Marlon Cardoso, uma pedra sendo lapidada nos campos da Suburbana


O escrete do Uberlândia, categoria juvenil, não realizou uma boa campanha nesta temporada e conseguiu apenas uma vitória no certame. Mas mesmo assim, o time da Vila Formosa teve alguns atletas que tiveram destaque durante a competição. Dentre eles, o capitão e atacante Marlon Cardoso, que além de jogador é torcedor do Uberlândia. Confira mais uma entrevista da série, “uma pedra sendo lapidada nos campos da Suburbana”.

#ENTREVISTA
Por Rafael Buiar

O camisa 11 e capitão do Uberlândia, Marlon Cardoso, anotou nesta temporada quatro gols e mesmo assim, não conseguiu ajudar a sua equipe a garantir a classificação para a segunda fase da competição. Mas por outro lado, Marlon destaca e enaltece por estar disputando a Divisão Especial da Suburbana 2016 e adquirindo experiência neste certame. Fato que ajuda e faz crescer ainda mais a vontade de ser um jogador profissional. “Esse é meu terceiro ano na suburbana, só joguei em dois clubes, e a experiência que este campeonato me trouxe, eu acredito, nenhum outro campeonato poderia me trazer”, esclarece.

Mas a história com o futebol amador de Curitiba não é tão recente, pois Marlon já frequentava desde cedo os campos do Amador. Primeiro como torcedor, junto com o seu pai, e depois com o passar do tempo, a vontade foi a de estar dentro do campo e conseguiu. “Quando eu era mais novo, o meu pai me levava em todos os jogos do Uberlândia. Pouco tempo depois, eu comecei a treinar com o juvenil com 14 anos. Mas eu não podia jogar partidas oficiais, só amistosos, por causa da idade. Foi então, que eu me destaquei nessas partidas, e em 2014 eu passei em uma avaliação do Trieste. No mesmo ano a nossa equipe chegou na semifinal. Porém, no ano seguinte eu fui dispensado porque chegou um novo treinador. Depois disso cheguei no Uber e estou até hoje”, comenta.

No momento que foi dispensado do time da Colônia, Marlon até cogitou a parar de jogar. Mas com a força do pai, o atual camisa 11 do Uber teve força para continuar e não baixar a cabeça. A sorte quase que vingou, já que neste ano Marlon quase teve a oportunidade de estar jogando em um clube profissional. Mas por problemas não conseguiu treinar. Por isso, Marlon destacou a importância de estar jogando e de estar próximo da família. “Esse ano, um pouco antes de começar a Suburbana, o diretor do Andraus Brasil entrou em contato comigo e me levou para treinar no Sub-19. Mas não consegui ter uma sequência e não deu certo. Por isso, eu dei a prioridade para jogar no Uberlândia e ficar perto da minha família”, relata.

Ainda em momento de indefinição para ver em qual clube iria jogar nesta temporada, Marlon comenta que teve espelho na categoria adulta do Uber e de uma conversa direta com o presidente do Uberlândia, Algacir Machado, para continuar no time da Vila Formosa. “Esse ano eu estava indo para o time do Novo Mundo, rival do Uber. Mas o presidente chegou à minha pessoa e disse: “Você vai pra lá? Vai deixar esse clube que te ama? Você é um espelho para o juvenil, assim como o Rafinha é pro adulto". Esse é o motivo de hoje eu estar no Uber”, comenta.

A inspiração do atacante Marlon é o ex-jogador do Atlético Paranaense, Ferreira, que hoje joga no Santa Marta da Colômbia. Já como pessoa, Marlon tem como ídolo o seu tio, que sempre sonhou em assistir aos jogos do camisa 11 do Uber. Mas isto não chegou acontecer, pois seu tio faleceu dois anos antes dele estrear como jogador no futebol amador de Curitiba.

Em contrapartida, com três anos jogando na Suburbana, Marlon têm alguns jogos na lembrança. “Ano passado, em um jogo contra o Olímpico, a nossa equipe estava com os 11 jogadores e não tínhamos nenhum reserva. Neste jogo eu tive a felicidade de fazer um gol que nos deu a vitória por 1 a 0”, relembrou.

Em 2017, Marlon irá completar 18 anos e por isso não irá disputar mais a categoria juvenil. Por outro lado, Marlon já projeta a oportunidade de atuar pelo adulto na próxima temporada. Por isso, o camisa 11 do Uber fez um balanço razoável desta temporada. “Eu queria ter sido um dos destaques do campeonato nesse ano pelo meu clube, no qual fui artilheiro com 4 gols. Mas desde o principio, a minha meta era a classificação. Não deu. Agora, para 2017 vai ser meu primeiro ano no adulto e por isso eu reforço a minha vontade para continuar no Uber e treinar forte para conseguir um lugar no time titular”, analisa.

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