Marinho, uma pedra sendo lapidada nos campos da Suburbana


A equipe do site Do Rico ao Pobre irá abrir os olhos ainda mais para a categoria juvenil. Mesmo sabendo que a principal diferença entre as categorias  (Adulta e Juvenil) é a idade, o certame tem outras características que devem ser apresentadas. Mas além disso, iremos relatar história e entrevistas relacionados aos atletas que participam deste cenário. Confira a primeira "Pedra sendo lapidada nos campos da Suburbana": Marinho, lateral do Nova Orleans.

Por Rafael Buiar

A primeira entrevista do quadro “Pedra lapidando nos campos da Suburbana” é referente ao jovem curitibano, Matheus Luiz da Silva Tupich. Mas o garoto de 17 anos é conhecido mesmo com o nome de guerra Marinho, que atualmente está vestindo a camisa do Nova Orleans. A posição de Marinho é nos flancos, tanto na esquerda quanto na direita, e que teve que ser adaptada com o passar dos anos, já que a sua origem foi a posição de zagueiro. 

“A altura não me favoreceu, então eu virei lateral. Nos primeiros meses eu era um lateral muito defensivo, praticamente um terceiro zagueiro em um esquema 4-4-2. Depois que entrei no Desportivo Paranaense que foi uma alavancada na minha carreira, os professores bateram por muito tempo em uma tecla que lateral que não participa do ataque não é lateral”, explica Marinho.



A sua trajetória no mundo do futebol teve início aos cinco anos de idade, em escolinhas de futebol. Com o passar dos anos e um aprendizado com os principais fundamentos, Matheus foi chamado para treinar em outra agremiação, o Ultra Fertil, que na época o ex-goleiro do Coritiba, Jairo Nascimento, comandava. Com 13 anos, teve oportunidade de vestir a camisa do Coritiba, mesmo sendo um período curto ganhou muita experiência. Mas devido o sua altura, não continuou na equipe alviverde. 

Mas com superação, Marinho aproveitou outra oportunidade e desta vez, a viagem com a seleção de Tijucas de Futsal para Santa Catarina ajudou muito no desenvolvimento como pessoa e jogador. Na sequência, o lateral atuou na Escola Furacão no Flamenguinho e bastou um mês para o professor Igor selecionar entre os melhores para participar em um projeto que tinha parceria com Vasco da Gama, do Pilarzinho. No ano seguinte, sabendo de um projeto similar, Marinho foi para outra equipe, o Nova Orleans, em que segue até os dias de hoje.

“Decidi apostar no Clube Desportivo Paranaense, pois já de início percebi que são bem organizados e possuem profissionais muito bem capacitados e que sempre querem o melhor e a evolução de todos. Juntamente com eles, o time Orleans fez uma parceria de disputar a Suburbana e assim disputei ano passado e esse ano”, salienta Marinho. 



Um ponto que destaca a categoria juvenil da Suburbana é a experiência adquirida e a forma de jogar futebol. Sabemos que nas arquibancadas dos estádios espalhados por Curitiba, o público não é só de familiares e torcedores das equipes e sim, empresários e olheiros. Por outro lado, Marinho destaca o futebol amador de Curitiba como um trampolim para a sequência da carreira. “Em geral, a suburbana mostra um pouco mais da realidade do futebol e de como ele é realmente. Ajuda os atletas, que na maioria das vezes chegaram de escolinhas ou com pouca experiência, a amadurecer no futebol. Sendo assim, considero como o vestibular do futebol”, comenta.

Em relação a inspiração e seguir os caminhos no mundo do futebol, todo garoto que tem o sonho de ser jogador profissional tem. No caso de Marinho não é diferente, o lateral tem inúmeros atletas. Mas dois tem destaque na concepção do jogador. “O nosso professor Carlão Verges passou um vídeo em uma preleção referente ao Zé Roberto, em relação a história dele que é muito inspiradora. Quando ele tinha 15 anos a mãe dele arrumou uma peneira no Corinthians, quando ele já tinha desistido do futebol, e essa era a última chance dele como jogador. O Zé Roberto chegou as 14h e foi fazer o teste as 19h. A mãe dele ficou lá o tempo todo apoiando ele e agora aos 38 anos ele chega antes dos treinos para fazer abdominais e por isso o chamam de "Homem de Ferro" e me inspira muito pela determinação não só no começo da carreira dele como no fim. E o outro é o Daniel Alves que é da minha posição e eu o acho o melhor lateral do mundo por todas suas qualidades dentro e fora de campo”, destaca.



Mas todo esse sonho é movido por duas paixões, a vontade de jogar futebol profissional e satisfazer o apoio da família. Claro que com Marinho não é diferente, o jovem lateral destaca e exalta o apoio de seus familiares, que seguem alimentando cada vez mais este sonho de moleque. “Se não fosse pela minha família eu não estaria o tão motivado quanto estou agora, pois eles sempre me apoiaram demais para essa minha decisão. Tudo começou pelo meu pai, que no Ultra Fertil ficou me ajudando ainda mais, já que ele foi auxiliar técnico do Jairo Nasciomento; A minha mãe pra tudo que eu decido ela sempre me apoia e ela é a que mais grita na torcida geralmente e fico muito feliz e motivado; Meu tio sempre me levou pra todos os jogos sendo o lugar que fosse e se não fosse ele me motivando e ajudando com a parte financeira eu estava bem abaixo do que estou hoje, e por fim meu irmão de coração, Jorge, que me ajuda muito na parte psicológica e motivacional, que é muito importante para mim. No contexto geral, todos sempre me apoiaram juntamente é por eles que eu quero tanto ser um jogador profissional”, enaltece Marinho.

No último jogo, Marinho foi um dos pilares para a equipe do Nova Orleans conquistar o triunfo diante o escrete do Iguaçu. Além de se manter na defesa e no ataque por 45 minutos intensos, o lateral fez um lindo gol e mudou o rumo do confronto. Segundo Marinho, a coletividade foi um dos tópicos para ajudar a equipe do Nova Orleans a vencer no último sábado (15). “ Eu sempre faço o meu máximo para ajudar meus colegas de equipe, por eles eu corro a distância que for preciso para recuperar uma bola ou qualquer outra coisa do tipo. Mas eu acho que atitude conta muito no mundo do futebol. Então, eu sempre tento procurar fazer jogadas diferenciadas, por que jogador com medo e tímido não é jogador e sempre que possível deixarei minha marca”, completa o lateral. 

Confira a Narração de Dudu Nobre o gol de Marinho no último embate diante o Iguaçu, no Estádio José Drulla Sobrinho.
 
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