Uberlândia se reinventa durante a temporada e faz ano acima da média


Um time unido e que defende a comunidade a qual pertence. Essa pode ser a frase que resume o 2016 do Uberlândia Esporte Clube. Recém promovido da Série B, o time tinha o desafio de, mesmo com a diferença financeira em relação a outras agremiações, ser competitivo e evitar o “efeito ioiô”. Mesmo com dificuldades, o Uber espantou esse fantasma e tem motivos para manter o trabalho feito nessa temporada.

#SUBURBANA 2016
Por Dudu Nobre

O primeiro semestre trouxe esperança ao torcedor da Vila Formosa. O Uberlândia disputou a Copinha e chegou a final com 100% de aproveitamento, eliminando adversários qualificados como Vila Sandra e Fanny. No entanto, as duas derrotas sofridas diante de seu maior rival (Novo Mundo) deram um parâmetro do nível técnico que o Uber iria encontrar na Divisão Especial.

A campanha foi boa, mas o time teve problemas para o decorrer do ano, segundo o técnico Joãozinho Ribeiro. “A Copa nos trouxe lesões graves e algumas suspensões vindas da partida final. Diante da política do clube, não poderíamos "contratar" soluções em tempo recorde. Diante das mudanças demoramos muito a engrenar”, analisa o treinador.

De fato, o Uber oscilou no início da Suburbana, com três derrotas e duas vitórias na primeira parte do campeonato – chegou a frequentar a ZR. Mesmo com a aposentadoria de Cenoura e os desfalques, hora de Paulinho, hora de Julianinho, o problema maior não era a criação, mas a defesa – que sofria uma média de dois gols por jogo nesse momento do torneio.

Na sexta rodada o time da Vila Formosa sofreu um chacoalhão com o 7 a 1 que levou do Trieste em casa. “Foi atípico. Tomamos gols no início do jogo, o time se abateu e o Trieste estava no dia mais inspirado do ano. O aspecto positivo é que após aquela derrota fatídica reavaliamos e tomamos uma nova postura”, revela Joãozinho.


A mudança foi clara. Na segunda metade do certame, o time levou três gols em cinco jogos, foi derrotado apenas pelo líder Quitéria e engatou uma sequência de três triunfos para se garantir na zona de classificação. As quartas de final eram realidade e o Iguaçu vinha pela frente.

O Uberlândia sabia que tinha de vencer em casa no primeiro jogo, e fazia isso até o fim do segundo tempo. Mas o gol de Luisinho Netto obrigou o Uber a se impor no Egydio Ricardo Pietrobelli. Matreiro no contra golpe, o escrete do Butiatuvinha goleou por 4 a 1 e freou o ímpeto do auriceleste. “Nos faltou reposição de peças nas suspensões por cartões. Enfrentamos uma equipe que tinha uma situação inversa, com um grande elenco, que ao meu ver fez muita diferença”, opina Ribeiro.

Entre altos e baixos, o clube da Vila Formosa foi competitivo e não voltou a Série B. Agora que o time se afirmou na Divisão Especial, Joãozinho deseja objetivos mais ambiciosos ao Uber. “Em 2017 o pensamento tem que ser de postulante ao título, seja qual for o grupo ou comando, a comunidade merece sempre um bom time”, completa o treinador, que entra em férias e decide seu futuro no começo do ano que vem. É importante manter a filosofia de trabalho para que o Uberlândia continue em curva ascendente.




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