Coritiba despacha Paraná e atenua crise no Alto da Glória


O 98° Paratiba disputado ontem (6) pela oitava rodada do Paranaense 2016 apresentou dois times em momentos bem distintos. O alviverde viveu uma semana pautada por atraso de salários e derrota para o PSTC fora de casa. Já o tricolor havia vencido o Atlético e seguia líder do certame. Mas clássico é clássico...

Por Dudu Nobre

...E vice-versa. O Coritiba começou com tudo. Em 120 segundos obrigou Marcos a operar dois milagres em sequência – primeiro com Alan Santos e depois com Dudu. Ainda nos primeiros dez minutos, duas cabeçadas rondaram a meta paranista. A posse de bola era quase toda do Coxa, que tocava com tranquilidade e atacava perigosamente. O Paraná apostava em chutões para Nádson e Róbson. Resultado: Sem chutes ao gol de Wilson nos 18 minutos iniciais.

Eis que os refletores do Couto resolvem imitar o ataque paranista e apagam.  Dez minutos de paralisação suficientes para esfriar o ímpeto dos donos da casa, mas não para acordar a ofensiva visitante. O jogo foi se arrastando até os 48’, quando o Paraná chegou pela primeira vez: Falta da esquerda e Toni cabeceou para fora.

Quando tudo parecia se encaminhar para o 0 a 0, bola cruzada da direita. Ortega foi tocado e, mesmo dando uma valorizada, arrancou um soar do apito de Rafael Traci. Pênalti que Juan colocou no canto esquerdo para decretar a abertura do placar. O último lance dos 57 minutos de primeiro tempo.


Na volta do intervalo, nenhuma alteração por parte de Claudinei e nada de novo no front. O Paraná seguia investindo em lançamentos à área e não tinha a posse da bola, um antídoto para a pressão adversária. A movimentação da meiuca tricolor foi travada por duas linhas de três. A de trás era formada pelos zagueiros e um dos volantes. O outro compunha a da frente com os laterais.

Quando o escrete alviverde ia ao ataque, a linha de trás era mantida com um volante na frente, liberando a velocidade dos laterais Ceará e Henrique. Com a vantagem no placar e a deficiência do oponente, o contra ataque estava armado. Se pela esquerda o lento Juan estragava a jogada, pela direita Negueba e Ceará iam à velocidade da luz, auxiliados por um Dudu inspirado.

O gol estava maduro. E aos 15’ ele saiu: Ceará cruzou da direita. Nei se atrapalhou com a bola e Dudu foi oportunista. 2 a 0 Coxa. 


Após o segundo gol dos mandantes, os dois treinadores usaram o banco. Gilson colocou Amaral no lugar de Alan, Benítez na posição de Ceará e Thiago Lopes na vaga de Negueba - com câimbras. Já Claudinei tirou Toni e colocou Lucas Pará aos 23’ da etapa complementar. Um pouco tarde para buscar uma nova postura.

Postura essa apresentada pelo alviverde. Com passes velozes, chegava à área tricolor com frequência. Em uma dessas pontadas, aos 34’, falta próxima à meia lua. João Paulo cobrou na barreira, mas a bola foi atraída pelo perfume de Dudu, que fuzilou e decretou o 3 a 0. Acuado, o Paraná se fechou para evitar uma goleada. Ao som de olé da torcida, Traci apitou pela última vez no jogo.


OS ESCRETES

CORITIBA: Wilson; Ceará (Benítez), Luccas Claro, Juninho, Henrique; João Paulo, Alan Santos (Amaral), Juan e Dudu; Negueba (Thiago Lopes) e Jorge Ortega. Técnico: Gilson Kleina

PARANÁ: Marcos; Nei, Basso, Alisson e Fernandes; Jean, Anderson Uchoa, Nadson e Válber; Robson e Toni (Lucas Pará). Técnico: Claudinei Oliveira.

PRÓXIMA RODADA - Mesmo com a derrota, o Paraná se mantém na liderança com 18 pontos e tem pela frente o Cascavel na Vila, jogo marcado para as 11 da manhã de um domingo. O Coritiba foi a 14 e roubou a terceira posição do rival Atlético. O alviverde terá um confronto direto contra o vice-líder J Malucelli. A partida será domingo, às quatro da tarde, no Ecoestádio.

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