Atlético faz melhor partida no ano, vence o Coritiba e dá passo importante para o título


A expectativa para um clássico é sempre maior. Um Atletiba é uma hipérbole por essência. Não importa os momentos das equipes em outras competições ou o histórico recente diante de outras equipes. A hora que a bola rola, o favoritismo cai por terra e as forças se igualam. Tudo passa a ser exagerado. A busca por uma bola na linha de fundo torna-se uma epopeia. Os gritos ecoados por ambas as torcida faz vibrar até mesmo o jornalista metido a imparcial. E o resultado final reverbera por muito mais do que os minutos explosivos de um gol. Esse é o Atletiba, o maior clássico do futebol paranaense, que mais uma vez decide o campeonato estadual.

Por Yuri Casari

O duelo começou muito antes do apito inicial. Postadas frente a frente também estavam as torcidas que gritavam incessantemente. E quando a bola enfim rolou pelo gramado sintético da Arena da Baixada, a bola parecia buscar os donos da casa. Desde o início, o time de Paulo Autuori dominou o adversário, deixando pra trás as dificuldades que o Atlético vinha tendo para propor o jogo em partidas anteriores. Já a equipe de Gilson Kleina era cautelosa, e apenas acompanhava a troca de passes atleticana. Mas ao invés de neutralizar as jogadas, acabou dando terreno e ânimo ao Furacão.
                        
O Atlético finalizou várias vezes ao gol, com Walter, Pablo e Ewandro, invariavelmente depois de jogadas de Sidcley, o destaque individual do primeiro tempo. Enquanto isso o Coritiba não deu um único chute. Naturalmente, quem apareceu como um gigante do time alviverde foi o goleiro Ellison, que travou um duelo em particular com Walter. O camisa 18 que vive um jejum de gols estava com o pé calibrado, mas o goleiro coxa-branca praticou boas defesas.


O segundo tempo começou e os sete minutos que se passaram antes da explosão definitiva pareciam nem ter existido. A impressão é que o jogo havia começado ali no lado direito do campo, na falta marcada pela arbitragem. Nikão e Ewandro se posicionaram na bola. Ewandro saiu correndo em direção a linha de fundo e Nikão tocou rasteiro para o garoto que cruzou na área e Thiago Heleno, solitário em meio a multidão presente na Arena da Baixada, subiu no terceiro andar e deu uma cabeçada indefensável, colocando o Atlético na frente do placar.

Passaram-se mais doze minutos para que o Estádio Joaquim Américo tremesse novamente. Ewandro, mais uma vez ligado no lance, aproveitou falha da defesa coxa-branca e ficou na cara de Ellison que nada pôde fazer, a não ser se lamentar. O grande problema é que ninguém do Coritiba teve sequer tempo de entender o que estava acontecendo. Aos 23 minutos, em falta frontal, Hernani bateu falta com a mesma classe que Valderrama, El Pibe colombiano, tinha com a bola nos pés. Mas o que diabos Valderrama tem a ver com o Atletiba? O maior jogador de cabelos cacheados da história estava presente na Arena, e estou certo de que gostou da cobrança perfeita de Hernani. Estou certo também de que Hernani estava com fome de bola e queria jogar mais. Mas foi convidado a se retirar após tomar o segundo cartão amarelo, já na casa dos 30 minutos.


O irreconhecível Coritiba bem que tentou se levantar do nocaute, mas faltou fazer o que o Alviverde ainda não havia feito até então: jogar futebol. Quando o apito soou pela última vez, a expressão do torcedor atleticano era da mais pura alegria. Desde maio de 2014 o Furacão não vencia o Coxa. O placar final também deu uma vantagem enorme ao Atlético para a segunda partida da final, que será realizada em outro templo do futebol curitibano, o Couto Pereira. Agora, o favoritismo trocou de camisa, assim como aquele dito jogador mercenário que beija o escudo de quem lhe pagar melhor. O favoritismo que antes estava no Alto da Glória, escolheu as cores vermelha e preta, e repousa por uma semana na Arena da Baixada.

EM MELHORES MOMENTOS (VÍDEO) xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

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