Lela, o destaque da partida entre Santa Quitéria e Novo Mundo


Foram dois tempos diferentes na primeira partida das semifinais da Suburbana entre Quitéria e Novo Mundo. Se os 45' iniciais foram equilibrados, na segunda etapa o vermelhinho caiu de produção e o time da casa cresceu. Essa neutralização do ataque visitante se deve a uma atuação impecável do sistema defensivo verde e amarelo.
Por Dudu Nobre

E o xerife dessa zaga tem nome: Lela. O defensor foi aplicado taticamente, lá atrás não tinha receio de rasgar a bola pra frente, afinal era peleja de mata-,mata. E no segundo tempo, apareceu em um momento importante.
 
O jogo estava empatado e o Santa Quitéria tinha a pressão de vencer por jogar no Maurício Fruet. Se demorasse muito tempo para fazer o gol da virada, a linda atmosfera criada pela torcida poderia se voltar contra o elenco.
 
Eis que aos 9', Chuva colocou com afeto para o meio da área, e o beque - como um gladiador na cova dos leões - testou com vontade para virar o placar e fazer a massa vir abaixo. Para selar de vez a união entre um e outro, ele tirou a camisa e por baixo estava a "peita" da organizada. A partir daí não tem mais jeito: Lela é Taliban! E mais: é o figurinha dessa rodada.
 
Como homenagem, uso as palavras da canção de Jorge Ben:

Zagueiro tem que ser malandro
Quando tiver perigo com a bola no chão
Pensar rápido e rasteiro
Ou sai jogando ou joga bola pro mato
Pois o jogo é de campeonato
Tem que ser ciumento
E ganhar todas as divididas
E não deixar sobras pra ninguém
Tem que ser o rei e o dono da área
Nessa guerra maravilhosa de 90 minutos

 
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