Rio Branco quer contrariar o passado e ressurgir no cenário estadual


A sétima rodada do Campeonato Paranaense foi marcada, dentre outras coisas, pela vitória maiúscula do Rio Branco por 5 a 1. A goleada aplicada no atual campeão Operário tem a marca de um elenco brigador que pode recolocar o sorriso que há tempos não desabrocha do torcedor alvirrubro.

#COLUNADRAP
Por Dudu Nobre

Uma década se passou desde a última grande campanha do Leão da Estradinha no estadual. Naquela oportunidade, o time se classificou em segundo no seu grupo, eliminou o Londrina nas quartas, empatando no Estádio do Café e vencendo em Paranaguá por 2 a 1, e só foi eliminado nas semifinais pelo campeão Paraná. Graças a esse desempenho, disputou a Série C do Brasileiro e a Copa do Brasil de 2007 (onde despachou o Avaí em campo mas foi eliminado por conta de jogadores irregulares).

Desde então, o clube praiano viveu uma época de vacas magras. Entre 2007 e 2015, o Leão só passou de fase em duas das nove edições do torneio. Em 2009 e 2012, o time foi eliminado mas não correu riscos de descenso. Nas outras cinco temporadas, o clube foi o chamado "porteiro da zona", ficando sempre em décimo lugar e sobrevivendo na elite por detalhes. Ano passado, ainda teve o desprazer de disputar o torneio da morte.

2016 chegou, mas o sofrimento teimava em permanecer nos arredores do Caranguejão. A tabela colocou no caminho alvirrubro três clubes da capital nas quatro primeiras rodadas. De quebra, a caminhada iniciou contra o Maringá fora de casa. Resultado: quatro derrotas, dois gols contra e a cabeça do técnico Alan Aal.

A contratação de Leando Niehues era uma incógnita, visto que em 2015 não deixou saudades na Luverdense e no Volta Redonda. Para piorar, a sequência maldita impunha Londrina, Coritiba e Operário. Mas sempre se deve ter cuidado com um leão acoado e mordido. Ele está pronto para atacar os adversários. E assim aconteceu.

Em três jogos, sete pontos, dez gols marcados e um salto para a zona de classificação às quartas de final. A confiança está retomada e os próximos adversários estão no mesmo nível do alvirrubro. Niehues tem a chance de repetir o feito de 2008 e 2009, quando colocou o J Malucelli no mapa das competições nacionais.

Esse é o Rio Branco, caiçara por natureza, que navega vislumbrando as glórias do amanhã. 



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