Joãozinho Ribeiro analisa o Uberlândia e projeta campanha na Suburbana: "Temos que pensar nas finais"


Depois de um primeiro semestre de 2015 ruim, o Uberlândia surpreendeu e em menos de um ano alcançou o acesso à Divisão Especial da Suburbana e ficou com o vice-campeonato da Copa de Futebol Amador de Curitiba. Para entender o segredo dessa mudança, a Equipe DRAP conversou com o comandante da equipe nessa caminhada, o treinador Joãozinho Ribeiro, que deu detalhes da boa campanha na Copinha e sobre o retorno à elite do futebol amador de Curitiba.
  
#ENTREVISTA
Por Yuri Casari

A caminhada de pouco mais de 1km iniciada no Estádio Manoel Gustavo Schier em direção à Arena Vermelha, estádio do Novo Mundo, foi cercada de festa e esperança na tarde do dia 3 de junho, minutos antes da bola rolar para a final da 3ª Copa de Futebol Amador de Curitiba. Uma situação inimaginável para quem viu o Uberlândia no início do ano passado, quando na mesma competição, acabou a primeira fase na lanterna, com nenhum ponto marcado, tendo feito apenas 5 gols e sofrido 21 gols.

"Nós tomamos uma decisão de fazer uma renovação. Não apenas de nomes, mas principalmente de foco, pensamento e filosofia de alguns atletas que já estavam no elenco há algum tempo e não tinham uma aspiração maior. E nós tínhamos um objetivo muito grande naquele momento que era o acesso. Nossa projeção de acesso era de dois anos." conta Joãozinho Ribeiro, técnico do Uberlândia, um dos responsáveis por liderar essa renovação, que teve efeitos rapidamente. "As coisas funcionaram bem, o time se entrosou rapidamente com as mudanças, não só no campo, mas o envolvimento com a torcida e diretoria, um processo que culminou com o nosso acesso já em 2015. O clima e a sintonia entre torcida, clube, atletas, familiares dos atletas, propiciou que a gente também conseguisse manter a base", completou o treinador.

Após o acesso, o Uberlândia surpreendeu novamente e chegou na decisão da Copinha de 2016 com incríveis 100% de aproveitamento, campanha que para Joãozinho, é explicada justamente pela manutenção realizada de um ano para outro. "O fator principal foi o entrosamento, que iniciou no ano passado e foi dada a continuidade", afirma categórico. 


Apesar da derrota na final, o comandante foi escolhido pela Equipe DRAP como o melhor técnico da competição, conseguindo com que o Uberlândia atuasse de forma leve no ataque, e com consistência na defesa, especialmente pela formação com o capitão Rafinha jogando como volante. "Ainda não tínhamos o Radamés, nosso médio-volante, que estava em recuperação, e acabamos recuando o Rafinha, porque é um jogador que tem uma qualidade acima da média, é um líder, um rapaz que coordena muito bem a equipe, e sem dúvida é um termômetro do time do Uberlândia. Ele dando o exemplo, principalmente na marcação, fez com que tivéssemos uma melhora no setor defensivo. Com ele recuado, a saída de bola saiu muto mais qualificada. Aí deu-se essa possibilidade de jogar com o Cenoura e o Julianinho, que são dois jogadores de criação que não possuem uma função muito defensiva", explicou. 

A construção ofensiva do Uber, com Paulinho e Oberdan, acabou acontecendo pelas situações que foram aparecendo no início do ano. "O Oberdan como homem de referência não era um pensamento nosso inicialmente. Nós tínhamos o Quintino, que é um jogador bem agudo, se movimentava bem, fazedor de gol, e o Paulinho. Com a lesão do Quintino logo no início da Copa, nós tivemos de fazer essa alteração, com o Oberdan jogando mais a frente como um homem de área, de referência, e as coisas acabaram dando certo na medida que o Paulinho também começou a fazer os gols". 



Agora, com a Copinha ficando no passado, Joãozinho já trabalha pensando no início da Suburbana 2016 e na formação do elenco, que como demonstrado, necessita de reposição no ataque. "Estamos conversando com alguns jogadores, mas no momento seria leviano dizer nomes. O mundo do futebol está movimentado no amador atualmente. Nós temos uma filosofia que todo mundo conhece, que não tem custo com jogador, então se torna um pouco mais difícil. Estamos atrás de um atacante de área, um atacante de velocidade e mais um zagueiro. Creio que com essa posições, podemos encarar o campeonato numa boa. Estamos torcendo pela recuperação rápida do Paulinho, o Quintino ainda não há como garantir a volta. No mais, creio que estamos bem servidos nas demais posições", disse Joãozinho, que já projeta uma boa campanha. "Temos que pensar em chegar nas finais da competição. Não tem outro pensamento. Classificam-se oito, então temos experiência  e acredito que possamos fazer uma boa campanha. Vamos torcer para que as coisas se encaixem, para poder ver um bom espetáculo. O Uberlândia merece estar lá na frente também", finalizou mostrando confiança.

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