A Copa de Futebol Amador da Capital 2016 em 7 fatos


Passados mais de uma semana da memorável final entre Novo Mundo e Uberlândia, a terceira edição da Copa de Futebol Amador da Capital já deixa saudades para os amantes do futebol amador de Curitiba, já que teremos um hiato de algumas semanas sem embates oficiais no Futebol Amador, apenas amistosos até a chegada da querida Suburbana 2016. Devido a isso, o Do Rico ao Pobre selecionou alguns fatos da copinha deste ano para você relembrar e guardar na memória os grandes momentos da 3ª edição deste certame que está se consolidando no cenário do amador de Curitiba.

#ESPECIAL DA COPINHA
Por Rafael Buiar

A terceira edição da Copa de Futebol Amador da Capital foi diferente das outras edições, não por ter tido outro campeão, mas talvez pelos momentos ocorridos nessa edição histórica. Além da região sul de Curitiba continuar em festa, com os três títulos conquistados nos três certames já realizados da copinha, os amantes do futebol amador da capital paranaense também saíram ganhando e comemorando com um certame ímpar na edição de 2016. Talvez a terceira edição da Copinha seja o fato marcante, pois enquanto uma competição vem perdendo seus créditos, a outra vem aumentando na sua popularidade com um bom público nos estádios. Devido a isso, analisando da primeira edição a terceira, temos a certeza que a última você irá apreciar melhor, já que o último capítulo sempre é o melhor. Confira os melhores fatos do Copinha 2016:

1 – A Revelação do Campeonato: A ótima campanha do time do Novo Mundo, que conquistou o título inédito da Copinha, teve sucesso com um ótimo plantel e suas peças peculiares, que deram sustância a equipe do treinador Ivo Petry. Sabendo que a diretoria apostou em um elenco jovem e, principalmente, com crias da casa. Não deu outra, com um número a mais que outras equipes, em relação a jogadores jovens, a equipe do Novo Mundo teve vários destaques. Como o lateral Guilherme, o atacante Dudu e outros. Por isso, a principal revelação da copinha não poderia ser de outro time, mas só podemos revelar um dentre eles.

O principal motivo de ter escolhido Fernandinho como a revelação foi devido as apresentações quando o treinador Ivo Petry mais precisou da função. O atacante de 19 anos conseguiu marcar dois gols, um deles na finalíssima da competição, em que fechou a conta e agradeceu as ótimas apresentações. Com isso, o jovem atacante conseguiu uma ótima oportunidade para ingressar no futebol profissional, já que junto com Jhoni Ribas e mais um, irá fazer testes na equipe do Operário Ferroviário de Ponta Grossa, para a disputa da Taça FPF.

2 – O golaço: O êxtase do futebol é fazer gols, isso todo mundo sabe. Não importa se ele é feio, de bico e de tantos outros adjetivos pejorativos. Agora, se o gol for um golaço. Como é que fica? Bom, definições a partes, o Do Rico ao Pobre apreciou inúmeros gols na Copinha 2016 e escolheu o gol mais bonito da competição. A pintura mágica aconteceu no primeiro jogo da semifinal do certame, entre União Ahú e Novo Mundo, em que Bruno Santos, em um cruzamento curto da direita no Estádio Ricardo Halick, Fernandinho partiu para cima do zagueiro do União Ahú e chutou. A zaga afastou parcialmente, mas sem deixar a bola cair, o zagueiro Bruno Santos, que estava esperando um cruzamento no momento do escanteio, fez um lindo gesto, deu uma bicicleta e abriu o placar aos 36' da primeira etapa, ajudando o escrete do Novo Mundo. Assista o gol (vídeo)


3 – O artilheiro: Sim, o artilheiro da competição não foi um camisa 9, olhe que por pouco isto não aconteceu, já que Paulinho Stoqueiro, vice artilheiro, se lesionou nos primeiros minutos do primeiro embate final. Devido a isso, Jhoni Ribas teve tempo para diminuir a vantagem e abrir vantagem, com seus gols de bola parada. O camisa 10 do Novo Mundo aproveitou e tratou logo de fazer dois no primeiro embate da final, fato que foi importantíssimo para o escrete do Novo Mundo selar a conquista inédita da Copinha. Em uma soma geral da competição, Jhoni Ribas fez 9 gols. A artilharia foi fruto de um time bem ofensivo do treinador Ivo Petry. Desta forma, a equipe do Novo Mundo possuiu o melhor ataque do torneio. Ao todo, foram 34 gols durante todo o estadual. Destaque para última partida da primeira fase, diante o Vila Fanny, na Arena Vermelha, em que marcou dois gols de falta. Desde então, o camisa 10 seguiu o rumo de cobrador oficial e assinalou mais gols de bola parada.


