Raphael de Souza, uma pedra sendo lapidada nos campos da Suburbana


Pra quem teve grandes craques nas quatro linhas em décadas passadas, a camisa 10 ultimamente está bem escassa nos campos brasileiros. Talvez, o problema esteja na preparação das categorias de bases nos últimos anos nos clubes ou a safra dos anos 2010 não é boa mesmo. Mas em uma análise, em dimensões menores que o futebol profissional, mas não muito distante, a Suburbana tem trabalhado com esse propósito, o de revelar atletas. Dentre esses garotos, o camisa 10 do Bangú, Raphael de Souza é mais um da série: “uma pedra sendo lapidada nos campos da Suburbana”

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Por Rafael Buiar


O camisa 10 do Bangú tem o bom passe e cadenciar, colocar a bola no chão e, claro, deixar seus companheiros na cara do gol são suas principais características. Com esse perfil, a camisa 10 cai como uma luva no garoto de 17 anos. Partindo desta perspectiva, pensando positivo, o seu futebol tende a melhorar ainda mais, já que a Suburbana irá trazer mais cancha para o restante da carreira. “A suburbana vem me ajudando ganhar mais experiência, ser mais maduro e cada vez com mais vontade de ser jogador profissional”, comenta, Raphael

Mas uma boa base o camisa 10 do Bangú já tem, pois passou em vários clubes. O meia armador passou por equipes de Araucária, em uma delas, pelo Costeira, que foi campeão da Taça Paraná, passou pelo Trieste e esse ano chegou a equipe do Bangú. Mesmo assim, a luta por um lugarzinho em um time profissional segue. Em pouco tempo, Raphael já realizou testes em equipes do Paraná, Avaí, Coritiba e entre outras.



Atualmente, Raphael de Souza reside em Araucária, em outra cidade em relação ao campo do Bangú. O camisa 10 tem que 'viajar' até o bairro do Mossunguê, em Curitiba, para o Estádio Silvio Nicco. Mas essa não é a rotina do camisa 10, por exemplo na última partida, o confronto em casa foi em outro local, em Almirante Tamandaré, no Estádio Francisco Thiago da Costa. Ou seja, distâncias longas não o faz parar de sonhar. “É cansativo, mas tudo isso é pelo sonho, a minha paixão e todo o cansaço vira forças”, revela o camisa 10.

Raphael estuda no período da manhã e no restante do dia, o meio armador treina. Com esse empenho, o camisa 10 tem atletas que inspiram como qualquer outro atleta. Neste caso, Raphael de Souza inspira em dois jogadores habilidosos. Um atua no Real Madrid e o outro recentemente voltou aos gramados brasileiros. “Cristiano Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho são diferenciados dos outros atletas e são verdadeiros craques, as especialidades  como dribles, cobranças de faltas são os principais pontos que admiro”, comenta, Raphael.


O certame deste ano está praticamente encerrando a primeira fase e a equipe do Bangú já não tem chances para ir adiante, já que está na quinta colocação no grupo A com 9 pontos. Mas a distância para o quarto colocado é de 7 pontos. Mas ainda restam duas rodadas, não da para desistir pois a parte de baixo da tabela ainda está na briga. A briga é diante a equipe do Iguaçu, lanterna do grupo A, que tem três pontos a menos que o Bangú. Ou seja, ainda tem água para rolar. “A nossa equipe está querendo terminar o campeonato com vitorias e vamos com tudo para cima dos caras, nossa equipe demorou para se entrosar e acordamos muito tarde”, lamenta o camisa 10.

Mesmo sendo um garoto de 17 anos, Raphael tem história pra contar. Dentre algumas, o camisa 10 do Bangú relata um confronto especial, que jamais irá esquecer. “O jogo da final da Taça Paraná, pois nos últimos minutos do segundo tempo a nossa equipe estava empatando em 1x1, com a equipe do Nacional. O nosso time precisava da vitoria para levar para os pênaltis. Mas eu tive a felicidade de cruzar para meu colega e ele fazer o gol. Nos pênaltis erramos duas cobranças, mas o nosso goleiro estava inspirado e conseguiu defender três pênaltis e fomos campeão paranaense”, enaltece a conquista, Raphael.

Foto Arquivo Pessoal
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