Guiado pelo eterno presidente, Nova Orleans luta por uma vaga na final


Criou-se uma grande expectativa sobre o Nova Orleans no início da Suburbana desse ano, com a volta de alguns membros da campanha vencedora de 2014 aliada a reforços vindos do Pilarzinho e outras equipes. Entre altos e baixos, o alviverde se superou dentro da competição e chega confiante a fase semifinal.

#SUBURBANA16
Por Dudu Nobre

Já dizia Mahatma Gandi. “Quem venceu o medo da morte venceu todos os outros medos”. Essa frase marca as etapas que o Nova Orleans teve de passar para seguir na Suburbana. Era uma terça feira. O alviverde tinha um empate em três rodadas. Mas naquele 9 de agosto perder pontos era o menor dos problemas. O UNO perdeu seu líder, seu símbolo, uma pontinha da sua identidade. Mário Lipinski, que viveu o clube desde a fusão com o Atlético Nova Orleans em 1973, passava a cuidar de sua paixão no plano celestial.

Sem uma diretriz, Alexandre Oliveira e seus comandados penaram durante cinco partidas. Não é fácil absorver o choque que a morte causa. Até o jogo contra o Fanny, na oitava rodada, o Orleans só havia vencido o Nacional – lanterna do certame – e se dividia entre olhar para o G8 e fugir da ZR.

Mas no Ismael Gabardo o alviverde descobriu o que Chico Xavier já dizia no século passado. “Devemos aceitar a chegada da chamada morte, assim como o dia aceita a chegada da noite – tendo confiança que, em breve, de novo há de raiar o sol”. Mário, mais presente que nunca, era o guia para o time reencontrar a trilha das vitórias.



Nas últimas quatro rodadas, três triunfos, cerca de 83% de aproveitamento, o que rendeu ao UNO o sétimo lugar e a credencial para enfrentar nas quartas o vice líder Novo Mundo, dono do melhor ataque da primeira fase.

A primeira partida foi uma ducha de água fria na torcida alviverde. Após abrir o placar com Eder, o UNO sofreu a virada e perdeu por 3 a 1. O alento vinha por conta do regulamento do campeonato, que não considerava o saldo de gols como critério de desempate. Uma vitória pelo placar mínimo levaria a disputa para os pênaltis. Placar mínimo. A palavra simples não existe em um torneio eliminatório.

O Novo Mundo abriu o placar e foi para o intervalo com uma mão na vaga. Mas o Orleans seguiu os preceitos de alguém que sabia se superar. Já dizia Rocky Balboa, “Não importa o quanto você bate, mas sim o quanto aguenta apanhar e continuar. O quanto pode suportar e seguir em frente. É assim que se ganha”. Confira a cena - www.youtube.com/watch?v=U3SlzChOvWc.

O alviverde virou o jogo com Igor e Victor e contou com boa atuação de Rogério para levar o jogo aos pênaltis. Mesmo desperdiçando a primeira cobrança, o UNO seguiu, não errou e viu o Novo Mundo perder duas cobranças. A classificação era real. Nas semifinais, o time tem pela frente o Iguaçu. Nessa campanha traçada no fio da navalha, nunca se sabe a emoção que pode aparecer na próxima curva. Mas o União Nova Orleans leva consigo a frase de Raul Seixas.

“Sonho que se sonha só é só um sonho que se sonha só. Mas sonho que se sonha junto é realidade”.


Esse texto é dedicado ao eterno presidente do UNO, o senhor Mário Luiz Lipinski.

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