lugar, em duas temporadas - 2012 e 2015.


6 – A Surpresa: Após dois anos longe da elite, o Capão Raso retornou com o objetivo inicial de se manter na primeira divisão da Suburbana. A projeção geral era de que a permanência poderia ser conquistada de maneira tranquila, mas que alcançar voos maiores seria algo a se pensar para as próximas temporadas. O início da Suburbana em 2016 também indicava isso. Nas cinco primeiras partidas, apenas uma vitória diante do Renovicente, com duas derrotas, uma diante do favorito Novo Mundo, e outra para o Uberlândia, adversário direto na briga do meio de tabela. Neste período, entretanto, dois empates contra as fortes equipes do Orleans e do Santa Quitéria mostravam que o time do Capão Raso podia mais. Mas a arrancada aconteceu no feriado de 7 de setembro, pois o Capão Raso venceu o Vila Fanny fora de casa por 3 a 0. Por isso, desde o início da competição, o Capão Raso era visto como um time que lutaria apenas para não ser rebaixado novamente e com muito trabalho, surpreendeu a todos e alcançou as semifinais.


7 – O jogo: O certame deste ano na elite do futebol amador teve mais de 90 jogos disputados entre as 12 equipes nas quatro fases, que contou com muita emoção, polêmica, técnica e de certa forma uma das características do futebol amador de Curitiba, a vontade de vencer. Neste ponto, a equipe do site Do Rico ao Pobre escolheu o embate entre Nova Orleans e Iguaçu, válido pelo primeiro jogo da semifinal, no Estádio José Drulla Sobrinho. Confronto que teve diversas característica durante os 90’. 

A equipe alviverde começou melhor, abrindo o placar com Molão aos 13' da etapa inicial.  Mas o time alvinegro empatou com a revelação do certame minutos depois. Pablo fez aos 15'. Não deu outra, o embate ficou aberto e as duas equipes atacaram intensamente e ambos os goleiros trabalharam no jogo. Mas aos 33' do 1º tempo, Bitoca fez uma pintura no Drullão e desempatou o jogo. Quem disse que o gol iria abalar a vida do Iguaçu se enganou, pois na segunda etapa o matador Tamandaré empatou, após rebote de falta. No entanto, a polemica entrou cena no confronto quando o árbitro assinalou pênalti a favor do Nova Orleans. Depois de muita reclamação, Bitoca cobrou e fechou a conta em 3 a 2 para o escrete alviverde.

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