Atlético cria pouco e só empata com o time da fronteira na Arena


Em partida adiada na sexta rodada do Campeonato Paranaense 2016, Atlético e Foz do Iguaçu duelaram na noite desta última quinta-feira (03) para arredondar o certame. Com bola rolando e com um público de menos de 10 mil espectadores, o futebol não apareceu e ambas as equipes saíram com o placar em igualdade na Arena da Baixada. Pior para o time da casa, que demitiu o treinador Cristóvão Borges e ainda vê os lideres distanciar ainda mais com os últimos resultados do Furacão.

Por Rafael Buiar

A vitória era o principal objetivo das duas equipes como de praxe, mas com caminhos diferentes. No lado do Atlético era aproximar dos líderes e o do time da Fronteira permanecer na zona de classificação para a próxima fase. Premissas que provocaram um início de embate bastante cauteloso. Mesmo com o time da casa com mais volume de jogo, tomando as ações e trocando passes no meio de campo da equipe adversária. Enquanto isso, os atacantes Walter e Anderson Lopes foram os mais acionados na parte ofensiva da equipe atleticana e o escrete do Foz do Iguaçu já colocou em prática a sua tática logo nos primeiros minutos, o contra-ataque, e desenvolveu com o decorrer do embate.

Fato que com o passar do jogo, o time da Fronteira se fechou e aproveitou dos erros de passes e da falta de criatividade do meio de campo do Atlético, principalmente, com Otávio e Deivid, que cederam vários contra-ataques. Mas nenhum aproveitado pelos irmãos, Safira e Safirinha. A alternativa para mudança de postura partiu da cabeça do treinador Cristóvão Oliveira ainda na primeira etapa. Fato que surpreendeu a todos, pois o baiano sacou o meia Nikão e colocou mais um atacante, o destemido André Lima. A alteração não foi tão em digerida pela torcida do Atlético, que segundos depois elogiou o treinador aos gritos de “burro, burro, burro...”.

Passada a "chiadeira", o escrete do Furacão ficou mais ofensivo e cresceu, mas com muitas dificuldades na criação das jogadas, as que saíram foram construídas no abafa e com muitos cruzamentos para a área. Dentre elas, um gol anulado pelo bandeirinha, que assinalou impedimento de Anderson Lopes que acertou um cabeceio  do cruzamento de Léo.

Nos minutos finais, a mesma jogada persistiu por vários minutos. Ou seja, bola levantada na área para Walter, Anderson Lopes e André Lima e pouco aproveitamento do trio na conclusão. Jogadas como essas serviram contra o próprio time, já que esteve bastante exposto e cedeu espaços para o contra-ataque dos irmãos. Mas a dupla também não foi feliz o suficiente para abrir o marcador na primeira etapa na Arena da Baixada.

SEGUNDO TEMPOQuem não gostou da primeira alteração do time do Atlético, certamente não gostou do troca-troca do intervalo. Cristóvão sacou os dois laterais e colocou um lateral, Eduardo, e outro atacante, Marco Damaceno e queimou as três alterações da equipe no duelo como todo o segundo tempo a rolar ainda. Ou seja, mudança de tática outra vez, para o desespero da torcida. Com bola rolando, o time da casa continuou com a mesma dificuldade de construir uma jogada, principalmente pelo setor de meio de campo. Mesmo assim, o Atlético chegou com jogadas pelos flancos, com Eduardo e Anderson Lopes pelo lado direito.

Do outro lado, o que assustou o Atlético foi o contra-ataque, ainda mais quando o habilidoso atacante Marcelo do Foz realizou algumas jogadas individuais e infernizou a zaga atleticana, que bateu cabeça em vários lances. Dentre uma, o atacante conseguiu limpar alguns zagueiros e tocou na medida para Baloy que não soube aproveitar a ótima oportunidade do time da Fronteira. Mas isso aconteceu até os 13’ da segunda etapa, pois o time da casa melhorou no confronto e lances pontuais aconteceram. Dentre eles, a cabeçada do camisa 18, Walter, no travessão depois do arremesso lateral da direita e com Anderson Lopes sendo a válvula de escape. O gol do Furacão estava próximo.

Se com jogadas pelos flancos não estava dando certo, o jeito foi arriscar pelo meio de campo e com o volante Deivid. Ou seja, do meio da rua, o volante acertou um tirambaço e o goleiro Nei aceitou. Acanhada, a torcida do Furacão comemorou o gol aos 14’ da etapa complementar. Mas no lance seguinte, o escrete do Foz soube responder e empatar o confronto. Não deu nem tempo da equipe rubro-negra respirar, já que o time visitante sofreu falta próximo da área. Bruno Flores cobrou na medida para Safirinha concluir em gol e ir para galera, com o resultado em igualdade de 1 a 1.

Passado o gol de empate, o time do Foz segurou ainda mais resultado e chegou poucas vezes no gol de Santos e quando desceu faltou gás para ampliar o marcador. Diferente do Atlético, que pressionou e pressionou várias vezes o gol do arqueiro Nei, que além de cera, fez ótima defesas e conseguiu manter o placar em igualdade de 1 a 1 na Arena da Baixada.


DEMITIDO - Na manhã do dia seguinte, a diretoria do Atlético anunciou a demissão do treinador Cristóvão Borges. A campanha como treinador do Furacão foi de três vitórias, três empates e apenas uma derrota no Campeonato Paranaense 2016.


PRÓXIMA RODADA - O Atlético irá a cidade de Londrina desafiar o escrete do Tubarão, no Estádio Vitorino Dias. Com este empate, a equipe do Furacão continuou na terceira colocação, mas diminuiu para quatro pontos a diferença com o Jotinha. O time do Foz do Iguaçu irá jogar na fronteira, no Estádio do ABC, com o escrete do Rio Branco, que vem crescendo na competição. Mesmo com o empate, o time do treinador Ivan Santos continuou na quinta colocação.


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