4 – A muralha: Sabemos que o todo campeonato tem aquele 'matador' e também ‘A muralha’. Na Copinha 2016, a briga foi boa entre os arqueiros finalistas, mas com as duas partidas finalizadas a escolha não poderia ser diferente, pois Jociel do Novo Mundo também foi determinante para a conquista do título do Novo Mundo, principalmente, no primeiro embate da final, no Estádio Gustavo Schier, em que o time do Novo Mundo venceu o Uberlândia e deu um passo importante para a conquista do Copinha 2016. Na última partida do certame, coube ao goleiro fazer grandes defesas durante a partida, mesmo que tenha sido atacado poucas vezes. Em nove embates realizados, a equipe do Novo Mundo foi a que sofreu menos gols na competição, com sete gols sofridos, quatro a menos que o Giraia do Uberlândia.


5 – As decepções: Depois de ótimas campanhas do Nacional no certame principal do futebol amador de Curitiba, tanto na Série A de 2015 quanto na Série B de 2014, o Nacional teve um baixo rendimento do que era o esperado da equipe do Boqueirão, que até teve um bom início na competição, goleando a equipe do Sergipe. Mas com o decorrer da competição podemos ver que o escrete da equipe do bairro Guaíra não era parâmetro. Por isso, depois da estreia a equipe teve apenas uma vitória e mais duas derrotas. Resultados que determinaram que a equipe do Nacional ficasse na quarta colocação, na frente de Imperial e Sergipe, consequentemente fora da segunda-fase da competição. Por ser uma das equipes da Divisão Especial no grupo B, o escrete do Nacional tem estrutura e um elenco mais qualificado que os clubes que disputam a Divisão de Acesso no ano de 2016.

Mas claro que não podemos deixar de fora a agremiação do Sergipe, que somou cinco derrotas e de goleadas. Dentre ela, a maior da competição até o momento, de 12 a 0 na penúltima rodada da primeira fase. Ao todo, em cinco embates, foram 37 gols sofridos. Uma média de 7,4 gols por partidas. Ainda por cima, a equipe foi o pior ataque da competição. Por pouco, não ficou sem marcar gol, já que no último embate registrou dois gols na equipe do União Ahú. Sabendo que o primeiro gol válido a favor da equipe do Sergipe foi contra diante a derrota de 7 a 1 para o Imperial, no Mossunguê.


6 – O intruso: A Copa de Futebol Amador da Capital é um certame que envolve times da Divisão Especial e da Divisão de Acesso do futebol amador de Curitiba. Para muitos, isso torna a competição um pouco desequilibrada, já que não é no mesmo nível a disputa entre os clubes que disputam as duas divisões. Por outro lado, há uma motivação em ter uma boa preparação para o segundo semestre. Talvez, esse seja o principal motivo para a participação dos 12 escretes em 2016. Pois desta vez, a Copinha teve outros olhares para as equipes que participam da Divisão Especial, já que chegaram forte nas fases finais. Mas dentre os semifinalistas, teve um intruso, o escrete do União Ahú. A classificação para a segunda fase ocorreu somente na última partida da primeira fase, diante o Sergipe, com uma goleada de 8 a 2, e somou a terceira vitória em cinco embates. Mas na reta final, a equipe comandada pro Tachinha, não teve forças para eliminar o poderoso Novo Mundo e sofreu duas derrotas de goleada. Mas o que fica claro, é que a Copinha deu ânimo para o acesso em 2016.


7 – O confronto histórico: Além da Copa de Futebol Amador da Capital estar na 3ª edição, o certame deste ano proporcionou uma final inédita com o “choque” histórico entre Novo Mundo e Uberlândia. As duas equipes da mesma região movimentaram o bairro e fez valer o bom público nas duas partidas. O confronto também reacendeu o clássico Ubermundo para a disputa da Suburbana 2016, já que o escrete do Uberlândia conseguiu o acesso para a disputa da Divisão Especial em 2016. Mesmo que o placar no agregado tenha ficado de 6 a 2 para o Novo Mundo, a partida será lembrada pelos torcedores, jogadores e comissão técnica do Uberlândia, pelo envolvimento entre time e comunidade.


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