Capão Raso surpreende e é único clube a chegar nas semifinais das duas categorias


Desde o início da competição, o Capão Raso era visto como um time que lutaria apenas para não ser rebaixado novamente. No juvenil, a expectativa também não era das melhores se analisado apenas os resultados do ano anterior. Mas a equipe tricolor trabalhou firme, surpreendeu a todos e alcançou as semifinais em ambas as categorias

#SUBURBANA 2016
Por Yuri Casari

Após dois anos longe da elite, o Capão Raso retornou com o objetivo inicial de se manter na primeira divisão da Suburbana. A projeção geral era de que a permanência poderia ser conquistada de maneira tranquila, mas que alcançar voos maiores seria algo a se pensar para as próximas temporadas. O início da Suburbana em 2016 também indicava isso. Nas cinco primeiras partidas, apenas uma vitória diante do Renovicente, com duas derrotas, uma diante do favorito Novo Mundo, e outra para o Uberlândia, adversário direto na briga do meio de tabela. Neste período, entretanto, dois empates contra as fortes equipes do Orleans e do Santa Quitéria mostravam que o time do Capão Raso podia mais. No dia 3 de setembro, a sexta rodada foi adiada em quase sua totalidade, por conta das fortíssimas chuvas que atingiram Curitiba. E como dizem, depois do temporal vem a bonança. No feriado de 7 de setembro, o Capão Raso venceu o Vila Fanny fora de casa por 3 a 0. Aquela partida pode ser considerada como momento chave na melhora do tricolor.

Na sétima e na oitava rodada, duelo contra os clubes da Colônia Italiana. Contra o favorito Iguaçú, empate em 1 a 1, e contra o Trieste, nova vitória fora de casa por 3 a 0, fazendo com que o Capão Raso se credenciasse de vez como postulante a uma vaga na segunda fase. Na sequência, venceu Nacional e Imperial, chegando a três vitórias consecutivas, e fechou a participação na primeira fase com um empate diante do Pilarzinho. O treinador Júnior Saurin, no entanto, considera que a campanha do Capão foi dentro do esperado. “Não foi surpresa pra mim porque eu conhecia a qualidade do meu grupo de jogadores. Eles estão comigo há alguns anos e já vínhamos fazendo excelentes campanhas na série B. Quando subimos este ano, eu tinha certeza que faríamos um bom campeonato”, analisa o comandante tricolor.

Nas quartas-de-final, o Capão Raso voltou a vencer o Vila Fanny no Ismael Gabardo, por 4 a 1. Mas na segunda partida, um susto. O Fanny se recuperou e venceu por 5 a 2. Nas penalidades, Geneses brilhou e defendeu uma das cobranças, garantindo a classificação para encarar o Santa Quitéria, time de melhor campanha até então. “Espero a melhor atuação deles neste ano😬porque só assim vamos vencer o Quitéria, pois vamos estar enfrentando o atual campeão. E pra isso não podemos errar”, afirma o técnico Júnior. “Nós estamos há três anos com esse grupo aí. Mais do que nunca o Capão Raso está motivado, é um grupo que veio da segunda divisão, bastante desacreditado. Mas tirando essa decadência que o Capão teve recentemente, nós sempre chegamos entre os quatro. Temos uma trajetória boa na história do futebol. E agora voltamos ao normal. O Quitéria é o favorito, mas temos que fazer a lição de casa”, decretou Jorge Moraes, diretor de futebol do clube, e responsável pela montagem do elenco.

Enquanto isso, o juvenil tinha um desempenho um pouco mais discreto, mas não menos eficiente. Na primeira fase, passou para as quartas-de-final na quinta posição, com desempenho bem inferior aos quatro primeiros colocados. Mas a sorte também acompanhou os garotos. Como a definição do mata-mata do juvenil leva em conta a logística, o Capão também encarou o Fanny na semifinal. Após um empate na ida, e uma excelente vitória por 5 a 3 na volta, o Capão conquistou a classificação e enfrentaria o fortíssimo Novo Mundo no sábado, 29. Porém, o tricolor irá a julgamento no TJD pela suposta utilização de um jogador irregular. De momento, a Federação Paranaense de Futebl suspendeu a partida até que a decisão seja definida pela justiça desportiva.






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