O Trieste de 2016 fez a pior campanha dos últimos 10 anos


A equipe do Trieste está batalhando por mais um título desde a sua última conquista, em 2013. Desde então, o escrete que mais possui título na Divisão Especial da Suburbana vem aos trancos e barrancos para garantir uma vaga para a segunda-fase do certame. Mas nesta temporada, o time de Santa Felicidade não conseguiu ficar entre os oito melhores e caiu ainda na primeira-fase. Com a desclassificação precoce e a nona colocação na tábua de classificação, o time da Colônia fez a pior campanha dos últimos 10 anos.

#SUBURBANA 2016
Por Rafael Buiar

A campanha do Trieste de 2016 teve apenas onze jogos disputados e fechou com 39% de aproveitamento. Em números, o escrete do time de Santa Felicidade conseguiu três vitórias, quatro empates e quatro derrotas. Um dos principais motivos pelo fraco desempenho neste ano foi o ataque do Time da Colônia, já que apenas 12 gols foram marcados, três a mais que o lanterna da competição, Nacional.

Mas o fato curioso é que a equipe do Trieste aplicou o maior placar do campeonato ao golear o Uberlândia no Estádio Manoel Gustavo Schier, na sexta rodada, com o placar de 7 a 1. Ou seja, das onze rodadas iniciais do certame, o tricolor de Santa Felicidade ficou seis rodadas sem marcar gols. Desempenho pior que do último colocado, Nacional. Em comparação com seu maior rival (Iguaçu), que marcou 122 gols nos últimos três anos, o time do Trieste marcou apenas 58 gols.

Desde 2006, o time da Colônia frequentou as primeiras colocações da tabela. Foram cinco finais - 2006, 2009, 2010, 2011 e 2013, que em duas levantou o caneco, 2006 e 2013. Até então, o seu pior desempenho na década tinha sido o quinto lugar, em duas temporadas - 2012 e 2015.


Segundo o presidente do Trieste, Marcos Antonio Anzolin, o mau desempenho nas primeiras rodadas afetou a pontuação no final da primeira-fase. “A nossa intenção era fazer o máximo de pontos possíveis nas quatro primeiras rodadas, considerado os times que nós iriamos enfrentar, que eram um pouco inferiores ao nosso elenco. Só que infelizmente não conseguimos dar esse padrão ao time. Não conseguimos jogar dentro de casa, onde deveria ser a nossa maior arma, até porque treinamos terças e quintas e o pessoal estava adaptado ao nosso piso. Mas mesmo assim, a nossa equipe não conseguiu produzir o bastante para dar este suporte”, analisou.

A primeira rodada, em que o time do Trieste venceu por um tento a zero a equipe do Nacional, no Estádio XV de Agosto, não ajudou muito, já que as duas rodadas seguintes o time empatou sem gols com Vila Fanny e Operário Pilarzinho, respectivamente. Mesmo invicto com três rodadas, o time de Santa Felicidade foi bastante questionado por suas atuações e por ter marcado apenas um gol. Por isso, não demorou muito para a primeira derrota acontecer. O primeiro revés do Trieste foi na quarta rodada e diante o escrete do Imperial, no Estádio Octávio Silvio Nicco.

Anzolin relata que o futebol desejado nas primeiras rodadas poderia ser evitado, caso alguns imprevistos não tivessem ocorridos. “O início do campeonato teve algumas baixas de contusões de atletas que estavam disputando outros campeonatos e chegaram ao Trieste com algum tipo de lesão e por isso demoraram a estrear. Outros atletas tiveram problemas de documentação devido a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) estar inoperante por causa da Olimpíadas e por isso, nós tivemos desfalques nas primeiras rodadas”, disse.


Mesmo com sequência ruim de resultados, o treinador Netinho foi mantido, pois segundo o presidente o trabalho estava sendo bem feito e os números mostravam isso. Porém, o futebol no Brasil ainda é movido a resultados. Por isso, Netinho caiu na oitava rodada depois da derrota do Capão Raso por 3 a 0, no Estádio Francisco Muraro.

Marcos Anzolin esclarece o porquê manteve Netinho por um longo tempo no comando. “Tínhamos uma boa defesa, até então, no início do campeonato era a melhor defesa. Mas o ataque não estava produzindo o suficiente para as vitórias. Ai nós resolvemos mudar o comando técnico. Trouxemos o Cláudio Marques na sequência, mas infelizmente ele chegou muito tarde. Acho que nós pecamos nessa situação, mas por outro lado ficamos com receio de tirar o Netinho porque o trabalho dele nos treinos era muito forte e muito bom. Todos nós estávamos satisfeitos”, argumentou.

Devido a isso, com os três últimos anos ficando sem o protagonismo que costumava dar na elite do futebol amador de Curitiba, a equipe do Trieste já trabalha pensando em 2017 com mudanças, mas também ressalta que alguns pontos positivos de 2016 irão ser mantidos para a próxima temporada. “O ambiente estava muito bom. Então tiramos isso de proveito e iremos avaliar os erros que nós cometemos nesta temporada. Mesmo assim, nós não achamos que todo o trabalho está errado. Não é isso! Por isso, vamos manter muitas peças para o ano que vem e, talvez, a possibilidade de disputar a Copinha no primeiro semestre. Não há nada garantido, pois este projeto ainda está no embrião”, refletiu. 

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