Guilherme Menezes, uma pedra sendo lapidada nos campos da Suburbana


No último sábado (10), Santa Quitéria e Renovicente duelaram pela segunda rodada da 2ª fase da Suburbana 2015 nas categorias adulta e juvenil, no Estádio Maurício Fruet. Mesmo jogando fora de seu domínio a equipe do Santa Cândida faturou os dois embates. Mas a equipe Drap irá focar somente no confronto da categoria juvenil, que foicomandado pelo volante (capitão) da equipe do R9, que soube dar tranquilidade para seus companheiros e, principalmente, para Mathues Ventura que guardou duas vezes naquela tarde. Confira mais uma entrevista da série, “uma pedra sendo lapidada nos campos da Suburbana”.


O camisa cinco do Renovicente na última partida, Guilherme Menezes, tem apenas 17 anos, mas tem responsabilidade de gente grande, já que joga de volante e é o capitão da equipe do bairro do Santa Cândida, comandada pelo treinador Pedro Sotero, que trouxe para a equipe do Renovicente por já conhecer o seu futebol de anos atrás. Nas palavras de Guilherme, o conhecimento do seu futebol facilitou a ida para a equipe do Santa Cândida. “Eu havia jogado no Renove a 2 anos atrás, participei do campeonato paranaense sub-15 e já tinha conhecido o Pedro Sotero q foi o meu treinador naquela época. Devido a isso, o Sotero me chamou e não pensei duas vezes, aceitei o convite”, relata Guilherme.

O futebol de Guilherme Menezes tem características de um jogador atual, já que têm o bom passe, lançamento e visão do jogo do que acontece ao seu redor. Às vezes, Guilherme é orientado a jogar de segundo volante e sempre seguindo as orientações táticas de seu treinador, em que tem que encontrar espaço vazio para receber o passe. Características como essa faz com que eu desenvolva o meu futebol nos gramados da Suburbana. “O campeonato de futebol amador de Curitiba me ajuda a ter mais experiência e me dá mais confiança e mesmo assim, eu procuro aprimorar os meus erros e evoluir”, explica o volante.


Com isso, observando vários pontos, Guilherme Menezes tem inspiração em jogadores que batem com suas as características. Não poderia ser diferente, na visão do camisa cinco. “Tenho inspiração nos volantes que jogam na mesma posição que a minha. Na posição de volante tem excelentes jogadores como: kroos, Xabi Alonso, Iniesta, Xavi, Modric e outros. Mas eu escolho mesmo o Matuidi do PSG (França) e o Ramires do Chelsea (Inglaterra), que parecem mais com meu estilo de jogo”, afirma.

Além de ter força para acreditar no seu sonho, nós precisamos de outros pilares para nos sustentar. Ou seja, um dos pilares de Guilherme Menezes é os familiares, mesmo não tendo uma presença rotineira nos gramados. “É muito raro de eles irem aos jogos. Se eu não me engano eles só foram duas vezes nesse ano, na vitória contra o Operário Pilarzinho e no último jogo contra o Santa Quitéria. Espero que compareçam mais vezes, porque deram sorte. Meus pais me acompanham desde os meus seis anos nesse sonho e sempre estão me apoiando”, enaltece Guilherme.

A segunda fase iniciou no primeiro sábado de outubro e o resultado não foi feliz para a equipe do Santa Cândida, pois perdeu em casa para o time do Vila Fanny em 3 a 1. Na concepção de Guilherme a derrota não foi válida, mas futebol é bola na rede. Mesmo assim, a derrota na estreia da segunda fase serviu de trampolim para vitória do último sábado diante o escrete do Santa Quitéria. “A derrota contra o Fanny foi amarga, pois a nossa equipe foi superior já que criamos muitas chances. Mas a bola não entrou e perdemos pontos em casa. Coisas do futebol. A conversa - durante a semana - valeu sim, melhoramos a postura dentro de campo e conseguimos sair com a vitória, que nos deu mais moral e confiança para enfrentar as 2 partidas seguintes que será contra o Trieste” comenta.

Arquivo pessoal
No último embate, a faixa de capitão fez presença no braço de Guilherme Menezes. Mas quem disse que capitão é só tirar cara e coroa no início do jogo está enganado. Ser capitão vai além de ser o líder do escrete, pois o capitão tem outros atributos como orientar seus companheiros, com apoio moral e sempre alertar e passar confiança. Pontos que o treinador Sotero observou e passou a faixa minutos antes da peleja iniciar. Inclusive, a conversa valeu já no último jogo diante o Santa Quitéria. Muito engraçado, pois o meu companheiro, atacante, Matheus Ventura tinha dado 2 chutes no gol e o goleiro do Quitéria fez ótimas defesas. Depois ele comentou comigo durante o jogo, a bola não entra. Na sequência eu falei pra ele, vai entrar sim só você ter calma que a bola entra. O resultado aconteceu no segundo tempo com 2 gols de Matheus que nos ajudaram a vencer a primeira na segunda fase”, explica Guilherme.

MEMÓRIAA posição de volante é muito dinâmica e às vezes fazer gol fica em segundo plano, já que o atleta tem que marcar, criar, lançar e outros fatos da posição. Mas às vezes, um golzinho sai. Guilherme Menezes recorda de um que aconteceu em 2014. “Ano passado, quando joguei pelo Combate Barreirinha, fiz o gol de empate contra a equipe do Bangú que deu a vaga para a próxima fase”, recorda o volante.

Arquivo pessoal
Ainda lembrando os bons momentos, um ano passado, com o Combate Barreirinha, e outra uma neste ano, com a camisa do Renovicente, Guilherme destaca duas partidas que jamais irá sair de sua memória. “Não tem como esquecer da final do ano passado, em que foi um jogo muito maluco, eletrizante. A partida teve que ser decidida nos pênaltis. Começamos errando os 2 primeiros, mas o nosso goleiro defendeu 3 depois e nos deu a vitória e o título. A outra partida foi esse ano contra o Operário Pilarzinho na última rodada da primeira fase, que saímos com a vitória de 4 a 3. Um confronto brigado, que conseguimos reverter o placar 2 vezes e com um pênalti no final do jogo, que o juiz mandou bater 2 vezes a mesma penalidade. Esse duelo eu vou levar pra sempre como luta, determinação e entrega”, relembra o volante.

Guilherme Menezes terminou os estudos do ensino médio recentemente e mesmo na labuta pelo sonho de ser um jogador de futebol profissional, o volante de 17 anos tem alternativas para seguir outro rumo na sua vida. Claro, sem deixar de lado o futebol, esporte que tanto gosta. “Eu já terminei o Ensino médio e a relação com estudo e treino não me atrapalha mais. Porém, em relação a isso, eu tenho alternativa caso a profissão de jogador não de certo, já que vou procurar estudar na faculdade o curso de educação física pra trabalhar na área do esporte e, principalmente, no futebol”, explica o jovem de 17 anos.
“Futebol é uma arte que trás alegria para as pessoas” – Guilherme Menezes, volante e capitão do Renovicente [2015]

__________________________________________
É autorizada a livre circulação dos conteúdos desta página
em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, 
desde que citada a fonte.